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1 774 - 23 de outubro de 2002 |
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À espera
do novo presidente
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Capas
de VEJA com a cobertura da campanha
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A próxima
edição de VEJA será lançada, excepcionalmente,
na segunda-feira 28 de outubro. A capa da revista estampará o rosto
do novo presidente da República, o homem que conduzirá os
destinos do país pelos próximos quatro anos, depois de escolhido
pelos eleitores no domingo 27. A revista, numa edição histórica,
trará reportagens mostrando os desafios imediatos do presidente
eleito, quais são suas chances de enfrentá-los com sucesso
e, em especial, o que precisará ser feito para devolver a economia
ao trilho da normalidade que a levará de novo à rota do
crescimento.
A campanha
eleitoral dominou a cobertura jornalística de VEJA neste ano. A
revista publicou doze reportagens de capa sobre o assunto. Elas retrataram
as aventuras e desventuras dos principais presidenciáveis em suas
idas e vindas nas pesquisas de intenção de voto, enquanto
suas promessas foram submetidas a um teste de realidade pela revista.
As reportagens procuraram mostrar também pontos relevantes da personalidade
dos candidatos, tópicos destacados da biografia de cada um e a
qualidade dos apoios políticos que os sustentaram durante a campanha.
Examinaram o poder do carisma pessoal dos concorrentes e fizeram um estudo
do uso da mentira na atividade política.
A presente
edição analisa o fenômeno da resistência de
uma minoria de radicais incendiários dentro do PT, partido cujo
candidato, Luís Inácio Lula da Silva, lidera com larga margem
as pesquisas eleitorais. A reportagem mostra como o PT foi empurrando
os radicais para as bordas, diminuindo sua influência nas decisões
partidárias, a ponto de concorrer nas atuais eleições
com uma plataforma de centro-esquerda. Tendo se apresentado aos eleitores
com uma roupagem moderada, o PT, no entanto, manteve os radicais encastelados
em seus quadros. O partido de Lula evitou a manobra clássica feita
pelas esquerdas européias, por exemplo, de, ao migrar para o centro
do espectro ideológico, fazer autocrítica e expurgar os
extremistas. A reportagem apresenta os custos que essa opção
pode vir a trazer para Lula caso ele seja eleito. E revela sua estratégia
para evitar que os radicais atrapalhem seu governo. Veja
matérias sobre as eleições 2002.
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