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Edição 1 774 - 23 de outubro de 2002
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Bronzeamento longe do sol


Os dermatologistas não recomendam, mas as máquinas de bronzeamento artificial são muito procuradas. "Como acontece com o cigarro, as pessoas sabem dos perigos mas não abandonam o hábito", compara Humberto Ponzio, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Confira os cuidados para quem quer pegar um bronze longe do sol:

Antes de iniciar as sessões, é necessário fazer uma avaliação dermatológica para analisar riscos, como pintas e histórico de câncer de pele na família;

Pessoas de pele muito branca e cabelos e olhos claros devem ficar longe dessas máquinas;

Desconfie de preços baixos. A manutenção dos equipamentos é cara. Desregulados, eles aumentam o risco de queimaduras;

Alguns medicamentos, associados à radiação das máquinas, causam reações adversas, como erupções na pele. Alerte a clínica sobre remédios que tenha utilizado;

Não tente ficar bronzeado de uma só vez. Opte por exposições de quinze minutos uma vez por semana;

Use a parte de cima do biquíni e a sunga, como se estivesse na praia. As áreas da pele que nunca tomam sol são mais suscetíveis a queimaduras;

Use óculos protetores. Eles devem ser fornecidos pela clínica;

Menores de 16 anos são proibidos de utilizar o equipamento. De 16 a 18 anos, só com autorização dos pais.

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Os cuidados com o bronzeamento artificial

 

Fotos divulgação/Carlos Cubi/J. Miranda

 

Férias fatiadas

A lei prevê que o trabalhador tem direito a trinta dias de férias após um ano de trabalho. Há quem prefira dividir o descanso em dois ou três períodos. Trata-se de um suposto acordo com vantagens para ambas as partes, mas que às vezes ocorre por pressão das empresas – em época de competição árdua, algumas delas consideram que um mês é muito tempo para ficar sem funcionários estratégicos. O que fazer diante de tal situação? "Bater o pé não é o procedimento mais apropriado", afirma o consultor John Cymbaum, da Career Center. Ao negociar com o chefe, pode-se argumentar que um mês é o tempo ideal para renovar as forças para mais um ano de trabalho, mas o melhor é buscar uma solução de consenso. Afinal, passar as férias com medo do que vai acontecer na volta é tão estressante quanto ficar sem descanso.

 

BOA NOTÍCIA

Os segredos do curry

Pesquisadores da Universidade de Kukamoto, no Japão, concluíram que a cúrcuma, o vegetal que dá a cor amarela ao molho curry, pode suprimir a produção de uma proteína que estimula o crescimento de tumores no organismo, a interleucina-8 (IL-8). Para confirmar a teoria, os cientistas misturaram células de um câncer de pâncreas a diferentes quantidades do vegetal. A produção da IL-8 diminuiu à medida que se aumentaram as doses.

 

MÁ NOTÍCIA

As finanças e a menopausa

Um levantamento da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que mulheres que passaram por dificuldades econômicas durante algum período da vida entram na menopausa pelo menos um ano mais cedo. Foram acompanhadas 600 mulheres entre 36 e 45 anos durante três anos. Os cientistas acreditam que o stress é um dos fatores que explicam o mecanismo que leva a situação financeira a afetar a saúde feminina.

 

 
 

Especiais na compra mas nem sempre na hora da revenda

Carros de série especial, aqueles de produção limitada equipados com vários itens de conforto, geralmente são um bom negócio na hora da compra. O consumidor paga menos do que se tivesse de equipar o veículo em uma loja de acessórios. As montadoras apostam nesses modelos, oferecendo equipamentos sofisticados por preço vantajoso. Muitas chegam a lançar cores diferentes, frisos e outros complementos estéticos. Aí está o perigo. "O consumidor deve prestar atenção ao tipo de acessório que está comprando", alerta o consultor Flavio Faggion, da Molicar, empresa especializada em avaliação de automóveis. "Alguns não passam de modismo, o que desvaloriza a série na hora da revenda." Um bom exemplo dessa desvalorização é o Corsa Milenium. No ano passado, o modelo especial da GM era vendido por 18.000 reais, enquanto o Corsa Wind saía por 15.800. Hoje os preços caíram para 14.200 e 13.400 reais, respectivamente. Ou seja: a desvalorização do carro tradicional foi de 15%, contra 21% de depreciação da série especial. Compare alguns exemplos de economia na compra de veículos de série especial:

Fotos divulgação

 

E-mail: parausar@abril.com.br

   
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