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Tem ladrão livre
na rede
Angel Mora
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O mais famoso assaltante britânico das últimas décadas, Ronald
Biggs, vai iniciar o próximo milênio inaugurando sua página
na internet. Coordenado por seu filho, Mike, ex-integrante
do programa infantil Balão Mágico, o endereço terá
a partir de janeiro depoimentos, fotos e trechos do livro
escrito por Biggs contando sua versão do roubo do trem pagador
do Royal Mail, em 1963, em que ele e outros quinze comparsas
levaram o equivalente hoje a 100 milhões de reais (33 milhões
de libras esterlinas). O assaltante vive sem ser importunado
no Rio de Janeiro. Aos 70 anos e em sua fase digital, Biggs
também assinou contrato com a empresa inglesa SCi (www.sci.co.uk),
fabricante do polêmico jogo para computador Carmageddon,
proibido no país, para desenvolver um game com a história
que lhe rendeu fama e também azedou as relações entre o Brasil
e a Inglaterra no processo em que a Justiça britânica exigia
a extradição do criminoso. Ele e o autor intelectual do roubo,
Bruce Reynolds, funcionarão como consultores para o produto,
que deve ser lançado no aniversário de quarenta anos do episódio.
O mundo da diversão não é novidade para Biggs. Ele já participou
da gravação de uma música da banda punk Sex Pistols.
Novo hotel para brasileiros
Com
4,6 milhões de páginas armazenadas em seus computadores, o
GeoCities (geocities.yahoo.com)
se prepara para falar em bom e claro português. Em 2000, o
endereço ganhará uma seção local para atender à demanda dos
brasileiros, que já ocupam a quarta colocação em quantidade
de páginas armazenadas no site. O país perde apenas para Estados
Unidos, Canadá e Japão, que juntos têm mais de 140 milhões
de pessoas conectadas à rede, contra os nossos pouco mais
de 5 milhões. O GeoCities foi um dos primeiros locais na internet
a aceitar a hospedagem gratuita de páginas. Tornou-se um sucesso
entre os que procuram um lugar na rede tranqüilo e bem freqüentado.
Neste ano foi comprado pelo Yahoo! (www.yahoo.com),
que manteve suas características e deu mais fôlego financeiro
ao produto. A página brasileira terá algumas inovações para
os usuários nacionais.
Ao computador com carinho
O próximo vestibular da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo será uma boa oportunidade para quem
pretende preparar-se para a nova realidade do mercado profissional.
Com duração de quatro anos, a universidade vai oferecer o
curso de tecnologia e mídias digitais (www.pucsp.br/cce).
Nas cadeiras escolares, o estudante aprenderá a montar páginas
na rede, fazer produtos para o mundo virtual e descobrir o
lado mais interessante da animação em terceira dimensão.
A modernidade alcança o clássico
Divulgação
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A Microsoft decidiu que o antigo mouse precisava mudar e lançou
o IntelliMouse (www.microsoft.com/Mouse).
O que ele faz? Tudo o que seus avós faziam trinta anos atrás,
quando saíram da prancheta. Como ele faz? Nada do modo como
seus avós sonhassem ser possível. Em lugar da esfera usada para
a rolagem, o novo engenho orienta o cursor com uma minúscula
câmara que fotografa 1.500 imagens
por segundo da superfície sobre a qual desliza. O mousepad também
será aposentado porque a sujeira não atrapalha seu funcionamento.
Por essas inovações, a empresa está cobrando 189 reais, o valor
de quase dez mouses normais. Vale?
Ele quer. Ela também.
Ken Bank
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O Desktop Lawyer (www.desktoplawyer.net)
funciona na Inglaterra há quatro meses como auxílio para casais
à procura de uma separação amigável. No período, o endereço
intermediou 1.800 divórcios consensuais
pelos quais maridos e mulheres pagam uma taxa de aproximadamente
200 reais. Sem burocracia, os clientes preenchem um formulário
e os advogados cuidam do resto da papelada. Na Europa, os
britânicos são recordistas em separações. No ano passado,
147.000 casais desistiram de
continuar dividindo o mesmo teto, uma média de 12.000
divórcios por mês. O público masculino é quem mais procura
o serviço.

Monograma incluído
Massao Goto Filho
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Olhe, escolha, compre, pague e leve. Essas são as opções
da Closet (www.closet.com.br),
uma camisaria que abriu suas "portas" na semana passada.
Ao cliente é permitido optar entre vários padrões de
cores, modelos e até a colocação ou não do monograma
na camisa. O serviço atende a todo o país, aceita cartões
de crédito, depósito bancário e aos insatisfeitos oferece
a opção de devolver os produtos. Para quem não souber
o número do colarinho, algo fundamental na confecção
de camisas masculinas, a empresa envia gratuitamente
um molde ao endereço do cliente. Trocas também são aceitas,
mas, contrariando a lógica do comércio eletrônico, é
necessária uma carta manuscrita, que deve ser enviada
pelo correio aos fabricantes.
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O
VacciCard (www.att.com.br)
é um cartão inteligente que guarda num chip o controle
de vacinação de bebês até 18 meses. Os antigos cartões
de papel poderão ser substituídos pelo novo produto,
que gravará dados sobre a saúde do bebê.

A
Telefônica em São Paulo abriu na semana passada uma
lista de interessados em um novo serviço. O Speedy (www.speedy.com.br)
é uma linha telefônica de alta velocidade pela qual
é possível se conectar à rede e continuar conversando
ao telefone. Vai custar em média 35 reais mais o valor
cobrado pelo provedor de acesso.

Para quem busca informação do mundo jurídico nacional,
o endereço direito.com.br é uma opção interessante.
Lá estão reunidos os documentos e páginas de todo o
Poder Judiciário brasileiro. Há uma base de consulta
que alcança mais de 100 tribunais em todo o país.
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duke.fuse.net
Se existisse um sinônimo mais direto para o jazz, ele
seria o americano Duke Ellington, cujo centenário de
nascimento foi comemorado em abril deste ano. Desde
1974, os sons de sua orquestra foram silenciados, mas
seu prestígio permaneceu e a internet também lhe rende
homenagens. A página da Sociedade Duke Ellington é a
maior delas. Lá estão os sons, as boas histórias, a
discografia e uma bela galeria de fotos sobre um dos
maiores gênios da música deste século. Em outros endereços
também sobram informações de sua vida musical. Duas
dessas páginas são fundamentais para os apreciadores
do bom e sonoro jazz (www.jazzonline.com
e www.jazzcentralstation.com).
Em www.ilinks.net/~holmesr/dukelink.htm
há ainda uma série de indicações de páginas a respeito
do jazzista que tocou ao lado dos maiores nomes do gênero
nos Estados Unidos e ao redor do mundo.
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Editado por Manoel Fernandes
e-mail: hipertexto@abril.com.br
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