Manoel Fernandes
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A
partir dessa semana, você encontrará
notas exclusivas de Hipertexto na versão on-line
Em português
O serviço brasileiro da BBC de Londres sempre
trouxe boas informações para o público
que fala português. Primeiro chegavam pelo rádio.
Agora, as notícias são acessadas pela
Internet no endereço www.bbc.co.uk/portuguese.
A página também traz arquivos em áudio
dos correspondentes da BBC em todo o mundo. Uma dessas
reportagens, sobre a feira de tecnologia Cebit (www.cebit.de),
na Alemanha, pode ser conferida aqui com a ajuda do
programa Real Player (www.real.com).
Ouça
aqui a reportagem
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Não é tão fácil como parece
Nos Estados Unidos sobram vagas. No Brasil, as empresas
começam a ter dificuldades para encontrar profissionais
capazes de atuar nos seus projetos. Este é o cenário
para os candidatos a uma colocação no maravilhoso
mundo da tecnologia e das empresas de internet. Com bons
salários, bônus anuais e ainda a chance de
participar da nova economia, as companhias do mundo virtual
se tornaram o ponto de atração de quem procura
uma oportunidade de emprego. É uma avaliação
correta, até certo ponto. As vagas existem mas o
nível de exigência das empresas na hora de
escolher seus funcionários é altíssimo.
As regras de contratação são tão
ou mais rígidas quanto as que norteiam qualquer
negócio do mundo real. Alguns exemplos:

Ainda longe do nirvana
Co-editor
da revista The American Prospect (www.prospect.org),
Robert Kuttner nunca foi fã ardoroso da internet.
Com argumentos inteligentes, ele critica regularmente as
previsões panglossianas sobre o mundo virtual. Em
sua última coluna na revista Business Week
(www.businessweek.com),
Kuttner lembra que a rede não é o mercado
perfeito que se acredita. Ele aponta pecados como leniência
com monopólios, ausência de privacidade de
quem navega, dificuldade de taxação no comércio
eletrônico e pirataria. Seu argumento é que
o mundo dos computadores ligados em rede precisa de amarras
semelhantes às da economia real. Kuttner alfineta
os críticos de suas observações com
a afirmação de que o nirvana na rede ainda
está muito longe de ser atingido. As observações
não são apenas fruto do lendário mau
humor de Kuttner. Muitas delas têm base real.
Você fala bem inglês?
O serviço de ensino de línguas Parlo
(www.parlo.com) opera
há alguns anos nos Estados Unidos e nesta semana
começa a funcionar no país. Com alguns serviços
a mais que sites similares, o Parlo traz logo de início
um teste de avaliação em tempo real para o
aluno identificar seu nível de conhecimento. Outra
vantagem é que as lições são
enviadas diariamente para a caixa de correio eletrônico
do aluno.
Os donos do dinheiro
Nos Estados Unidos não é diferente. Como
no Brasil, os políticos também financiam suas
campanhas com a ajuda de empresas privadas. A novidade para
os eleitores americanos é que eles ficam sabendo
pela internet quais as companhias que estão liberando
recursos para seus candidatos e quanto. O endereço
www. opensecrets.org
traz detalhes para o eleitor. Lá se descobre quanto
até agora gastou o senador John McCain, que
concorre com o governador do Texas, George W. Bush, à
indicação do Partido Republicano para a Casa
Branca.
Brincadeira para gente grande
Aos céticos quanto ao sucesso do PlayStation2
(www. playstation2.com),
a Sony mostrou que o brinquedo poderá ser uma febre
ainda mais forte do que sua primeira versão, que
vendeu 70 milhões de aparelhos em todo o mundo. No
primeiro minuto de vendas do produto, no Japão, mais
de 100 000 pessoas tentaram comprá-lo, o que obrigou
a empresa a suspender a comercialização até
normalizar o sistema. Já existem vários jogos
disponíveis para o PlayStation2, que ainda está
sem data para desembarcar no país.
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www.genopro.net
A rede está cheia de páginas
com sobrenomes de famílias tradicionais e seus
descendentes. O que não falta são sites
onde qualquer pessoa pode consultar suas ligações
com algum clã. O GenoPro é diferente.
É um programa que ajuda a visualizar as árvores
genealógicas mais completas. É gratuito
e foi produzido em 1998 para atender às necessidades
particulares de uma família que queria fazer
a representação visual dos descendentes
e ascendentes. Muito fácil de usar, o programa
ganhou a rede, da qual já foram feitas 33.000
cópias no ano passado. O endereço na
internet também serve de ajuda para alguma
dificuldade na instalação do produto.
Há diagramas, dicas e até um roteiro
de como colocar sua árvore familiar na internet.
No site também se descobre por que o GenoPro
é gratuito.
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O sonho acabou mais cedo

Em fevereiro do ano passado, a indústria
mundial de computadores quase ficou de pernas para
o ar com o início da distribuição
gratuita de PCs. A Free-PC (www.free-pc.com)
provocou uma corrida de milhares de pessoas em busca
de sua máquina e do acesso gratuito à
internet. Foram distribuídos 30.000
computadores, mas o projeto naufragou por falta de
dinheiro. A Free-PC não conseguiu recursos
na mesma velocidade das inscrições em
seu site. Pelo menos, quem já ganhou o computador
não vai precisar devolvê-lo.
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Em
tempos de hackers, a navegação na internet
pode trazer dores de cabeça. Alguns programas
cuidam para que o passeio virtual fique mais agradável.
É o caso do InternetSecurity 2000, da
Norton, a mais conhecida fabricante de antivírus
para programas de computador. O produto impede que
o computador receba arquivos indesejados e perigosos
que podem comprometer a saúde do PC. Outro
recurso oferece aos pais a chance de impedir que os
filhos acessem sites impróprios. O Security
começa a ser vendido em março no Brasil.

A
primeira versão do Dicionário Aurélio
em CD ROM para quem é dono de computadores
da Apple começa a ser vendida nesta semana.
Todas as livrarias virtuais, como a Fnac de São
Paulo (www.fnac.com.br),
estarão com o produto em suas prateleiras.
O Aurélio ganhou sua primeira edição
eletrônica há cinco anos, mas apenas
atendia aos proprietários
de PCs. Os macmaníacos não tinham esse
privilégio. Os revendedores estão pagando
em torno de 52 reais
pela versão e cada um
estabelecerá seu
próprio preço.
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Colaborou
Gustavo Poloni
e-mail: hipertexto@abril.com.br