
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
Crie
seu grupo

|
|
Adega chique
Brasileiro
aprende a
estocar vinho fino
José
Edward
Nos últimos
cinco anos, o consumo de vinho no Brasil saltou de 200 milhões
de litros para 340 milhões, um aumento de 70%. Houve também
uma sensível evolução no paladar, e há consumidores
que se tornaram exigentes a ponto de investir num consumo paralelo: o
das adegas residenciais. "Além de saber distinguir uma boa safra,
os aficionados estão aprendendo a armazenar os vinhos em condições
adequadas", avalia o enófilo mineiro Júlio Anselmo de Souza
Neto, um dos responsáveis pela preparação de um catálogo
de rótulos nacionais. Afinal, a boa qualidade só será
mantida se o líquido estiver bem protegido (confira no quadro
abaixo). As adegas de hoje são muito diferentes daquelas de
antes, montadas em porões ou vãos de escada. Agora, já
vêm prontas, na forma de armários climatizados, em vários
modelos, tamanhos e preços. Revestidas de madeira ou aço,
trazem termostato eletrônico, que mantém a temperatura constante,
e um sistema que controla a umidade relativa do ar. O empresário
paulista Luis Fernando Müller, por exemplo, comprou uma por cerca
de 9.000 reais, com capacidade para 220 garrafas,
e colocou na cozinha da cobertura que tem em Santos, onde recebe os amigos.
É um preço e tanto, mas há opções mais
baratas, a partir de 1.000 reais. Entre as
empresas que atuam nesse mercado estão a Art des Caves, a Maison
du Vin e a Expand, de São Paulo. Um bom equipamento para quem gosta
de vinho, mas há um inconveniente nestes tempos de racionamento
de energia. É preciso ligar a adega na tomada, como uma geladeira
qualquer.
Fotos divulgação
 |
|
|
 |