Edição 1 659 - 26/7/2000

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Madri

Tudo muda, menos a violência do ETA

Defensor de uma causa sem futuro ou amigos, a criação de um Estado basco independente em partes da Espanha e da França, o grupo separatista ETA só consegue se fazer notar pelas atrocidades. Depois de catorze meses de trégua, terroristas voltaram à ação. Na semana passada, assassinaram um político, explodiram um carro e detonaram explosivos em um shopping center. Num quarto atentado, a bomba colocada no carro de um vereador de Málaga não explodiu. Desde janeiro, quatro pessoas foram mortas. Na quarta-feira, manifestações contra o terror basco levaram mais de 300.000 pessoas às ruas de Madri e Málaga. A luta pela independência do País Basco não empolga nem mesmo seu povo. Nas últimas eleições, o braço político do ETA conseguiu apenas 9% dos votos da região.

 

Berlim

Os alemães indenizam os escravos do nazismo

O governo e as empresas alemães assumiram o ônus de indenizar prisioneiros usados como escravos pelos nazistas durante a II Guerra. O acordo assinado na semana passada cria um fundo de 5 bilhões de dólares e deve beneficiar 1 milhão de pessoas. Os alemães esperam com isso colocar uma pedra sobre um assunto para lá de constrangedor. Os prisioneiros trabalharam para a maioria das grandes companhias alemãs, e nesse caso ninguém pode pôr a culpa apenas no regime nazista. Além do governo, contribuíram para o fundo 3.000 empresas, entre as quais a Volkswagen, a Siemens e as multinacionais Ford e General Motors, e até a Igreja Protestante alemã.

 
AFP

O show continua –
Não correu sangue, mas, 1 500 anos depois do último espetáculo, o Coliseu de Roma reabriu com pompa. Local de lutas de gladiadores e feras no Império Romano, o estádio foi reinaugurado como teatro, com o clássico grego Édipo Rei, de Sófocles. A reforma, que custou 700 000 dólares, reduziu a platéia original do estádio de 70 000 lugares para 700.

 
Fotos AFP/AP