|
|
Gente Na
chompa ele não mexe de jeito nenhum
Azar
Raldes/AFP
 | | Morales:
por baixo da túnica de líder indígena... Adivinhou |
Depois
de dar a volta ao mundo e ser recebido por chefes de Estado em três continentes
sempre usando o mesmo e já legendário suéter listrado, esperava-se
que o novo presidente da Bolívia, Evo Morales, 46 anos, desse um
tempo na já combalida peça de vestuário pelo menos nas festividades
de posse. Que nada. Numa cerimônia na cidade histórica de Tiwanaku,
nos Andes, Morales apareceu envergando a réplica de uma túnica usada
há 1.000 anos por sacerdotes locais e foi sacramentado líder dos
índios aiamarás e quéchuas. Por baixo da túnica, usava
o quê? A bendita chompa, como se diz na Bolívia, feita com lã
de alpaca. As cópias de lã acrílica, vendidas pelo equivalente
a 17 reais, proliferam país afora. Em Tiwanaku, Morales profetizou: "Este
é um tempo de triunfo. Um tempo de mudança". Menos de suéter.
Babado novinho em folha Priscila
Prade
 | | Claudia:
voz grave, curvas e quatro fantasias no Carnaval |
Com
empolgação e voz grave (qualquer semelhança com Ivete Sangalo,
jura, é coincidência), Claudia Leitte, 25 anos, vocalista
do grupo de axé Babado Novo, promete incendiar o Carnaval baiano. Também
contribuirão, com certeza, as curvas que ela exibe na revista Vip,
em fotos selecionadas uma a uma por uma espécie de conselho familiar, namorado
incluído. "Os ciumentos todos participaram da escolha", diz. Com 1,66 metro
e 56 quilos, Claudia declara solenemente que nunca recebeu cantada durante a folia.
"E, mesmo que tivesse recebido, com 2,25 graus de miopia, não teria visto
nada", brinca ela, que planejou uma fantasia para cada bloco de Cleópatra,
Janis Joplin, Charles Chaplin e Gabriela. Dançar,
o.k.; difícil é rechear Divulgação
 | | Yuka:
olhinhos puxados, sim, mas muito samba no pé |
Sendo o tema "O coração do mundo bate aqui", a Empresa de Turismo
de Salvador considerou apropriado convocar (sem concurso, criticam as locais)
Yuka Sughiura, 24 anos, japonesa de Nagóia, para ser símbolo
oficial da folia soteropolitana. A seu favor, a ginga impecável: Yuka caiu
de amores pelo samba quando viu um vídeo no Japão, pegou fitas emprestadas
e não parou mais. "Ficava na frente do espelho cinco horas seguidas, todo
dia, imitando as coreografias. Gastei o tatame da minha casa de tanto dançar",
conta, em português mais ou menos. Radicada há cinco anos em Salvador,
casada com um baiano, ela trabalha numa loja, faz bicos de tradutora e, no momento,
prepara-se para reinar. Com comovente dedicação: "Você sabe
que japonesa quase não tem bumbum, né? Estou sofrendo muito, muito
para malhar o meu até o Carnaval". Alma
feminina revelada em detalhes Lailson
Santos
 | | Clodovil,
a caráter: só não pode pôr em dúvida a autenticidade
das pernas sem "pêlos, celulite ou estrias" |
Sem emprego, recuperando-se de um câncer de próstata, o apresentador
Clodovil, 69 anos, passou o fim do ano trabalhando: montou texto, figurino
e cenário do musical Eu&Ela, que acaba de estrear em São
Paulo e tem sessões especiais às 16 horas "Tenho um público
de idade que não sai de noite", justifica. Com picardia típica,
acha que o momento lhe é favorável: "Por causa da doença,
não é chique falar mal de mim". No espetáculo, uma espécie
de diário em que narra os conflitos com sua "alma feminina", Clodovil passa
boa parte do tempo de salto alto, meia arrastão e espartilho e sobe na
sandália (de cetim preto com strass) quando criticam o recheio de tal figurino.
"Surgiu um boato de que coloquei silicone nas pernas. Imagina! Não tenho
pêlos, celulite ou estrias", gaba-se. Marcas
de um excesso de reinvenções Centenas de
convidados, trinta modelos prontinhas e um estilista nervosíssimo esperaram
uma hora até que Madonna desse o ar da graça no desfile da
coleção de alta-costura de Jean Paul Gaultier o inventor
do célebre sutiã-cone, que outra vez a vestirá na nova turnê.
A chegada fez as más línguas zunir, e não só pelo
atraso: toda de preto, óculos enormes, madame Ritchie, 47 anos, surgiu
magérrima; o rosto, repuxado à exaustão; a testa, maior do
que nunca (queda de cabelo acelerada, sibilou-se); o dedo anular, sem aliança.
Sobre esse detalhe, uma porta-voz garantiu que a falta de aliança é
normal ("Às vezes ela usa, às vezes, não") e que o casal
vai bem, obrigada. Editado
por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui, Sandra Brasil e Simone
Seara |