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Rico
em inimigos
Bill Gates é a inspiração para
o vilão de Ameaça Virtual
Isabela Boscov
Fox Film
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| Phillippe
e Robbins, como um magnata da informática: até assassinato |
Ninguém
se torna um dos homens mais ricos do mundo impunemente, e o sonho dos
muitos rivais e detratores de Bill Gates, o fundador da Microsoft, é
achar em seu armário algum esqueleto que ponha por terra o seu
império. Quem faz parte desse time vai se divertir com Ameaça
Virtual (AntiTrust, Estados Unidos, 2001), que estréia
nesta sexta-feira no país. O protagonista dessa aventura se chama
Gary Winston, mas isso é só um detalhe. O jeito de nerd,
os óculos e o penteado assentadinho de Winston (interpretado por
Tim Robbins) foram criados à imagem e semelhança de Gates,
assim como sua biografia. Ele também é dono da maior corporação
de informática do planeta, emprega vastas fatias de sua fortuna
em ações benemerentes e está sob investigação
da Justiça americana, acusado de formação de monopólio.
Só que o filme vai além da realidade. Um jovem gênio
que trabalha para Winston (Ryan Phillippe) descobre que o patrão
não hesita em corromper, roubar e até matar para garantir
que seu novo software esmague a concorrência. Não há,
claro, notícia de que Gates jamais tenha usado tais estratagemas,
e os produtores fazem seu protagonista citar o nome do "rival" de verdade
para evitar confusões legais. Não enganam ninguém,
e essa é a graça do filme. Do ponto de vista do cinema,
ele é previsível e rotineiro. Como alfinetada, ainda que
virtual, é uma delícia.
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