Edição 1941 . de fevereiro de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Tales Alvarenga
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

VEJA Recomenda

DVD

Meu Melhor Amigo (Because of Winn-Dixie, Estados Unidos, 2005. Fox) – Apesar de bem-intencionado, um pastor (Jeff Daniels) não percebe quanto sua filha Opal, de 10 anos, sem mãe e sempre mudando para uma nova cidade, é solitária. E por isso também faz de tudo para que ela se livre de um vira-lata, batizado de "Winn-Dixie", que a "adotou". Em vão, claro: como a própria Opal narra, a especialidade de Winn-Dixie é fazer amigos. Adaptado do best-seller infantil da escritora Kate DiCamillo e dirigido pelo sino-americano Wayne Wang, Meu Melhor Amigo só não é mais encantador e cativante que sua protagonista – a novata AnnaSophia Robb, que esbanja graça e energia e parece destinada a se tornar uma beldade.

 

CINEMA

 
Divulgação
Wolf Creek: o riso vai durar pouco

Wolf Creek – Viagem ao Inferno (Wolf Creek, Austrália, 2005. Estréia nesta sexta-feira no país) – Se os três jovens protagonistas desse filme australiano tivessem mais intimidade com o terror trash – por exemplo, com O Massacre da Serra Elétrica, saberiam que a última coisa que forasteiros devem fazer é se meter com um caipira, sobretudo se ele os leva até um fim de mundo e conta histórias esquisitas sobre como matar cangurus e destripar javalis. O risco é não apenas pagar com a própria vida, mas sofrer um bocado antes de entregá-la. Essa é a parte que Wolf Creek, livremente inspirado num caso sem solução ocorrido no interior da Austrália, mostra em detalhes excruciantes. Um filme malvado, mas conduzido com eficiência e segurança. Veja cenas.

O Assassinato de Richard Nixon (The Assassination of Richard Nixon, Estados Unidos, 2004. Desde sexta-feira em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro) – Para Sam Bicke (Sean Penn), um vendedor de móveis na Baltimore de 1974, os males do mundo e os seus próprios são uma só coisa – ou seja, a culpa por sua vida triste e derrotada é "do sistema". No início do filme, essa fixação rende uma cena quase cômica, na qual Bicke diz a um militante dos Panteras Negras que, embora seja branco, também é injustiçado, e que, se o grupo se rebatizasse de Os Zebras (porque elas são pretas e brancas), teria o dobro de seguidores. Mas, à medida que Bicke desliza para a loucura, o diretor estreante Niels Mueller o acompanha em tom e tensão, até o desfecho frustrado, e chocante, de seu plano para assassinar o então presidente Nixon. Veja cenas.

 

LIVROS

Na Ponta dos Dedos, de Sarah Waters (tradução de Ana Luiza Dantas Borges; Record; 588 páginas; 49,90 reais) – Finalista do prestigioso Prêmio Booker de 2002, este é um romance histórico situado na Inglaterra vitoriana. E a autora soube buscar inspiração na literatura da época: estão aqui as pobres crianças órfãs que povoavam os livros de Charles Dickens e as tenebrosas mansões típicas dos romances das irmãs Brontë. A história envolve um elaborado golpe do baú planejado por um vigarista conhecido como Sir Gentleman. Ele consegue colocar a jovem órfã Sue Trinder como criada na casa do rico Christopher Lilly. Sir Gentleman espera que Sue convença Maud, sobrinha e herdeira de Christopher, a casar-se com ele – mas não contava com a amizade que surge entre as duas jovens.

Coma, de Alex Garland (tradução de Léa Viveiros de Castro; Rocco; 160 páginas; 24 reais) – O escritor inglês Alex Garland ganhou fama com o romance A Praia, que originou um filme com Leonardo DiCaprio. Coma narra uma história muito diferente da aventura tropicaliente de A Praia. O protagonista é Carl, um escritor que, na tentativa de defender uma mulher de um assalto no metrô, acaba sendo espancado por uma gangue juvenil. Ele pensa ter voltado para casa depois de uma temporada no hospital, mas descobre que toda a sua realidade é um sonho – o livro narra o esforço de Carl para despertar de seu coma. Essa história onírica é ilustrada com os sombrios desenhos do cartunista político Nicholas Garland, pai do escritor. Leia trechos.

Férias Pagãs, de Tony Perrottet (tradução de Ana Deiró; Rocco; 414 páginas; 59 reais) – Os antigos romanos foram os inventores do turismo. Senhores de um vasto império pelo qual estenderam estradas pavimentadas, eles gostavam de viajar para admirar atrações esdrúxulas como supostos crânios de ciclopes e espadas de guerreiros míticos. Formado em história pela Universidade de Sydney, o australiano Tony Perrottet descobriu essa inusitada faceta da Antiguidade pesquisando a Descrição da Grécia, de Pausânias, texto do século II que pode ser considerado um dos primeiros guias turísticos da história. Para compor esse livro curioso, Perrottet refez antigas rotas turísticas, que o levaram a percorrer Itália, Grécia, Turquia e Egito. Leia trecho.

 

DISCO

 
Richard Drew/AP
Mary J. Blige: canções com alma  

The Breakthrough, Mary J. Blige (Universal) – A cantora americana Mary J. Blige é expoente de um estilo conhecido como "hip hop soul": uma combinação da soul music dos anos 60 e 70 com a batida do hip hop. Ela tem um vozeirão que não fica a dever ao de outras artistas da música negra, como Whitney Houston. Suas canções sempre exalaram emoção e sinceridade – fruto, talvez, de uma infância difícil no subúrbio nova-iorquino do Bronx e de uma tumultuada vida amorosa. Hoje, Mary vive um bom casamento, mas a calmaria não tirou o brilho de suas interpretações, como prova seu novo álbum, The Breakthrough. Em Father in You, ela celebra o maridão. O irlandês Bono Vox, do U2, canta com ela numa regravação de One.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Siciliano; Rio: Saraiva, Laselva, Siciliano, Sodiler, Travessa, Argumento; Porto Alegre: Saraiva, Siciliano, Cultura; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano, Cultura; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinense; Goiânia: Siciliano, Saraiva, Leitura; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano, Sodiler, Submarino.

 

 
 
 
topovoltar