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Leitor
Pedofilia
"A
sensação é sempre a mesma: prisão perpétua
como sentença para crimes hediondos (pedofilia, estupro, sequestro) é
muito pouco." Excelente
a reportagem "Violadas e feridas. Dentro de casa" (25 de março),
que confirma a triste situação vivida pelas crianças e pelos
adolescentes vítimas de abuso sexual cometido por familiares. O papel da
imprensa, na divulgação e interpretação dos fatos,
é imprescindível para o desenvolvimento social e democrático
do país. Pretendemos tornar cada vez mais efetivo o combate à pedofilia
e estimular os cidadãos a denunciar atos criminosos. Combater
os crimes de pedofilia é, em primeiro lugar, proteger e assistir a vítima.
A persecução legal ao criminoso é importantíssima,
mas o valor maior deve ser dado à prevenção (através
do esclarecimento e da educação) e à assistência à
vítima. Muito melhor que punir esses monstros é evitar que eles
atinjam as crianças. Caso elas sejam vitimadas, a prioridade é o
seu tratamento. Parabéns pela reportagem. O
Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes Violentos de Belo
Horizonte cumprimenta VEJA pela iniciativa da abordagem dos temas abuso sexual
e pedofilia. A reportagem trata o assunto com clareza e seriedade. Porém,
é necessário divulgar os recursos disponíveis ao atendimento
psicossocial e jurídico às vítimas e a seus familiares. Há
nove anos, o núcleo atende gratuitamente e vem dando todo o apoio social,
jurídico e psicológico a famílias, crianças e adolescentes
que foram vítimas de crime tão cruel. Colocamo-nos à disposição
para informações: (31) 3214-1898. Mais uma vez
VEJA nos brinda com uma matéria de qualidade inquestionável. Gostaria
de registrar alguns pontos, como profissional que há anos atende vítimas
de variadas formas de violência. É preciso acreditar que o abuso
sexual ocorre em todos os segmentos da sociedade, não importando condição
econômica, sexo, idade, estado civil ou profissão do perpetrador.
Trata-se de um desvio da estrutura da personalidade e, como tal, é preciso
que se compreenda a importância de também tratar além
da exata punição judicial a pessoa que o causa. Caso contrário,
voltando ao convívio social, o comportamento perverso usando um
termo técnico será repetido, mais cedo ou tarde. Menos
de um ano após vir a público, o caso do monstro da Áustria
foi investigado, julgado e exemplarmente punido pelas autoridades competentes.
Uma demonstração de celeridade, competência e dever cumprido.
Uma resposta à sociedade de que o crime não compensa. Exemplo que
deveria servir ao Brasil, que infelizmente deixa que seus crimes caiam no esquecimento.
A sociedade precisa ser respeitada e protegida. Acorda, Brasil.
Gordon Brown Cumprimento VEJA pela excelente entrevista
com o senhor Gordon Brown, primeiro-ministro britânico (Amarelas, 25 de
março). Pude perceber a diferença de postura daquele cidadão
comparada à dos políticos brasileiros. Nota-se sua preocupação
e seu comprometimento com o povo e a nação ingleses. Ao contrário
dos nossos políticos, que, com raras exceções, estão
mais preocupados em arquitetar o próximo esquema voltado para a corrupção
em benefício próprio.
Clodovil Hernandes Clodovil
era mais do que um simples estilista, mais do que um simples apresentador, mais
do que um simples deputado. Clodovil era gente. Comprometido com seu público,
que sempre lhe foi fiel, Clodovil era o porta-voz de um povo oprimido e cansado
de tantas injustiças, haja vista os 494 000 votos que teve. No
curto tempo de sua carreira política, o polêmico estilista e deputado
federal Clodovil Hernandes deixou a sua marca de coragem e franqueza, que sempre
norteou sua vida.
Senado Pelos
últimos descalabros no Senado, vejo que estamos nas mãos de senadores
que aparentemente não sabem o que está acontecendo, com horas extras
abusivas e um recorde de diretores digno de figurar no Guinness Book. Quem
não tem capacidade de gerir sua própria casa terá capacidade
de aprovar leis para o nosso país? Acredito que não ("Aparências
que não enganam", 25 de março).
Protógenes Queiroz O delegado Protógenes Queiroz
enrola-se a tal ponto na paranoica teia de espionagem que teceu que é razoável
acreditar, como alguns sugerem, na sua insanidade mental. Menos pior se essa for
a razão, e somente essa, que o faz sugerir que o presidente Lula está
no bolso do intitulado banqueiro Daniel Dantas. Porém, vale observar que,
antes tomando como referência a patifaria do mensalão que
dizimou as outrora propaladas moral e ética petistas , ualquer um
que ousasse acusar Lula e o PT de patrocinar maracutaias, por mínimas que
fossem, era injustamente tomado por louco, e as acusações, por inverossímeis.
Depois disso, qualquer acusação, por mais cabeluda que seja, parece
verossímil, mesmo se feita por loucos.
Lya Luft Qualquer
um se identifica com a chamada síndrome do "ter de", muito bem
narrada por Lya Luft. Um dos sintomas é andar de carro importado carregando
o carnê das prestações, só para cumprir as chamadas
"exigências sociais". Vivemos numa ciranda insana: gastamos o
que não temos, com coisas de que não precisamos, para agradar a
quem não gostamos ("A mentirosa liberdade", 25 de março).
Educação É
um começo. Acho louvável e um avanço para a educação
o governo se preocupar com a distribuição de livros didáticos
a todos os alunos da rede pública de ensino. Mas acredito também
que, além da distribuição dos livros, seria necessário
equipar escolas com bibliotecas e salas de informática, pois algumas atividades
dos livros sugerem ao aluno que a pesquisa para responder às perguntas
seja feita na internet, em revistas, enciclopédias e em outros livros ("103
milhões de livros didáticos", 18 de março). O
fornecimento dos livros didáticos às escolas públicas brasileiras
está bastante desenvolvido. Destaque para a liberdade concedida aos professores
para a escolha das obras e a boa estrutura montada pelos Correios para fazer chegar
aos colégios os mais de 103 milhões de livros. As diretrizes da
educação não são compostas somente de medidas inócuas.
Há bons projetos, como este, que colaboram para o desenvolvimento social,
por isso cumprimento VEJA pela importante reportagem.
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