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Edição 1 706 - 27 de junho de 2001
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Adega chique

Brasileiro aprende a estocar vinho fino

José Edward

Nos últimos cinco anos, o consumo de vinho no Brasil saltou de 200 milhões de litros para 340 milhões, um aumento de 70%. Houve também uma sensível evolução no paladar, e há consumidores que se tornaram exigentes a ponto de investir num consumo paralelo: o das adegas residenciais. "Além de saber distinguir uma boa safra, os aficionados estão aprendendo a armazenar os vinhos em condições adequadas", avalia o enófilo mineiro Júlio Anselmo de Souza Neto, um dos responsáveis pela preparação de um catálogo de rótulos nacionais. Afinal, a boa qualidade só será mantida se o líquido estiver bem protegido (confira no quadro abaixo). As adegas de hoje são muito diferentes daquelas de antes, montadas em porões ou vãos de escada. Agora, já vêm prontas, na forma de armários climatizados, em vários modelos, tamanhos e preços. Revestidas de madeira ou aço, trazem termostato eletrônico, que mantém a temperatura constante, e um sistema que controla a umidade relativa do ar. O empresário paulista Luis Fernando Müller, por exemplo, comprou uma por cerca de 9.000 reais, com capacidade para 220 garrafas, e colocou na cozinha da cobertura que tem em Santos, onde recebe os amigos. É um preço e tanto, mas há opções mais baratas, a partir de 1.000 reais. Entre as empresas que atuam nesse mercado estão a Art des Caves, a Maison du Vin e a Expand, de São Paulo. Um bom equipamento para quem gosta de vinho, mas há um inconveniente nestes tempos de racionamento de energia. É preciso ligar a adega na tomada, como uma geladeira qualquer.

Fotos divulgação

 

 
 
   
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