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Edição 2106

1º de abril de 2009
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Pedofilia (capa) – 53
Lya Luft – 19
Clodovil Hernandes – 17
Abusos no Senado – 15
Roberto Pompeu de Toledo – 13

 

Pedofilia

Renato Velasco

A culpa da vítima
T.S., estuprada pelo padrasto dos 9 aos 13 anos: "Contei para minha mãe, aos 16, quando eles já estavam separados. Ela disse que se durou tanto tempo era porque eu devia estar gostando"

"A sensação é sempre a mesma: prisão perpétua como sentença para crimes hediondos (pedofilia, estupro, sequestro) é muito pouco."
Orsini Vieira Maia
Belo Horizonte, MG

Excelente a reportagem "Violadas e feridas. Dentro de casa" (25 de março), que confirma a triste situação vivida pelas crianças e pelos adolescentes vítimas de abuso sexual cometido por familiares. O papel da imprensa, na divulgação e interpretação dos fatos, é imprescindível para o desenvolvimento social e democrático do país. Pretendemos tornar cada vez mais efetivo o combate à pedofilia e estimular os cidadãos a denunciar atos criminosos.
Senador Magno Malta (PR-ES)
Presidente da CPI da Pedofilia
Brasília, DF

Combater os crimes de pedofilia é, em primeiro lugar, proteger e assistir a vítima. A persecução legal ao criminoso é importantíssima, mas o valor maior deve ser dado à prevenção (através do esclarecimento e da educação) e à assistência à vítima. Muito melhor que punir esses monstros é evitar que eles atinjam as crianças. Caso elas sejam vitimadas, a prioridade é o seu tratamento. Parabéns pela reportagem.
Carlos José e Silva Fortes
Promotor de Justiça
Curador da Infância e Juventude
Divinópolis, MG

O Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes Violentos de Belo Horizonte cumprimenta VEJA pela iniciativa da abordagem dos temas abuso sexual e pedofilia. A reportagem trata o assunto com clareza e seriedade. Porém, é necessário divulgar os recursos disponíveis ao atendimento psicossocial e jurídico às vítimas e a seus familiares. Há nove anos, o núcleo atende gratuitamente e vem dando todo o apoio social, jurídico e psicológico a famílias, crianças e adolescentes que foram vítimas de crime tão cruel. Colocamo-nos à disposição para informações: (31) 3214-1898.
Vânia Valadão
Coordenadora
Belo Horizonte, MG

Mais uma vez VEJA nos brinda com uma matéria de qualidade inquestionável. Gostaria de registrar alguns pontos, como profissional que há anos atende vítimas de variadas formas de violência. É preciso acreditar que o abuso sexual ocorre em todos os segmentos da sociedade, não importando condição econômica, sexo, idade, estado civil ou profissão do perpetrador. Trata-se de um desvio da estrutura da personalidade e, como tal, é preciso que se compreenda a importância de também tratar – além da exata punição judicial – a pessoa que o causa. Caso contrário, voltando ao convívio social, o comportamento perverso – usando um termo técnico – será repetido, mais cedo ou tarde.
Betinha C. Fernandes
Ambulatório de Pediatria do Comportamento do Hospital das Clínicas da UFPE
Recife, PE

Menos de um ano após vir a público, o caso do monstro da Áustria foi investigado, julgado e exemplarmente punido pelas autoridades competentes. Uma demonstração de celeridade, competência e dever cumprido. Uma resposta à sociedade de que o crime não compensa. Exemplo que deveria servir ao Brasil, que infelizmente deixa que seus crimes caiam no esquecimento. A sociedade precisa ser respeitada e protegida. Acorda, Brasil.
Andrea Zuppo Franco
Professora de processo penal
São Paulo, SP

 

Gordon Brown

Cumprimento VEJA pela excelente entrevista com o senhor Gordon Brown, primeiro-ministro britânico (Amarelas, 25 de março). Pude perceber a diferença de postura daquele cidadão comparada à dos políticos brasileiros. Nota-se sua preocupação e seu comprometimento com o povo e a nação ingleses. Ao contrário dos nossos políticos, que, com raras exceções, estão mais preocupados em arquitetar o próximo esquema voltado para a corrupção em benefício próprio.
José Carlos Pinho
Salvador, BA

 

Clodovil Hernandes

Clodovil era mais do que um simples estilista, mais do que um simples apresentador, mais do que um simples deputado. Clodovil era gente. Comprometido com seu público, que sempre lhe foi fiel, Clodovil era o porta-voz de um povo oprimido e cansado de tantas injustiças, haja vista os 494 000 votos que teve.
Ruvin Ber Jose Singal
São Paulo, SP

No curto tempo de sua carreira política, o polêmico estilista e deputado federal Clodovil Hernandes deixou a sua marca de coragem e franqueza, que sempre norteou sua vida.
Shandra do Valle Vianna
Vitória, ES

 

Senado

Pelos últimos descalabros no Senado, vejo que estamos nas mãos de senadores que aparentemente não sabem o que está acontecendo, com horas extras abusivas e um recorde de diretores digno de figurar no Guinness Book. Quem não tem capacidade de gerir sua própria casa terá capacidade de aprovar leis para o nosso país? Acredito que não ("Aparências que não enganam", 25 de março).
Fernando Jorge Ferreira
Belo Horizonte, MG

 

Protógenes Queiroz

O delegado Protógenes Queiroz enrola-se a tal ponto na paranoica teia de espionagem que teceu que é razoável acreditar, como alguns sugerem, na sua insanidade mental. Menos pior se essa for a razão, e somente essa, que o faz sugerir que o presidente Lula está no bolso do intitulado banqueiro Daniel Dantas. Porém, vale observar que, antes – tomando como referência a patifaria do mensalão que dizimou as outrora propaladas moral e ética petistas –, ualquer um que ousasse acusar Lula e o PT de patrocinar maracutaias, por mínimas que fossem, era injustamente tomado por louco, e as acusações, por inverossímeis. Depois disso, qualquer acusação, por mais cabeluda que seja, parece verossímil, mesmo se feita por loucos.
Eduardo Roberto da Silva
Natal, RN

 

Lya Luft

Qualquer um se identifica com a chamada síndrome do "ter de", muito bem narrada por Lya Luft. Um dos sintomas é andar de carro importado carregando o carnê das prestações, só para cumprir as chamadas "exigências sociais". Vivemos numa ciranda insana: gastamos o que não temos, com coisas de que não precisamos, para agradar a quem não gostamos ("A mentirosa liberdade", 25 de março).
Júlio Cesar Rodrigues
Arapongas, PR

 

Educação

É um começo. Acho louvável e um avanço para a educação o governo se preocupar com a distribuição de livros didáticos a todos os alunos da rede pública de ensino. Mas acredito também que, além da distribuição dos livros, seria necessário equipar escolas com bibliotecas e salas de informática, pois algumas atividades dos livros sugerem ao aluno que a pesquisa para responder às perguntas seja feita na internet, em revistas, enciclopédias e em outros livros ("103 milhões de livros didáticos", 18 de março).
Elisangella Nunes
Vila Velha, ES

O fornecimento dos livros didáticos às escolas públicas brasileiras está bastante desenvolvido. Destaque para a liberdade concedida aos professores para a escolha das obras e a boa estrutura montada pelos Correios para fazer chegar aos colégios os mais de 103 milhões de livros. As diretrizes da educação não são compostas somente de medidas inócuas. Há bons projetos, como este, que colaboram para o desenvolvimento social, por isso cumprimento VEJA pela importante reportagem.
Drummond Ataíde Moraes
Goiânia, GO

 

 



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