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CINEMA
Divulgação

Asterix:
muito superior ao primeiro |
Asterix e Obelix: Missão Cleópatra (Astérix
et Obélix au Service de Cléopatre, França, 2002.
Em cartaz a partir de sexta-feira) Depois de um decepcionante primeiro
episódio, Gérard Depardieu e Christian Clavier voltam aos
papéis dos gauleses Obelix e Asterix numa continuação
muito superior e bem mais fiel, até na escolha das cores, ao magnífico
quadrinho criado pela dupla Goscinny e Uderzo. Para espezinhar o romano
Júlio César, a rainha egípcia Cleópatra (a
deslumbrante Monica Bellucci) aposta com ele que vai construir em apenas
três meses o maior palácio já visto. Só a poção
mágica dos gauleses poderá salvar o pescoço do infeliz
arquiteto Numerobis. Até música soul entra na mistura do
diretor Alain Chabat (que também interpreta César), com
resultados agradáveis.
DVDs
Universal
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| Meu
Nome É Coogan: um Clint de
primeira |
Meu Nome É Coogan (Coogan's Bluff, Estados Unidos,
1968. Universal) No melhor de seu tipo lacônico, Clint Eastwood
faz aqui Coogan, um xerife do Arizona que vai a Nova York recolher um
prisioneiro. Com seu chapéu e botas de caubói, ele é
imediatamente tido pelos tiras da cidade grande como um caipira e posto
de escanteio. Depois de apanhar um bocado, porém, ele mostra que
as primeiras impressões nem sempre são verdadeiras. Clint
e o diretor Don Siegel que fizeram juntos um punhado de filmes,
entre eles Perseguidor Implacável se entendiam às
mil maravilhas: os diálogos são um exemplo de economia e
espirituosidade, o aproveitamento das locações é
excelente e o bate-bola do astro com as várias atrizes que ele
seduz é comparável ao de James Bond.
The
Mike Douglas Show with John Lennon & Yoko Ono (ST2)
Em 1972, no auge de sua militância política, o ex-beatle
John Lennon e sua mulher Yoko Ono foram convidados pelo apresentador Mike
Douglas para ancorar seu talk-show durante uma semana. Pode-se dizer que
a TV americana nunca mais foi a mesma. Lennon trouxe a público
veteranos do Vietnã cena aproveitada depois no filme Forrest
Gump e integrantes do movimento Panteras Negras, além
de comandar um show antológico com Chuck Berry. Yoko, por sua vez,
mostrou seu lado performático em momentos que hoje têm
mais valor folclórico que artístico. A versão americana,
lançada numa caixa com cinco VHS, chega aqui condensada num disco
duplo. Mas pode-se apreciar o espetáculo com tranqüilidade,
já que nada dele foi cortado. Só os extras ficaram de fora.
TELEVISÃO
United Artists
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| Baskervilles:
o melhor da Hammer
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Hammer: a Fábrica do Terror (Segunda a sábado, às
22h, no Telecine Classic) Nos anos 50 e 60, o estúdio inglês
Hammer produziu dezenas de filmes de horror e ficção científica
de baixo orçamento, cujos enredos mirabolantes e visuais despojadíssimos
até hoje fazem a delícia dos fãs de cinema trash.
Esse festival traz seis produções de sua fase áurea,
como Terror que Mata (1956, segunda), que fala sobre a transformação
de um astronauta em monstro depois de uma viagem ao espaço. Christopher
Lee e Peter Cushing, atores que marcaram os filmes do estúdio,
fazem dupla em O Cão dos Baskervilles (1959, terça),
adaptação da célebre história do detetive
Sherlock Holmes. Cushing também atua em outro clássico do
trash, As Noivas do Vampiro (1960, quarta), em que as moças
de um internato se tornam discípulas de Drácula.
DISCOS
Maluco
Beleza, Raul Seixas (Universal) Tudo o que você precisa
ter de Raul Seixas está contido nessa caixa. Ela compila os seis
trabalhos que o baiano gravou pelo selo PolyGram (hoje Universal) entre
1973 e 1977, acrescidos de faixas tiradas de compactos e versões
inéditas (como Caroço
de Manga,que foi tema da novela A Volta de Beto Rockfeller).
O estilo propagado pelo cantor nesses álbuns é até
hoje imitado pelas bandas de rock brasileiro. Mas apenas Raul conseguiu
acertar a mão na mistura dos ingredientes, que incluía fartas
doses de rock'n'roll e ritmos regionais como baião e música
caipira. Outro atrativo são suas parcerias com Paulo Coelho, que
renderam letras que vão do bem-humorado (Al Capone e Tu
És o MDC da Minha Vida) ao apocalíptico (Gîtâ
e Sociedade Alternativa).
Directions
in Music: Live at Massey Hall, Herbie Hancock (Universal)
Um dos instrumentistas mais versáteis da história do jazz,
o pianista Herbie Hancock gravou desde canções tradicionais
do gênero até hits do Nirvana. No ano passado, ele se reuniu
ao trompetista Roy Hargrove e ao saxofonista Michael Brecker numa série
de concertos para lembrar o 75º aniversário de Miles Davis
e John Coltrane (o Pelé e o Tostão do jazz). Hancock trocou
a faceta pop pelos improvisos ao piano, que lhe renderam fama nos anos
60 quando integrou o grupo de Davis. O trio relê faixas como
The
Sorcerer, Naima (de Coltrane, com uma performance espetacular
de Brecker), além de se arriscar em canções próprias
(Misstery, The Poet e D Trane).
6Horas
da Tarde, Marina Machado (Independente) Na década
passada, Belo Horizonte se transformou na capital da música pop
brasileira, exportando bandas como Skank e Pato Fu. Mas a cidade também
gerou uma nova safra de cantoras talentosas. É o caso de Marina
Machado. Ela não possui grande alcance vocal, mas é pródiga
em boas idéias. 6Horas da Tarde, seu segundo disco-solo,
agrega faixas da nova geração de compositores mineiros (Lúcio
Tadeu, autor da faixa-título e de Donde Estás) a
versões personalíssimas de Dê um Rolê,
dos Novos Baianos, e Going to California, do Led Zeppelin
aqui combinada com uma canção de estilo oriental. Encomendas
pelo telefone (31) 3284-1914.
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CRÍTICA
OS MAIS VENDIDOS
Nos
últimos três anos, as crônicas do gaúcho
Luis Fernando Verissimo vêm ganhando reedições
atualizadas que, mal chegam às livrarias, conquistam seu
lugar na lista de mais vendidos de VEJA. Somados, títulos
como As Mentiras que os Homens Contam, Comédias para se
Ler na Escola, Sexo na Cabeça e A Mesa Voadora
já ultrapassaram a marca dos 500.000 exemplares comercializados.
Agora chegou a vez de o mais famoso personagem do autor voltar à
tona. Em oitava posição na categoria de ficção,
Todas as Histórias do Analista de Bagé
(Objetiva; 76 páginas; 18,90 reais) reúne vinte contos
protagonizados por aquela figura de bombachas, que atende seus pacientes
entre um gole de chimarrão e um impropério, sempre
muito bem assessorado por sua sexy recepcionista Lindaura. Da boca
do personagem saíram pérolas célebres. Do tipo:
"Não existe gaúcho homossexual. São apenas
correntes migratórias". Reich, para o analista, sempre foi
prenúncio de cuspida. Complexo de Édipo, um neg&oacu protagonizados por aquela figura de bombachas, que atende seus pacientes
entre um gole de chimarrão e um impropério, sempre
muito bem assessorado por sua sexy recepcionista Lindaura. Da boca
do personagem saíram pérolas célebres. Do tipo:
"Não existe gaúcho homossexual. São apenas
correntes migratórias". Reich, para o analista, sempre foi
prenúncio de cuspida. Complexo de Édipo, um negócio
que "dá mais que pereba de moleque". Isso sem falar de seu
notório método para curar problemas existenciais,
à base de um "joelhaço" nos países baixos.
Dois detalhes chamam a atenção no livro. O primeiro
deles é óbvio: mesmo depois de vinte anos, o analista
de Bagé continua divertidíssimo. A outra curiosidade
é que aqui, em pouco mais de setenta páginas, está
concentrado tudo o que Verissimo publicou sobre ele. É espantosamente
pouco para um personagem de tamanha repercussão, que rendeu
uma peça teatral que permaneceu mais de quinze anos em cartaz.
"Sou mais comentado do que vida de manicure", já dizia o
analista.
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