Clique nos nomes
e leia as notas
|
 |
Madri
Tudo muda, menos a violência do ETA
Defensor de uma causa sem
futuro ou amigos, a criação de um Estado basco
independente em partes da Espanha e da França, o
grupo separatista ETA só consegue se fazer notar
pelas atrocidades. Depois de catorze meses de trégua,
terroristas voltaram à ação. Na semana
passada, assassinaram um político, explodiram um
carro e detonaram explosivos em um shopping center. Num
quarto atentado, a bomba colocada no carro de um vereador
de Málaga não explodiu. Desde janeiro, quatro
pessoas foram mortas. Na quarta-feira, manifestações
contra o terror basco levaram mais de 300.000
pessoas às ruas de Madri e Málaga. A luta
pela independência do País Basco não
empolga nem mesmo seu povo. Nas últimas eleições,
o braço político do ETA conseguiu apenas 9%
dos votos da região.
Berlim
Os alemães indenizam os escravos do
nazismo
O governo e as empresas alemães
assumiram o ônus de indenizar prisioneiros usados
como escravos pelos nazistas durante a II Guerra. O acordo
assinado na semana passada cria um fundo de 5 bilhões
de dólares e deve beneficiar 1 milhão de pessoas.
Os alemães esperam com isso colocar uma pedra sobre
um assunto para lá de constrangedor. Os prisioneiros
trabalharam para a maioria das grandes companhias alemãs,
e nesse caso ninguém pode pôr a culpa apenas
no regime nazista. Além do governo, contribuíram
para o fundo 3.000 empresas,
entre as quais a Volkswagen, a Siemens e as multinacionais
Ford e General Motors, e até a Igreja Protestante
alemã.
AFP
 |
O show continua Não correu sangue,
mas, 1 500 anos depois do último espetáculo,
o Coliseu de Roma reabriu com pompa. Local de lutas
de gladiadores e feras no Império Romano, o estádio
foi reinaugurado como teatro, com o clássico
grego Édipo Rei, de Sófocles. A
reforma, que custou 700 000 dólares, reduziu
a platéia original do estádio de 70 000
lugares para 700. |
|
|
Fotos AFP/AP
|