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Edição 1 740 - 27 de fevereiro de 2002
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Estímulo ao trote sem violência


Egberto Nogueira
Calouros: prêmio


Para estimular a recepção a calouros universitários sem humilhação aos estudantes, a Fundação Educar vai eleger os cinco mais criativos trotes sociais de faculdades brasileiras. A intenção é levar calouros e veteranos a aproveitar a festa de iniciação para promover eventos de utilidade social, como distribuição de alimentos, doação de sangue e visitas a hospitais e creches. As inscrições vão até 29 de março e o regulamento está no site www.trotedacidadania.com.br.

 

Vale comprar Vale?


O governo está vendendo as ações que ainda possui da Companhia Vale do Rio Doce, no valor de 4,2 bilhões de reais. É uma oportunidade para utilizar até 50% do fundo de garantia do tempo de serviço. Bolsa de valores é um jogo de risco, mas é bom saber que quem investiu na Petrobras em agosto de 2000 teve rendimentos de 50%. Quem manteve o dinheiro no fundo ganhou apenas 5% no mesmo período. Na poupança, o ganho desde então foi de 10%. Boa parte dos bancos tem informações sobre como investir.

 

Artigos da Amazônia na internet

Divulgação

Móveis de madeira, roupas, artigos de couro vegetal produzidos a partir de látex, cosméticos, bijuterias e outros produtos naturais fabricados segundo normas ecologicamente corretas estão à disposição dos navegantes da internet. Cooperativas de seringueiros e de pequenas comunidades extrativistas da região amazônica ingressaram no comércio eletrônico. Pelo site do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (www.ipam.org.br), os internautas podem encomendar os produtos diretamente da floresta sem correr o risco de prejudicar a natureza. Os móveis feitos pelos moradores da Floresta Nacional do Tapajós, por exemplo, utilizam somente madeira já derrubada na mata. No site da Amazon Life (www.amazonlife.com.br) são encontrados artigos das reservas racionalmente exploradas pelos seringueiros do Acre.

 

De olho nas lentes descartáveis

Sergio Divitiis
Lentes: não dá para prolongar o tempo de uso


Lentes de contato descartáveis já podem ser compradas em farmácias ou pela internet. Mas isso não elimina a necessidade de consultar um especialista para definir qual o melhor tipo para seu caso e receber as orientações sobre a forma mais segura de uso. "Há pessoas que não podem usá-las", alerta a oftalmologista Saly Moreira, autora do livro Lentes de Contato, da editora Guanabara Koogan. A especialista orienta que o uso indiscriminado pode provocar lesões na córnea e até cegueira. Todas devem ser jogadas fora no fim do prazo de utilização, por mais tentadora que seja a idéia de reaproveitá-las. Veja as características dos modelos no quadro abaixo.

 

 

MÁ NOTÍCIA

A medida do sono

Um estudo da Universidade da Califórnia com 1 milhão de americanos dentro da mesma faixa etária e de risco constatou que quem dorme menos de quatro ou mais de oito horas por noite apresenta 15% mais probabilidade de morte por doença do que quem repousa entre cinco e sete horas por noite. As causas dessa relação ainda não são conhecidas.

 

BOA NOTÍCIA

Leite materno

Crianças alimentadas com leite materno têm menos risco de vir a sofrer de hipertensão quando adultas, segundo pesquisa do Instituto de Saúde Infantil de Londres realizada com 216 pessoas nascidas na década de 80. Os cientistas constataram que as variações na pressão arterial começam na adolescência.

 

Trabalho e família

Todo mundo já ouviu falar que os problemas do trabalho não devem ser levados para casa. Na opinião do consultor José Augusto Minarelli, essa máxima nem sempre está correta. "Compartilhar as angústias com alguém da família costuma ser um bom passo para resolvê-las", ele diz. Minarelli lembra que evitar o assunto supostamente desagradável dentro de casa não é garantia de que o ambiente doméstico será preservado. "Quando há algo preocupando um dos membros da família, os demais são afetados de qualquer forma", explica. Antes de levar esse tipo de discussão para a mesa do jantar, no entanto, deve-se ter em mente algumas regras:

problemas profissionais costumam ser superdimensionados. Tente, antes de tudo, colocá-los na sua real dimensão;

só discuta em casa o que é de fato relevante. Esqueça as picuinhas do cotidiano, como a indignação passageira com um colega ou o chefe;

se a insatisfação com o trabalho parece irreversível, não fique repetindo uma ladainha em casa. Pense em alternativas definitivas;

trocar de emprego, abrir uma empresa e outras decisões importantes sempre devem ser discutidas em família; e

nas conversas do gênero, deixe claro que as opiniões dos familiares são bem-vindas e só contra-argumente de forma cordial.

Editado por Cley Scholz. Colaboraram José Edward, Leonardo Coutinho e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br

 

 
 
Foto: Julio Bernardes/Luigi Mandrin

Fonte: Cobasi

 

Foto: Marcio Capovilla

   
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