A luta contra o crime
Março de 2003

Toda vez que a população se vê acuada com a ação do crime organizado, autoridades lançam mão de algumas medidas emergenciais - que em geral não duram até a próxima investida dos criminosos. VEJA on-line pediu a opinião dos internautas sobre o que os governos podem fazer para resolver esse problema. Confira algumas sugestões.
   
  "O problema é educação básica. A sexta pior distribuição de renda do mundo. No Brasil, existe um apartheid social. Resolva-se a questão educacional que se resolve a brutal má distribuição de renda e acaba-se com a violência. O brasileiro, devido ao seu parco conhecimento de como o mundo real funciona, quer acabar com a pobreza ou matando, ou encarcerando a massa de pobres. Querem uma África do Sul. Não vai funcionar."
Osvaldo Coelho, Bangkok - Tailândia
   
  "Acho que casos irrecuperáveis representam grandes psicopatas que confundem a opinião pública e não só desmoralizam o Estado como fazem o cidadão comum pagar fortunas para manter no ócio essa turma da cela. Ademais, punição severa para polícia corrupta era medida primeira a ser adotada, antes da pena capital. Chega de complacência com o crime. Como diria Rudolph Giuliani, está na hora de o Brasil entrar no Tolerância Zero ao Crime Organizado."
James César M. A. Souto, Recife - PE
   
  "Já passou da hora de o Governo Federal intervir no Rio e acabar com a pouca vergonha de uma vez por todas."
Lauro Arantes, Nova York - EUA
   
  "A questão é: será que os governos querem resolver o problema da segurança pública? A criminalidade está para o Sudeste como a seca está para o Nordeste. Resolva estes problemas e tenha dificuldades na próxima eleição."
Nilton Luís Cavalini, Franco da Rocha - SP
   
  "Achar que não há solução seria pessimismo demais. Entretanto, os caminhos que se têm procurado estão fora da realidade. Normalmente se vê sociólogos, delegados, juristas ou oficiais do Exército, individualmente, decidindo os destinos da segurança pública, seja como secretários de segurança, seja como altos consultores dos governos. Ninguém ainda parou para pensar que a questão não é social, policial, legal ou militar somente. A solução está em todas elas, em conjunto. A melhoria da segurança pública jamais será conquistada a curto prazo, com um plano ou uma canetada do governador ou do presidente."
Floriano Cathalá L. Neto, Brasília - DF
   
  "Nós estamos vivenciando uma situação que deve ser encarada como emergencial. Todos precisam ajudar a todos para a volta da normalidade. O que tem atrapalhado um pouco é a disputa pelo poder por parte das polícias. Há um poder paralelo agindo contra o cidadão de bem. Antes que essa situação se estabeleça de vez, clamamos por uma ação rigorosíssima e conjunta por parte dos governos estaduais e federal. O momento requer urgência na união de forças policiais com as Forças Armadas em favor do povo brasileiro."
Zilma Santiago Valença, Recife - PE
   
  "Com a Constituição em vigor fica difícil uma solução definitiva pois, no seu título das garantias individuais, foram conferidos muitos direitos e poucos deveres aos criminosos em geral. Isto acaba beneficiando os bandidos profissionais e os de alta periculosidade."
Adalberto Alves de Matos, Barra do Garças - MT
   
  "É claro que o governo tem meios para resolver os problemas de segurança que o país atravessa. Aliás, o governo tem que ter a saída, caso contrário, não há governo. Basta priorizar esta meta. Está mais que na hora de toda a nação arregaçar as mangas e, sob a batuta do governo federal, dos governos estaduais e municipais, empreender um verdadeira guerra contra a bandidagem. Chega de medidas emergenciais. Os bandidos querem a guerra? Eles a terão. Vamos declará-la, todos juntos."
Orestes Nigro, São Paulo - SP
   
  "Leis existem, então vamos cumpri-las e aumentar as penas. Fazer com que o sistema carcerário seja pago pelos próprios presos, em novos presídios realmente seguros. Ficam ociosos, comendo e dormindo às custas de quem trabalha honestamente e paga impostos inviáveis. Pagar salários dignos para policiais bem treinados, cientes de sua importância e capacidade. O mais importante é começar pela base: educação, saúde, trabalho para as gerações que estão chegando."
Edilamar Delfina, Ituiutaba - MG
   
  "A criminalidade é uma coisa, violência é outra. O governo tem que ser a fonte geradora de oportunidade e não de assistencialismo. Políticos envolvidos com drogas, lavagem de dinheiro, roubo de cargas, grupos de extermínio e até compra de votos, isso é a criminalidade. A violência é o suporte para a criminalidade. Precisamos de leis mais duras. É preciso dar utilidade ao detento. Torná-lo produtivo, para que possa ser reintegrado à sociedade. Enquanto houver fome, miséria, falta de escolas, desemprego e políticos corruptos, a violência será mais forte."
Alexandre Cardoso de Almeida, Camaçari - BA
   
 

"Bastaria haver vontade e perseverança para que esse lamentável estado de coisas pelo menos abrandasse, já que acabar é impossível. O maior problema é que existem muitos medalhões envolvidos, desde políticos, advogados, juízes e policiais até militares, que se vendem ao crime, tornando-o assim organizado."
Fernando Al-Egypto, Rio de Janeiro - RJ

   
Leia a reportagem

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