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Edição 1 740 - 27 de fevereiro de 2002
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Uma prévia do futuro

Pedro Rubens
Lucas: campeão em quatro vestibulares

Os formidáveis avanços registrados na educação brasileira nos últimos anos e o estágio civilizatório atingido pela sociedade permitiam prever o surgimento no país de estudantes de um novo tipo. Seriam jovens com talentos múltiplos, donos de uma impressionante carga de informações sobre o mundo, altamente competitivos na escola, mas igualmente ligados em saúde, diversão e namoro. Mais preparados, enfim, para os desafios da vida que os das gerações precedentes. Na semana passada os repórteres de VEJA conversaram com alguns dos mais destacados representantes dessa geração. Encarregados de fazer uma reportagem especial sobre os estudantes campeões dos vestibulares em diversas capitais, os repórteres da revista tiveram o que se pode definir como uma conversa com o futuro do Brasil. O que viram e ouviram é animador.

Eles depararam com jovens como Lucas Martins Mendes, de Goiatuba, interior de Goiás, que foi o primeiro colocado em três dos mais concorridos vestibulares do país, os da Universidade de São Paulo, da Unicamp e da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Lucas foi aprovado também no ultraconcorrido Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que não divulga a ordem de aprovação dos candidatos. Só nos três vestibulares em que foi o primeiro colocado, Lucas superou 200.000 concorrentes. Pelo que puderam perceber os seis repórteres mobilizados sob o comando do editor Daniel Hessel Teich para falar com os estudantes campeões, o tão criticado exame vestibular está funcionando. Os selecionados são mesmo os melhores. A verdade é que os vestibulares, por mais massacrantes que sejam para os candidatos que a eles se submetem a cada ano, se tornaram uma efetiva peneira intelectual. A surpresa é que seus campeões, hoje em dia, estão muito distantes do estereótipo do estudante fanático que esquecia a vida normal para varar madrugadas à frente de uma apostila. Veja reportagem.

 
 
   
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