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Especial A
descoberta da ambição Algumas pessoas
são mais aptas do que outras para conseguir
o que querem. Mas todas podem aprender a acender a chama interior que
leva ao sucesso  Daniela
Pinheiro

Da ambição se
pode dizer que é uma força que, ao contrário da liberdade,
não termina onde a do outro começa. O ambicioso não enxerga
o cume nem quando o atinge. O céu para ele não é o limite.
Não é por outra razão que os maiores desastres humanos foram
gestados pela ambição sem limites. Em contrapartida, os mais espetaculares
saltos intelectuais, científicos e políticos trazem a assinatura
de homens e mulheres ambiciosos. Os grandes feitos esportivos, as aventuras, os
desbravamentos, as descobertas geográficas que moldaram o mundo são
resultado de corações de leão e mentes ousadas turbinadas
pela ambição e bafejadas pela sorte. Bem, justamente por ser uma
manifestação vulcânica de vontades, a ambição
nunca foi considerada um objeto de estudo, muito menos de aprendizado. Agora,
ela saiu dos romances de cavalaria, escapou das biografias dos generais, presidentes
e reis para o mundo real das pessoas. Ambição é alvo de estudos
práticos de psicólogos, educadores e motivadores pessoais. Ensina-se
como identificá-la logo cedo nas crianças e como instilar esse magnetismo
em grupos de trabalho nas grandes empresas. Entendida,
analisada e domada, a ambição se tornou uma das características
mais desejáveis tanto na vida profissional quanto na pessoal.
• Atribui-se à ambição a determinação,
a garra e a ousadia que qualquer empresa gostaria de ver em um funcionário.
Ou a persistência e a efusividade invejáveis naqueles que venceram
na vida. • Mas a ambição é
mais do que isso. É mais do que apenas ter energia e disposição
inabalável para superar obstáculos e conseguir se concentrar em
um objetivo. É mais do que ter absoluta clareza de como e do que deve ser
feito. Não é só saber avaliar com precisão a própria
força e a dos potenciais adversários. Certamente, não é
apenas ter faro e sorte. • A ambição
é uma combinação explosiva de todas essas características.
É algo que, como uma força moral poderosa, norteia as ações
de determinada pessoa a cada momento da vida dos mais simples aos mais
complexos, do café-da-manhã ao sono profundo, da escolha dos amigos
à ida ao supermercado. O ambicioso é protagonista de um sonho real.
Afasta as pessoas que não contam para a sua ascensão. É temido
pelas que contam. O ambicioso se sente a cada minuto como um vitorioso que já
chegou ao topo mesmo que tenha dado somente o primeiro passo.
Etimologicamente, ambição, substantivo de raiz latina, é
querer ambas as coisas, querer tudo. "É a energia humana que move as pessoas,
que as faz avançar e que direciona seus esforços para realizar alguma
coisa grande", afirma o americano James Champy, um dos autores do livro O Limite
da Ambição, lançado no Brasil em 2000.
Seja por amor, dinheiro, sabedoria, poder, glória ou fama, a ambição
move o mundo. Sem ela, Isaac Newton nunca teria superado as dificuldades de uma
infância miserável para tornar-se um dos maiores físicos de
todos os tempos. Adolf Hitler, Napoleão ou Martin Luther King poderiam
ter tido trajetórias de vida banais. Numa realidade mais recente, alguém
como Luiz Inácio Lula da Silva nunca teria chegado à Presidência
da República. E o que há por trás desse mistério?
O que faz com que uma pessoa consiga atingir suas metas e satisfazer seus desejos
mesmo que eles pareçam absolutamente improváveis e
outras não? Que características de sua personalidade e comportamento
o distinguem dos demais? Tais questões têm
intrigado psicólogos, antropólogos e cientistas, que passaram a
estudar a fundo o assunto. A novidade é que houve muitos avanços
e grandes descobertas. As respostas, embora ainda não totalmente satisfatórias,
são bem mais aceitáveis do que apenas afirmar que a ambição
é para poucos. "A ambição é um impulso humano e é
da natureza humana desejar o melhor. Todo mundo quer se destacar em uma área,
ser reconhecido no que faz e, sobretudo, alcançar um padrão de vida
melhor graças aos próprios esforços", explica o sociólogo
Bernardo Sorj, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ou seja: ambição
todo mundo tem. A diferença, na avaliação dos especialistas,
é que quem tem sucesso parece saber o que fazer com ela. "Eles parecem
visualizar claramente o que querem, planejam-se para atingir esse objetivo e acertam
na hora de colocá-lo em prática", diz o antropólogo carioca
Everardo Rocha, da PUC do Rio de Janeiro. Sigmund
Freud, o pai da psicanálise, interessou-se pelo tema da ambição,
como não poderia deixar de ser por parte de um leitor voraz de William
Shakespeare. Para Freud, em uma simplificação, a ambição
seria mais uma manifestação do complexo de Édipo a
incontornável compulsão para chamar a atenção da mãe.
Napoleão que o diga. No auge de seu poder, o imperador dos franceses mandou
buscar a mãe, Maria-Letizia, na Córsega para assistir a um desfile
militar em sua homenagem em Paris. Todos os filhos sobreviventes da boa senhora
tinham sido feitos monarcas por Napoleão Élisa era a grã-duquesa
da Toscana, Louis foi feito rei da Holanda, Jérôme virou rei da Westfália...
Conta-se que Maria-Letizia, descendente de um ramo decadente da nobreza de Gênova,
analfabeta e sem dentes, não se impressionou e disse: "Muito bom, desde
que isso dure". Letizia sobreviveu ao filho ainda quinze anos, morrendo em Roma
em 1836. No momento em que se buscam explicações científicas
para as mais variadas facetas do comportamento humano, qual o papel dos genes,
da família ou do ambiente na formação da personalidade de
uma pessoa ambiciosa? Sem dúvida, influenciam. E muito.
Uma das novidades nessa área é que, pela primeira vez, há
uma série de estudos comprovando uma forte influência genética
na manifestação da ambição. Como ainda é impossível
identificar um "gene da ambição", os pesquisadores costumam se valer
de testes de habilidades como a persistência a capacidade de se manter
focado em uma atividade até ela ser finalizada ou a motivação,
a palavra científica que designa a ambição. A maioria dos
estudos revela especificidades na atividade cerebral e no comportamento de quem
é tido como ambicioso. Pesquisadores da Universidade de Washington provaram
que estudantes mais persistentes em uma tarefa tiveram uma ativação
maior da área límbica do cérebro, responsável pelas
emoções. Outra pesquisa que esclarece semelhanças entre os
ambiciosos foi feita pelo psiquiatra Joachim Krueger e publicada no suplemento
da revista Psychological Science, da Associação de Psicologia
Americana. O estudo mostrou que pessoas com grande auto-estima, outra característica
comum aos ambiciosos, são também mais persistentes nas tarefas a
que se propõem. O geneticista Dean Hamer, do Instituto Nacional do Câncer,
nos Estados Unidos, defende a idéia de que é possível localizar
uma marca hereditária da ambição com base nos estudos com
gêmeos idênticos separados no nascimento. "Cada irmão herda
de 30% a 50% das características do outro, inclusive traços psicológicos.
E a ambição é um deles", disse a VEJA. De acordo com a teoria
evolucionista, a ambição também é um traço
comum aos animais. A diferença é que um macaco que queira dominar
seu grupo o faz, evidentemente, sem consciência de seus atos. "Em qualquer
grupo social sempre haverá aqueles mais agressivos que outros na hora de
batalhar por algo", afirma o professor Paulo Sérgio Oliveira, do departamento
de zoologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Ao que tudo indica, uma atitude positiva na maneira como se foi educado também
faz muita diferença. Estimular a confiança, mostrar que correr riscos
é saudável, ensinar a lidar com derrotas e, sobretudo, expor as
crianças a um leque variado de interesses ajuda e muito na
formação de um indivíduo confiante e determinado. Há
uma corrente na psicologia que defende a idéia de que a ambição
pode ser "ensinada" às crianças (veja entrevista).
No caso dos adultos, também. Na avaliação dos estudiosos,
a origem dos pais e o ambiente sociocultural também contam. É muito
comum ver esse traço em famílias de imigrantes. Tome-se o exemplo
de Samuel Klein, polonês que chegou ao Brasil em 1952 e fez das Casas Bahia
a maior rede varejista de eletrodomésticos e móveis do país.
Ou o português Valentim, pai de Abilio Diniz, do Pão de Açúcar,
que começou a vida com uma doceria. Mas o fato de ter nascido rico ou pobre
parece pouco influenciar. Também o rico pode virar um empreendedor como
Marcos de Moraes, o bilionário filho do ex-rei da soja, Olacyr de Moraes,
que enriqueceu mais ainda por méritos próprios.
Pesquisas recentes mostram que o celeiro dos ambiciosos costuma ser a classe média.
No best-seller Class: a Guide Through the American Status System (Classe:
um Guia Através do Sistema de Status na América), o professor Paul
Fussell, da Universidade da Pensilvânia, corrobora a tese. Segundo ele,
a razão é que a classe média é também a mais
ansiosa, pois ali impera uma insegurança perene em relação
a baixar o nível de vida. "É onde se vive pressionado para não
cair e esperando a todo tempo ascender", afirma o economista Eduardo Giannetti.
A religião influencia diretamente a percepção
da ambição, sobretudo quando diz respeito a querer ganhar dinheiro.
No começo do século passado, o alemão Max Weber já
havia constatado o fato. Em seu A Ética Protestante e o Espírito
do Capitalismo, ele mostra como os princípios do cristianismo em sua
vertente protestante nortearam a construção da potência hegemônica
do mundo atual, os Estados Unidos. Segundo ele, nos países de religião
protestante, onde há uma ética que valoriza o trabalho duro e legitima
suas recompensas materiais, quem enriquece está prestando um serviço
à sociedade e mostrando o seu valor a Deus. Nos países católicos,
ao contrário, a ambição chega a ser considerada um pecado,
já que pressupõe a busca por uma vantagem pessoal, e não
divina. Santo Agostinho, na Oração pelos Filhos, alerta:
"Senhor, que o egoísmo e a ambição não os desviem
do bom caminho". "As religiões costumam
consagrar períodos históricos. No momento em que se vive em um mundo
em que idéias sobre conforto e felicidade, frutos da ambição,
são valorizadas, imediatamente igrejas que valorizam tais preceitos surgem
com toda a força. É o caso das neopentecostais, como a Universal
do Reino de Deus", explica Leandro Karnal, chefe do departamento de história
da Unicamp e mestre em ciências da religião. O budismo considera
a ambição uma das causas do sofrimento humano. "O egoísmo,
a idéia de ter coisas para si, só traz frustrações
e infelicidade. Buscamos refrear esse sentimento", diz o monge Ricardo Mário
Gonçalves, do Instituto Budista de Estudos Missionários, em São
Paulo. O ambicioso costuma ter aquela certeza inquestionável
de quem sabe o que quer e como quer. Aquela firmeza na voz que só os muito
autoconfiantes conseguem sustentar. Aquela postura inabalável dos que se
sentem predestinados e que parecem ter absoluto controle sobre seu destino. E
é por serem exatamente assim que costumam provocar, com igual intensidade,
admiração e desprezo. É tênue a fronteira entre ser
ambicioso e não se deixar levar pela arrogância ou pela vaidade desmedida.
Há incontáveis exemplos de grandes profissionais que se deixaram
contaminar pela noção de que tudo é permitido quando se quer
conquistar um objetivo. Como disse o escritor e humorista americano Josh Billings,
muito popular em seu país no século XIX, a ambição
é como a fome: "Sua única lei é seu apetite". Sucumbir à
ganância, à megalomania e ao autoritarismo representa o lado mais
obscuro da ambição. Cidadão Kane, filme clássico
de Orson Welles, é também um épico sobre a ambição
desmesurada e suas tentações. Seguros de sua superioridade, ambiciosos
como o magnata da imprensa Charles Kane ignoram conselhos, desprezam sugestões,
preferem mandar a ouvir e se sentem ameaçados pela opinião dos outros.
"O resultado é terrível. O grande ponto é que todo mundo
sabe quando passou dos limites. Você sabe exatamente quando foi antiético,
mau-caráter e ganancioso", afirma o psicanalista Ernesto Duvidovich, diretor
do Centro de Estudos Psicanalíticos, em São Paulo.
Mas e o que dizer daquele sujeito que se aposentou no mesmo emprego com o mesmo
salário? Ou daquele que sonha com uma promoção, mas que não
faz nada para transformá-la em realidade? Acreditar que existe uma porção
da população imune ao fascínio da ambição é
um engano. Sabe-se que a energia para vencer é inerente ao ser humano,
o que muda é sua meta. Ambição é tanto querer um filho
quanto ser feliz ou emagrecer. Não é apenas ganhar dinheiro ou ficar
famoso. O que os especialistas no tema reafirmam é que a chave para alcançar
o sucesso, seja ele qual for, é descobrir qual é a sua ambição
e saber usá-la. Uma maneira de realizá-lo, segundo o headhunter
Robert Wong, diretor da Korn/Ferry International, é se fazer três
perguntas básicas: Do que eu gosto? Em que sou bom? Os outros estão
dispostos a me pagar por isso? "Quem consegue responder a todas as questões
pode ter um foco melhor sobre seus objetivos e metas", afirma. A experiência
mostra, no entanto, que, quando a ambição é dissociada da
busca apenas por dinheiro, as possibilidades de sucesso aumentam. Afinal, é
muito difícil fazer bem algo de que não se gosta. Uma pesquisa feita
pelo especialista em marketing Mark Albion confirma a tese. Há vinte anos,
ele perguntou a 1 500 jovens que concluíam um MBA o que iriam fazer da
vida. Oitenta e três por cento responderam que, finalmente, se dedicariam
a "ganhar dinheiro". Os outros 17% afirmaram que se dedicariam a algo que lhes
desse "satisfação e realização pessoal". Hoje, dos
1.500 jovens, 101 são milionários e, destes, 100 pertenciam ao grupo
dos 17%. Portanto, parece que o segredo para ter sucesso material é não
se concentrar nele. Uma situação
muito debatida entre os pesquisadores diz respeito às mulheres. Está
provado que existem, sim, grandes diferenças biológicas, celulares
e de conformação e química do cérebro entre os sexos.
Quando se trata de ambição, não há razão alguma
para acreditar que a masculina seja maior do que a feminina. No trabalho, a experiência
mostra que o apetite de ambos para acertar é muito parecido. No entanto,
as mulheres parecem ter imensa dificuldade em admitir ser ambiciosas. "As mulheres
temem e estão certas que demonstrar ambição
signifique expor-se a críticas de toda sorte, que atacam desde sua vida
sexual até sua sanidade mental", diz a psiquiatra americana Anna Fels.
Em seu livro Necessary Dreams ("Sonhos necessários", sem tradução
para o português), ela afirma que as mulheres recebem muitos sinais negativos
da sociedade quando assumem buscar o sucesso. A apresentadora Adriane Galisteu
concorda. "Você fica com fama de maluca, de mal-amada, de histérica.
Eu não me importo mais. Gosto do sucesso, do dinheiro, da minha vida. Quero
sempre mais e vou querer sempre, incomode a quem for", diz.
Estudiosos defendem que a maior diferença é a maneira como cada
um expressa suas ambições. "Eu diria, grosso modo, que seria assim:
elas querem ser, enquanto eles querem ter", afirma Luiz Carlos Cabrera, headhunter
da Panelli Motta Cabrera & Associados. Com quarenta anos de experiência,
ele garante ser muito mais fácil convencer uma mulher a ganhar menos mas
ter um cargo de respeito do que fazê-lo com um homem. "A recompensa material
parece ser menos importante para elas do que ter um bom cargo, por exemplo", diz.
Uma pesquisa da SSJ Treinamento, com 300 jovens universitários e recém-formados,
ressalta a diferença. Na hora de dizer quanto pretendem ganhar daqui a
25 anos, os homens colocam suas projeções em um patamar muito mais
alto do que as mulheres. A diferença entre os salários desejados
é de 65%. Enquanto elas falavam 10.000 reais, eles arriscavam 16.700 reais.
Vários estudiosos defendem a tese de que, na verdade, a ambição
feminina pode ser considerada mais ampla. A mulher quer uma carreira, mas também
ter um casamento feliz, filhos inteligentes, um corpo bacana e amigos leais. Ou
seja: seu leque de prioridades é muito maior o que seria uma das
explicações para tantas superexecutivas abandonarem sua carreira.
Nas empresas, a ambição é
praticamente um mantra. Dez entre dez gurus na área de recursos humanos
afirmam que sem ela um profissional não vai longe. Ambição
pressupõe motivação e vontade de crescer tudo o que
uma corporação valoriza. Uma das empresas onde a ambição
constitui um valor arraigado é a AmBev, que está entre as mais lucrativas
companhias do país. Lá, é o agressivo sistema de bônus
o principal motor da competitividade. Com uma média de idade de 28 anos,
os funcionários brigam pela remuneração variável,
que pode chegar a catorze salários a mais no ano. Pelas regras do jogo,
só a metade deles vai embolsar alguma coisa. Há inúmeros
relatos de ex-funcionários sobre um clima predatório de competição
e pressão por resultados. "A diferença é que é um
jogo aberto. Quem está ali sabe que vai ser sugado, mas quer ganhar dinheiro
e pronto. Não há como dizer que é uma fórmula perdedora.
Os números da empresa provam o contrário", afirma o headhunter Luiz
Carlos Cabrera. No entanto, poucos agüentam muito tempo. Ser o melhor tem
um imenso custo emocional. Imaginar-se sempre no topo é uma quimera. Entre
milhares de empreendedores, só existe um Bill Gates. O que se sabe é
que conseguir identificar suas ambições já é um grande
avanço. O desafio é, sem dúvida, superar todas as adversidades
que se colocam no caminho. Diz o headhunter Robert Wong: "A grande ambição,
na verdade, é saber brilhar dentro de todas as limitações,
inclusive das próprias, com ética e integridade. Isso, hoje, por
incrível que pareça, é o mais difícil".
A ambição
pode ser ensinada O psicólogo americano Laurence
Steinberg, da Universidade Temple, autor do best-seller 10 Princípios
Básicos para Educar Seus Filhos, publicado no ano passado no Brasil,
garante ser possível ensinar uma criança a ser ambiciosa. Os pais,
diz ele, são fundamentais nessa tarefa. Confira trechos da entrevista a
VEJA COMO É POSSÍVEL "ENSINAR"
UMA CRIANÇA A SER AMBICIOSA? A chave é ter expectativas
altas, porém realistas. Além de encorajar a ousar, a correr riscos,
é preciso preparar para as derrotas. Tudo isso num ambiente de carinho
e apoio. A ambição em crianças é altamente associada
à imagem que seus pais têm delas. Punir quando elas não correspondem
às expectativas é um erro. É preciso entender que tipo de
criança ela é e se pode ser cobrada por aquilo. A combinação
vencedora é alta expectativa e muito carinho. QUANDO
ESTIMULAR A AMBIÇÃO NA INFÂNCIA DEIXA DE SER ALGO POSITIVO?
Quando a criança é o que os pais querem, e não o que ela
quer. Toda criança quer ser realmente boa em algum aspecto da vida. Mas
existem muitos caminhos a seguir. É importante que os pais estimulem os
filhos a ampliar suas áreas de atuação. Assim, eles podem
descobrir várias aptidões. E também é fundamental
que os pais sempre passem o conceito de que a ambição jamais pode
abandonar a ética. PAIS SEMPRE
QUEREM QUE OS FILHOS SEJAM OS MELHORES, COMO SE SER O SEGUNDO EM ALGUMA COISA
TAMBÉM NÃO FOSSE MOTIVO DE ORGULHO. Não há
nada errado em ser segundo ou terceiro. O que importa é a criança
ter alguma atividade ou interesse no qual ela queira brilhar. Esforçar-se
por "excelência" é mais saudável que se esforçar para
ser "o melhor", já que um número muito limitado de pessoas será
o número 1. Eu preferiria ter uma criança que fizesse 95% de um
teste e não fosse o primeiro aluno da classe a ter uma que fizesse 80%
das questões, mas fosse o primeiro. | |

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