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Televisão
Sacrilégio pop
South Park
irrita católicos.
E também Tom Cruise
Divulgação
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| South Park: liberdade de expressão
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Nas últimas semanas, o
desenho animado South Park, célebre pelo humor virulento,
suscitou duas polêmicas em torno do princípio da liberdade
de expressão. Uma delas envolveu o ator Tom Cruise. Ele se
irritou com um episódio em que é caricaturado como
gay enrustido. No desenho, Cruise se tranca num armário,
enquanto vários personagens tentam trazê-lo para fora.
"Isso já durou demais, Tom. Saia agora", pedem eles. Na outra
polêmica, os católicos da Nova Zelândia se indignaram
com um desenho em que uma estátua da Virgem Maria verte sangue.
No episódio, o papa Bento XVI investiga o fenômeno.
Numa seqüência grotesca, ele se ajoelha diante da imagem
e olha sob sua túnica. Com o rosto ensangüentado, conclui
que não há milagre. "Isso acontece com todas as mulheres",
diz.
Para defender-se, Tom Cruise
ameaçou os produtores de South Park com um pesado
processo. Teve sucesso parcial: a exibição do desenho
que o satirizava foi cancelada na Inglaterra. Os bispos neozelandeses
adotaram outra estratégia. No último dia 19, divulgaram
uma carta aberta em que pediam aos fiéis e aos anunciantes
um boicote ao canal C4, que exibe a série naquele
país. Conseguiram muitas adesões mas não
impediram que o desenho fosse ao ar. Ao contrário do que
aconteceu no episódio recente das charges do profeta Maomé,
em nenhuma das situações houve violência. Entre
boicotes e medidas legais, lidou-se com os dois casos à maneira
democrática e ocidental.
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