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Cartas
 | "O
senhor Tubo de Imagem está muito orgulhoso dos netos Plasma e LCD. Só
temos de agradecer os bons serviços do vovô." Roberto
Szabunia Joinville, SC |
TV
digital A reportagem de capa "Plasma
ou LCD? Como será sua próxima televisão" (22 de fevereiro)
mostra com clareza as vantagens e as desvantagens dos tipos de televisores existentes
no mercado, bem como a "guerra" travada nos bastidores aliada à
típica indecisão do governo Lula para a escolha da tecnologia
que será adotada para a TV digital. José Leal Narciso
Joinville, SC O sistema americano
de TV digital é mais adequado para a transmissão a cabo; o sistema
japonês não foi adotado por nenhum outro país, nem mesmo por
seus vizinhos asiáticos. O sistema europeu já conta com a adesão
de 57 países. Será que, mais uma vez, vamos fazer besteira, como
já aconteceu com o sistema de TV em cores, com a reserva de mercado na
informática e com a telefonia móvel? Pelo visto, sim. Paulo
J. Carvalho Florianópolis, SC
Troco a alta qualidade de imagem e som por qualidade mediana na programação
de nossa TV. Luciano Ovidio de Oliveira Itajubá, MG
Plasma ou LCD? Não sei! Ainda faço
parte dos 99% da população brasileira que nem pensou que essa seria
uma grande dúvida. No momento, estou mais interessado em saber sobre a
gripe aviária. Germano Soares Baía São Paulo,
SP Não ficou claro para mim
qual sistema comprar, mas ficou claro que não devo comprar nada enquanto
o governo não decidir o sistema a ser implantado, americano, europeu ou
japonês. Fausto Iorio Adami Por e-mail
John Casablancas
Compreendi perfeitamente o assunto abordado na entrevista "A fera das belas" (Amarelas,
22 de fevereiro), com o senhor John Casablancas, uma vez que tenho uma filha modelo.
Atualmente, ela mora em São Paulo e já fez vários trabalhos
interessantes. Entretanto, sei que poderia estar mais bem posicionada profissionalmente.
Estou falando da mesma forma como o senhor John Casablancas falou sobre as mães,
mas não tem outro jeito. Sou mãe e me preocupo com tudo o que acontece
com minha filha. Elisete Lutz Por e-mail
Puxa, vocês entrevistaram John Casablancas e só lhe perguntaram da
Gisele, não perguntaram sobre o filho do John, o Julian Casablancas, vocalista
da superbanda The Strokes. Liliane Tavares Rio de Janeiro,
RJ Esse homem deveria ser preso por
empregar menores. Catorze ou 16 anos, não importa, trata-se de crianças
e deveriam estar na escola. Em outras profissões elas não podem
trabalhar, mas como modelos podem. É por isso que alguns desfiles da São
Paulo Fashion Week me pareceram uma coisa grotesca. Eram roupas feitas para adultos
sendo mostradas por crianças. Pareciam meninas brincando de vestir a roupa
da mãe. Eliana Morais Martins Brancaglion Belo Horizonte,
MG Veja essa
Erro providencial o de VEJA, que
erra propositadamente e assume seus erros, enquanto o maior "humorista sem graça"
dessa nação, o senhor Lula, vem com frases banais para justificar
amigos corruptos. Errar é o que seus eleitores fizeram (Veja essa, 22 de
fevereiro). Renato Queiroz Bebedouro, SP
Ninguém precisa se penalizar por ter votado em Lula. Errar é humano.
Marcus Alexandre Brasília, DF
Carnaval Corrigindo meu colega leitor
Pablo Rossi (Cartas, 8 de fevereiro), admirador do samba como eu, gostaria de
registrar que, segundo o livro As Escolas de Samba do Rio de Janeiro, de
Sérgio Cabral, a escola de samba mais antiga é a Deixa Falar. A
Estação Primeira de Mangueira foi fundada alguns meses depois. A
escola que criou o samba-enredo foi a Unidos da Tijuca, no primeiro desfile de
escolas de samba, realizado em 1933, conforme conta a obra: "Foi a primeira escola
a cantar um samba de acordo com o enredo apresentado". Ainda nesse desfile, a
Mangueira já trazia uma comissão de frente "vestida a rigor que
pedia passagem para a escola apresentar o seu enredo", como também narra
o livro de Sérgio Cabral. O mesmo livro apresenta uma foto de Benedito
Trindade, mestre-sala da Deixa Falar, em 1932. Nunca li nem soube de nada que
comprove tais fatos relacionados à tradição mencionada da
Portela. Christiane Sá Rio de Janeiro, RJ
José Carlos Blat
Surpreendeu-me o teor da matéria sobre o promotor José Carlos Blat,
que, até agora, gozava, entre o grande público, a fama de ser uma
pessoa idônea ("Intocável sob suspeita", 15 de fevereiro). Mas o
que mais me surpreendeu mesmo foi a declaração de que pretende se
candidatar a deputado federal. Será que, agora, esse cidadão acredita
que preencheu os pré-requisitos para fazer parte daquela Casa? Ou será
que, devido à sujeirada que tem resvalado daquela Casa por toda a nação,
ele a está confundindo com a casa-da-mãe-joana? Paulo Ruas
São Paulo, SP
Carmem Verônica Fiquei surpreso
com a matéria "Retorno triunfal" (15 de fevereiro). Admito: não
sou fã de novelas. Contudo, não dá para ser neutro quando
vejo que, entre os escalados, figuram nomes como Fernanda Montenegro, Carmem Verônica,
Íris Bruzzi, Serafim Gonzalez, Lima Duarte e Ítalo Rossi. Em outro
horário temos Ankito, Nicete Bruno, Elizabeth Savala, Hilda Rebello, Neusa
Maria Faro, Fulvio Stefanini e Ana Lucia Torre. A pura nata da teledramaturgia
brasileira nos oferece momentos de inegável qualidade e nos faz perceber
quantos ainda terão de se esforçar muito até ser realmente
bons atores. Se não aprenderem com eles, com quem irão aprender?
Carlos G. Correa Niterói, RJ Lya
Luft A escritora Lya Luft vai direto na ferida
no artigo "Irresponsáveis e incompetentes" (Ponto de vista, 22 de fevereiro).
Há pais que têm uma quase preguiça de cuidar de filhos, que
exigem, como diz Lya, tempo e responsabilidade. Exigem mais: que se abra mão
de acordar e dormir tarde, daquele jantar ou da balada com os amigos, do cansaço
ou da vontade, e da falta de vontade, muitas vezes. Exigem que se tenha grande
dose de paciência, energia e constância. Cristina Azevedo Florianópolis,
SC Bons tempos aqueles em que os conflitos
de gerações não produziam filhos que matam os pais e vão
à praia pouco depois. Concordo com a Lya sobre as modernas "teorias de
como fazer", que, até agora, só se mostraram eficazes para tirar
dos pais a noção de limite e dos filhos o senso de valorização
de liberdades e conquistas. Rosana Puga de Moraes Martinez Campo
Grande, MS Lula candidato
Está mais do que comprovado que o
brasileiro tem memória curta curtíssima aliás. Mesmo
os brasileiros de baixíssima renda deveriam se lembrar de que, ao efetuar
pagamentos do Bolsa Família, o governo Lula não faz nada além
de sua obrigação , pois o programa Bolsa Família foi
uma de suas promessas de campanha. Deveriam se lembrar também de que há
outras obrigações a ética, a elevada moral, a honestidade,
a transparência que estão longe de ser cumpridas. ("Sem o
peso da crise", 22 de fevereiro). Sonia Fedriz de Carvalho São
Paulo, SP A cidade de Parnaíba,
no Piauí, que possui alta porcentagem de famílias de baixa renda,
não foi selecionada pela revista VEJA para a averiguação
de como funciona o Bolsa Família. Mas afirmamos que nossa realidade aqui
não é muito diferente daquela que a reportagem mostra em relação
às cidades visitadas. Concordamos plenamente que o Bolsa Família
ainda não estabeleceu metas capazes de criar uma porta de saída
para o problema da miséria. Os pais obrigam os filhos a freqüentar
a escola para não perder o dinheiro do governo, mas eles ficam na ociosidade.
Esse dinheiro alimenta o vício de nada fazer e esperar pelo Estado. É
um bem que traz um mal. Maria Dilma Ponte de Brito Professora da
Universidade Federal do Piauí Coordenadora do Curso de Administração
de Empresas Parnaíba, PI Fim
do nepotismo no Judiciário O Supremo
Tribunal Federal decidiu pelo fim do nepotismo no Judiciário ("Acabou a
moleza", 22 de fevereiro). Porém, a OAB do Rio adverte que ainda não
existe uma lei que impeça o "transnepotismo", a contratação
de familiares de juízes para cargos no Executivo e no Legislativo em troca
de emprego para parentes de membros do governo e de parlamentares no Judiciário.
Mas os próximos alvos são os escalões do Executivo e do Legislativo
(federal, estaduais e municipais), nos quais a farra ainda continua. A proposta
de emenda constitucional (PEC) que acaba com o nepotismo nos três poderes
precisa ser votada já. E também fechar o cerco, impedir qualquer
manobra, inclusive a permuta de contratações que possa ocorrer entre
os municípios. João Evilázio Gomes Barbacena,
MG O Tribunal de Justiça de
Minas Gerais esclarece que foram dispensados 389 servidores (até 22 de
fevereiro). Desde 20 de dezembro de 2005, o Tribunal de Minas já havia
publicado a portaria solicitando que todas as pessoas enquadradas na Resolução
do CNJ enviassem expediente ao presidente do TJMG, desembargador Hugo Bengtsson
Júnior, comunicando o fato. Todos os casos foram analisados pela equipe
de recursos humanos e pela presidência do tribunal. As dispensas de servidores
pelo TJMG somente ocorreram depois que a Resolução do CNJ foi declarada
constitucional pelo STF. Conforme a decisão do próprio Supremo,
os servidores dispensados não fazem jus a nenhum direito desde 14 de fevereiro
de 2006, bem como todas as liminares de 1ª instância foram suspensas.
Portanto, o Tribunal de Minas está cumprindo a resolução
dentro do devido processo legal. Ricardo Arnaldo Malheiros Fiuza Secretário
da presidência e supervisor de comunicação Belo Horizonte,
MG iPod
O Macintosh, lançado no fim de 1983, não foi o primeiro computador
a usar a interface gráfica. Foi o Lisa, assim batizado em homenagem a uma
filha de Steve Jobs ("O universo iPod", 15 de fevereiro). Na verdade, a interface
gráfica foi criada pela Xerox (assim como o mouse) e o projeto, desdenhado,
acreditem, e passado para uma das duas empresas que estavam interessadas, Apple
e Microsoft. Como a Apple tinha mais visibilidade na época, levou. Esse
fato é narrado de forma muito interessante no filme Os Piratas de Silicon
Valley, produção da TNT, que mostra Bill Gates babando ao ver
o protótipo do Macintosh. Gustavo dos Santos Breves Por
e-mail Ambiente
Semanas antes da 8ª Conferência das Partes, a ser realizada em Curitiba,
chama atenção a reportagem "O inventário do mar" (22 de fevereiro).
O Censo da Vida Marinha é meritório como uma ação
internacional, embora, como claramente exposto, o maior conhecimento seja concebido
fora do Brasil. O receio é que o governo do país com a maior biodiversidade
do planeta se exima de sua responsabilidade de promover o conhecimento de sua
diversidade biológica. Responsabilidade assumida pelo fato de o Brasil
ser signatário do Global Taxonomy Initiative e da Convenção
sobre Diversidade Biológica. Antonio C. Marques Departamento
de Zoologia, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo
São Paulo, SP Internet
Costuma-se dar cada vez mais importância
à presença de uma patologia psiquiátrica como elemento responsável
pela gênese do comportamento suicida: alguns levantamentos epidemiológicos
indicam que 50% dos suicidas são portadores de distúrbios depressivos,
20% são alcoólatras, 10%, esquizofrênicos. Apenas 20% dos
suicidas são indivíduos sem história aparente de patologia
psiquiátrica prévia. Esses dados não minimizam a importância
de fatores psicológicos e socioculturais como os mencionados no artigo.
A única abordagem terapêutica eficaz para o suicídio é
sua prevenção. Considera-se nos dias de hoje que a estratégia
mais importante dessa prevenção reside no reconhecimento e no tratamento
precoces dos distúrbios psiquiátricos subjacentes, isto é,
da depressão, do alcoolismo e da esquizofrenia ("Pacto de morte pela internet",
22 de fevereiro). Jorge Paprocki Psiquiatria Belo Horizonte,
MG Trabalho em casa
Há treze anos trabalhando em meu escritório em casa como prestadora
de serviços para várias empresas, concordo com as vantagens como
concentração e produtividade. A reportagem "Como trabalhar em casa
e ser produtivo" (Guia, 22 de fevereiro) apresenta exemplos de profissionais que
não cumprem toda a jornada em casa, o que seria o ideal. Para aqueles que
trabalham todos os dias existem também desvantagens, como: 1) falta de
convívio social, o que pode levar à depressão; 2) dificuldade
de trabalhar quando algum familiar adoece ou quando há visitas não
programadas, mesmo que você seja muito organizado e disciplinado; 3) as
pessoas, e principalmente os familiares, acham que você está sempre
disponível; 4) exceder na carga horária de trabalho, por não
ter de ir embora, pode causar stress ainda maior. Ivete Teixeira Rennó
Costa Consultora de informática e escritora São José
dos Campos, SP Escolas campeãs
Achei muito interessante a matéria "As escolas
campeãs" (22 de fevereiro). Notadamente por revelar que temos um modelo
de sucesso a ser aplicado nas escolas públicas, fundamentado na boa formação
dos educadores e em estrutura. Não precisamos inventar a roda. A grande
fórmula é copiar. Cláudio Gomes Teresina,
PI
CORREÇÕES:
A televisão que chegou a custar 30.000 reais em 2003 é
encontrada atualmente por 9.000, numa redução de 70%, e não
de mais de 200%, como informou a reportagem "Plasma ou LCD? Como será sua
próxima televisão" (22 de fevereiro). * A matéria
"As escolas campeãs" (22 de fevereiro) induz o leitor a um erro. A Politécnica
de Saúde Joaquim Venâncio é a primeira colocada no ranking
das escolas públicas e terceira na lista geral. O vice-campeão do
ranking nacional é o Colégio Santo Agostinho, do Rio de Janeiro.
MACHADO MALTRATADO
Daniel Piza,
o autor da biografia Machado de Assis Um Gênio Brasileiro, escreveu
para comentar a matéria "Machado não merecia" (22 de fevereiro):
"Os sete erros de revisão apontados entre as 400 páginas de meu
livro já foram corrigidos na segunda edição, que está
chegando às livrarias. Observo também que eles não tornam
o livro 'imprestável', como diz o autor da matéria. Tanto é
que mereceu belo comentário de Roberto Pompeu de Toledo nessa mesma revista".
Um autor como Piza só tem a ganhar se ao talento unir o rigor na apuração
de dados. Seu renome como crítico cultural foi estabelecido num texto de
1994, no qual dizia que Jesus Cristo morreu enforcado o mesmo texto desinformava
ainda que a frase "No princípio era o Verbo", do Evangelho de São
João, pertencia ao Antigo Testamento. Ao tratar de John Falstaff, personagem
fictício de peças de William Shakespeare, Piza demonstra o mesmo
descaso com a causa mortis e relatou seu enforcamento. No drama shakespeariano
Henrique V, o bardo finalmente mata Falstaff. Mas ele morre na cama. Tais
erros, que não são apenas de revisão, denotam falta de intimidade
com as obras que o autor se propõe a comentar e desprezo para com
os documentos e os fatos históricos. Enquanto Piza não unir seu
talento ao rigor, suas obras continuarão a exigir reparos. A segunda edição
de seu livro, já livre dos sete erros apontados, virá tisnada por
outro. Ele está na página 116. O autor diz que o Rio de Janeiro
de 1865 era a "capital federal". Em 1865 o Brasil era um império, e não
uma federação. | |
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