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Diogo
e a metáfora perfeita
Julho de 2002
Na semana passada, Diogo Mainardi escreveu sobre
a experiência de ter um filho com paralisia cerebral.
Muitos leitores escreveram para comentar o assunto.
Veja algumas das opiniões: |
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"Insanidade"
Em muitas das coisas que escreve, o senhor Mainardi
nos deixa claro que o juízo perfeito não
é a sua maior qualidade. No entanto, é
essa "insanidade" que muitas vezes o faz
um cara genial.
Paulo Roberto de Araújo, Orobó,
PE |
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Dor
de pai
A luta do intelecto contra a natureza selvagem
é também a quotidiana do Diogo Mainardi,
já que do seu texto, de cada sílaba,
transpirou, como se fossem poros, a sua imensa dor
de pai.
Ninoska Ciciliani, São Paulo, SP |
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Emoção
Emocionante a coluna de Diogo Mainardi. Um tapa
na cara de todos que acham que uma deficiência
é uma forma de subestimar a capacidade de
um ser. Parabéns!
Poliana Amancio, Londrina, PR |
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Nova perspectiva
Inicialmente fiquei chocado com as primeiras
frases do artigo Uma metáfora perfeita.
(...) Ter um filho com paralisia cerebral
é a experiência mais empolgante que
existe (...). Honestamente, sempre li os artigos
do senhor Mainardi com certa desconfiança,
apesar de creditar competência em seus pontos
de vista. Entretanto, este artigo, em minha opinião,
foi um dos mais surpreendentes que tive o privilégio
de ler. Tenho uma filha de 12 anos, portadora de
fenilcetonuria (um erro inato do metabolismo) que
só descobri recentemente, e que é
detectado no teste do pezinho. Sofremos as mesmas
situações do escritor italiano Gioseppe
Pontiggia: incompetência dos médicos,
o terrorismo dos psicopedagogos e nossa incapacidade
de entender o diagnóstico. O depoimento do
senhor Mainardi me abre uma nova perspectiva, e
espero que contamine pessoas que passam
por situações semelhantes.
Hylbernon Carvalho, Salvador, BA |
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Algo
em comum
Sempre bati de frente com as idéias de
Diogo Mainardi, mas desta vez percebo que finalmente
temos algo em comum: um filho com paralisia cerebral.
Foi fascinante sua forma de expor o que é
ser alguém escolhido. Parabéns, Diogo.
Passo a ser seu fã de carteirinha.
Clóvis de Mello, Pindamonhangaba, SP |
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Experiência
pessoal
Sou odontopediatra e trabalho há cinco
anos com pacientes portadores de Paralisia Cerebral.
Gostaria de dizer que adorei a forma como você
(Diogo Mainardi) abordou o tema. É muito
importante, num mundo cheio de preconceitos, você
ter escrito numa revista sua experiência pessoal.
Muitos pais ainda tentam se esconder. Existe muita
dificuldade em aceitar, falta-lhes esclarecimento,
falta quem fale em público como você
fez! Também sou apaixonada por estas crianças.
Todos os dias tenho descobertas novas. Meu mundo
é mais amplo e sempre tenho o que aprender
com elas. Você está de parabéns!
Dra. Marcela Ap. Ferreira de Camargo, São
Paulo, SP |
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Gratidão
O artigo de Diogo Mainardi descreve com beleza
e precisão o convívio com uma criança
portadora de paralisia cerebral. Eu também
olho para o meu neto com devoção e
gratidão. Devoção, por estarmos
diante de um anjo que nos evangeliza com sua batalha
diária; gratidão por termos sido os
escolhidos a conviver com este batalhador que nos
ensina a perseverar diante dos obstáculos
da vida.
Ceres Campêlo, Recife, PE |
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Limitações
Diogo Mainardi, sempre imitando o repórter
Paulo Francis, mais uma vez identificou-se. Desde
quando Francis admitiu, numa reportagem, que não
dirigia automóveis porque não havia
aprendido, todos percebemos suas limitações
para o uso da liberdade. Agora, vem a público
o Mainardi, revelar suas limitações
pessoais em cima de um filho que não anda.
O que os leitores esperam são grandes reportagens
sobre os maiores eventos da humanidade, nunca descrições
vis das mazelas domésticas.
Celso Poletto, Gurupi, TO |
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