Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 706 - 27 de junho de 2001
Economia e Negócios Argentina

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
  O BC joga pesado e derruba o dólar
A desvalorização do peso
A fazenda Itamarati nas mãos dos sem-terra
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Virada portenha

A desvalorização do peso no comércio
externo revela que paridade já não
é tabu na Argentina


AFP/Marcos Adandia
Christian Colombo, chefe de gabinete, Cavallo e o presidente De la Rúa: pacote

A última segunda-feira foi de grande suspense para quem observa o cenário econômico internacional. Era feriado na Argentina e o governo acabara de decretar um pacote de medidas que, na prática, promoveu uma semidesvalorização do peso – supostamente uma heresia. O pacote, no entanto, foi bem recebido pelos argentinos. O Congresso, que defendia ferrenhamente o princípio constitucional da paridade cambial, aprovou a desvalorização do peso nas operações de exportação e importação. Depois de um fim de semana conturbado por manifestações de desempregados, o país experimentou dias tranqüilos. "Para quem não tem nada, qualquer movimento é bem-vindo", explica Gustavo Segre, diretor de exportação da Província de Buenos Aires. "Os negócios deverão ganhar algum fôlego."

A situação da Argentina é difícil. A economia está encolhendo há quase três anos. O desemprego atinge 15% da população em idade de trabalhar e os protestos contra a falta de vagas têm pipocado por todo o país. Na Província de Salta, onde a taxa de desemprego supera 50%, houve quebra-quebra e a polícia matou dois manifestantes. O déficit em conta corrente (que inclui o resultado da balança comercial, pagamento de juros de empréstimos externos, gastos com turismo, fretes e pagamentos de royalties, entre outras coisas) está na casa dos 3,7% do PIB. As vendas de automóveis despencaram 55% em maio em relação ao mesmo mês de 2000, e a produção de veículos caiu à metade em dois anos. Em síntese, o país está atolado. Mas há espaço para a esperança.

AFP
Manifestação na Província de Salta, na segunda-feira: desemprego de mais de 50%

Acontece que, até agora, não se admitia a possibilidade de desvalorização do peso porque se sabia que as empresas e a população em geral tinham uma enorme dívida em dólar. Se o câmbio fosse liberado, para facilitar a exportação, todos quebrariam. O que se está verificando hoje, pelos números divulgados pelo Banco de la Nación e pelo Ministério da Economia, é que o risco de quebradeira não é assim tão grande. Os argentinos têm seu patrimônio protegido. Hoje, 63% de sua poupança está em dólares. Os endividados andam pagando seus papagaios. A dívida privada, em dólares, caiu de 42 bilhões em 1999 para 38 bilhões neste mês. "Isso permite que a ruptura do laço que amarra o peso ao dólar seja menos custosa", diz Karolina Albuquerque, economista da consultoria Tendências. O Brasil deve torcer para que tudo se resolva no vizinho do sul.

 
Veja também
Rádio VEJA
  Ouça entrevista com o economista-chefe do banco Lloydes, Odair Abate, sobre o assunto
Dos arquivos de VEJA
  De la Rúa & filhos
  O vizinho fala grosso
  40 bi. Não foi o bastante
  "A solução é o dólar"
  A amargura de De la Rúa



 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS