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Confira
em Estação
VEJA
os trechos de livros, filmes e
cds recomendados nesta seção |
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EXPOSIÇÃO
Marcos Rosa
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| Weissmann:
precisão de ourives |
Weissmann (Rio de Janeiro, até 15 de abril)
O escultor austro-brasileiro Franz Weissmann idealiza
suas figuras de aço com a precisão de um ourives,
com base em modelos de papelão feitos e refeitos
inúmeras vezes. Em seguida, supervisiona a construção
das esculturas, que chegam a ter 5 metros de altura. Seu
trabalho equilibra intuição e rigor matemático
combinação que se reflete nos nomes
das obras. Flor Mineral e Plano em Três
Pontos são duas das dezesseis grandes esculturas
que estarão expostas a partir do dia 19 na Casa França-Brasil.
O evento inicia as comemorações dos 90 anos
de Weissmann, um dos mais respeitados artistas plásticos
do país, companheiro de Abraham Palatnik, Hélio
Oiticica e Lygia Clark no movimento concretista que sacudiu
a arte brasileira na década de 50. Todas as obras
foram produzidas especialmente para a exposição
e consumiram 12 toneladas de aço. A intenção
do artista é transformar o museu numa grande praça
pública, espaço que considera ideal para seu
trabalho. "A pessoa acostumada a estátuas de generais
e cavalos pode estranhar, mas depois se acostuma", diz o
autor da Estrutura em Diagonal da Lagoa Rodrigo de
Freitas, no Rio, e da Cantoneira do Parque do Ibirapuera,
em São Paulo.
DISCO
Continental
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| Sly
& Robbie: golaços musicais |
Drum
and Bass Strip to the Bone, Sly & Robbie (Trama)
O baterista Sly Dunbar e o baixista Robbie Shakespeare
não só formam a seção rítmica
mais eficiente do reggae como também esbanjam criatividade
em projetos internacionais entre os "golaços"
de Sly & Robbie está a participação
em discos de Bob Dylan e Mick Jagger. Drum and Bass Strip
to the Bone é um projeto instrumental ao lado
do DJ escocês Howie B (que trabalhou com a cantora
Björk e o grupo U2). No disco, eles cruzam o dub (uma
espécie de reggae psicodélico, repleto de
ecos e efeitos) com música eletrônica. A experiência
serve menos para animar as pistas de dança do que
para ouvir em casa de preferência com a luz
apagada. Faça essa experiência com as hipnóticas
faixas Exodub Implosion e Ballistic Squeeze
Ouça
a faixa Superthruster
LIVROS
Reprodução
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Coleção Movimentos da Arte Moderna,
vários autores (Cosac & Naify; 80 páginas;
28 reais cada um) Os volumes desta coleção
são o melhor meio disponível para quem deseja
travar contato com os principais nomes e movimentos das
artes plásticas do século XX. Quatro livros
haviam sido lançados anteriormente. Esta nova leva
fala do modernismo, do futurismo, do realismo e do expressionismo.
Escritos por especialistas sob encomenda da Tate Gallery,
de Londres, os textos são de grande didatismo, mas
não caem no lugar-comum nem fogem ao desafio de trocar
em miúdos conceitos abstratos do domínio crítico.
Destaque para a qualidade gráfica e para as bibliografias
que ajudarão quem quiser ir mais longe.
Leia
trechos de Modernismo
VÍDEO
Divulgação
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| Uma
Relação Pornográfica: intrigante |
Uma Relação Pornográfica (Une
Liaison Pornographique, França/Suíça/
Bélgica, 1999. Paris) O título é
quase uma provocação, já que não
há nada de explícito nesse drama. Há,
em compensação, muito de sensual e de intrigante
na história de um casal que percorre um caminho inverso
ao habitual. Ela (Nathalie Baye) busca um parceiro com quem
possa realizar uma certa fantasia inconfessável.
Ele (Sergi López) topa na hora. Aos poucos, porém,
eles passam a se interessar um pelo outro e a tentar procedimentos
mais comuns entre os lençóis. E aí
vem o inevitável: a paixão. O espectador nunca
fica sabendo quais são seus nomes (ou do que consiste
a tal fantasia), já que a idéia maravilhosa
é mostrar a gênese do amor entre um
Adão e uma Eva quaisquer.
TELEVISÃO
Inside
the Golden Statue (quarta às 21h e 22h e
domingo, dia 25, às 21h, no MGM Gold) Para
muita gente, não há coisa mais enfadonha do
que a festa do Oscar, com seus discursos de agradecimento
e humor meio sem sal. Mas, nos bastidores, a premiação
tem tanta adrenalina quanto um filme de ação.
É o que se descobre nesse espirituoso documentário.
Produzido em 1997 e inédito no país, o programa
mostra o imenso esforço de logística que cerca
o evento. Não se trata de um enfoque ingênuo
logo de cara, o narrador reconhece que, para além
do glamour, a festa atende aos interesses milionários
de Hollywood. Há muitas curiosidades, da distribuição
dos assentos no auditório ao jeitinho de cortar quem
se alonga muito em agradecimentos. Um saboroso aperitivo
para o Oscar, que será entregue no domingo, dia 25.
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OS
MAIS VENDIDOS - CRÍTICA
Considerada
a menos "nobre" das formas literárias, a crônica
quase sempre é o registro de uma impressão
cotidiana, de um arrepio ligeiro sem maiores conseqüências.
Daí que é sempre temerário reunir
crônicas em livro: escritas para jornal, tendem
a acompanhar o caráter do veículo e
ficar velhas no dia seguinte. Por que, então,
o sucesso de As Mentiras que os Homens Contam
e Comédias para Se Ler na Escola (Objetiva;
166 e 145 páginas; 17 reais), as seleções
de crônicas de Luis Fernando Verissimo que estão
na lista de mais vendidos de VEJA? A resposta é
uma só: o humor, que tira o peso do texto e
o livra do perigo de ficar ancorado a um momento particular.
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| Verissimo:
leitor se identifica com seu tipo de humor |
Não
importa o assunto, Verissimo sabe dar a ele um tratamento
inusitado e criar empatia com o leitor. "Naquele tempo
a pior coisa do mundo era ser chamado a responder
qualquer coisa no colégio. Depois descobri
que existem coisas piores, como a miséria,
a morte e a comida inglesa", escreve numa das crônicas
do segundo livro (o de capa laranja), cuja organização
e introdução ficaram a cargo da escritora
Ana Maria Machado. Sempre abordando assuntos leves,
como a sonoridade de uma palavra ou a distinção
entre namorado e amante (os textos sobre política
e economia ficaram de fora), Verissimo se exprime
com elegância e tem um senso de ritmo raro entre
os prosadores brasileiros contemporâneos. Se
há um reparo a fazer, está na ausência
do registro das datas e dos veículos em que
os textos foram publicados originalmente.
Flávio Moura
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Confira
em Estação
VEJA
os trechos de livros, filmes e
CDs recomendados nesta seção
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| Fontes:
São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel,
Siciliano; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto
Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília:
Sodiler, Siciliano, Saraiva; Maceió: Sodiler; Recife: Sodiler,
Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano;
Goiânia: Siciliano; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador:
Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano.
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