Guerra no Iraque
Março de 2003

De um lado, os que condenam o ataque aos iraquianos; de outro, os que acreditam na necessidade da guerra para derrubar Saddam Hussein. Dezenas de pessoas escreveram à redação de VEJA para comentar o início da guerra. Conheça algumas opiniões:
   
  Vergonha da humanidade
Devo confessar que essa guerra tem me provocado uma certa inveja. Sinto inveja dos que lêem as notícias sobre bombardeios sem que lágrimas lhes venham aos olhos ao pensar nos seres humanos desamparados, vítimas da guerra. Sinto inveja de quem não tem a mesma vergonha que eu tenho por fazer parte da humanidade neste momento.
Maria Carolina Copetti Medeiros - Porto Alegre, RS
   
  Soberania americana
Os EUA seguirão sempre soberanos mesmo depois de massacrarem o Iraque. A vitória, esta é incontestável, dará aos americanos mais hegemonia e respeito perante ao resto do mundo.
Mário Lúcio Caldeira de Faria - Montes Claros, MG
   
  Dúvida
Osama bin Laden lançou dois aviões contra as torres gêmeas, em Nova York, matando uma porção de gente inocente. É um terrorista de primeira linha. Bush lança centenas de aviões com milhares de bombas sobre uma cidade e é um patriota. Alguém poderia, por favor, me explicar a diferença?
Francisco de Assis Chagas Barreto - Teresina, PI
   
  O estilo Bush
Expulsei, ontem, meu vizinho de sua casa. Presumi que andava meio estranho, estocando objetos diversos em seu quintal. Hoje, acho que vou mandar prender meu chefe, pois é provável que vá me causar algum problema nesta semana; e ainda vou dar um ultimato a outro vizinho que não que me mostrar o que tem em seu quarto. George W. Bush poderia caminhar, caminhar, caminhar até desaparecer, juntamente com Saddam, se sua intenção é livrar o mundo do mal.
Sergio dos Santos - Caieiras, SP
   
  Erro de criação
A natureza é um exemplo perfeito de harmonia e equilíbrio! Definitivamente, o homem foi um erro da criação. Mata, destrói e aniquila, não pela sobrevivência, mas por ambição, sentimento ímpar, peculiar ao ser humano.
Carlos Augusto Carvalho Patrocínio - Salvador, BA
   
  Convicção
Em meio a tantas incertezas, já podemos ter uma convicção: Deus não é iraquiano, nem americano.
Arantes José Marcon Correa - São José, SC
   
  Armas X Inteligência
De que adianta a evolução tecnológica da indústria bélica se não há evolução mental de Bush e Saddam?
Ricardo Denti Junior - Frederico Westphalen, RS
   
  Na guerra, não há santos
Nesta guerra não há santos. É injusto concentrar a impopularidade em somente um dos adversários. Se for para escolher um lado, então, que seja o do povo iraquiano. Vamos rezar para que se safem das bombas aliadas mas também se livrem do fogo "amigo" com o qual o seu ditador Saddam Hussein vem oprimindo o país por três décadas.
Júlio César Cardoso Villar - Santos, SP
   
  Paz no mundo
Não me recordo de ter presenciado todos os povos de norte a sul deste planeta, unânimes, clamar por um só desejo universal: “Paz no mundo! Não à guerra!” Sejamos extremamente gratos a Saddam e Bush, por serem os precursores deste ato histórico mundial.
Fabiana Almeida da Silva - João Pessoa, PB
   
  Combate à fome
Cerca de 74,7 bilhões de dólares. Esta é a quantidade que Bush pede ao Congresso para a primeira fase da guerra. É dinheiro mais do que suficiente para acabar com muitas das misérias que encontramos nesse mundo tão desigual, acabaria com a fome milhares de vezes, daria educação a todos, saúde, moradia. Nessa guerra, o ditado de Bush é: olhe o que acontece com quem não me obedece.
Rodrigo Victor Foureaux Soares - Belo Horizonte, MG
   
 

Anti-Bush
O povo americano deveria se envergonhar em eleger um neonazista igual ao Bush. Sinto pena dele, pois pensa que o poderio bélico do seu país vai torná-lo um monarca mundial. Errado. Pois temos que deter esse novo Adolf Hitler, que deveria rever seus conceitos éticos em vez de ficar provocando um genocídio contra o bravo povo iraquiano.
Frank Reis Santos - Recife, PE

   
  Americanização do planeta
Enquanto os Estados Unidos mantiverem a filosofia da destruição, através do desenvolvimento de armas de guerra cada vez mais precisas e mortíferas, estaremos caminhando inexoravelmente para uma americanização do planeta, ou seja, somente eles tomarão as decisões sobre quem deve morrer e quem deve viver, para no final termos como única fonte de alimentação chumbo, pólvora, petróleo e muita radioatividade. E o pior é que, da maneira como as decisões estão sendo conduzidas, as Nações Unidas não terão mais força de expressão para impedir tudo isso.
Benedito José do Espirito Santo - São José dos Campos, SP
   
 

Conflito fútil
Bush pode estar acabando com o fim do império americano com início deste fútil conflito. Cada vez mais os Estados Unidos ganham mais simpatizantes da cultura anti-americana.
Leandro Gomes Brito - Vitória, ES

   
Leia a reportagem

A guerra ao
alcance de todos


Com a ofensiva americana para depor Saddam, os telespectadores de todo o mundo acompanham ao vivo a trituração de Bagdá por mísseis guiados por satélite.
   
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