Confira em Estação VEJA
os trechos de livros, filmes e
cds recomendados nesta seção
 
VEJA Recomenda

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

EXPOSIÇÃO

Marcos Rosa
Weissmann: precisão de ourives


Weissmann
(Rio de Janeiro, até 15 de abril) – O escultor austro-brasileiro Franz Weissmann idealiza suas figuras de aço com a precisão de um ourives, com base em modelos de papelão feitos e refeitos inúmeras vezes. Em seguida, supervisiona a construção das esculturas, que chegam a ter 5 metros de altura. Seu trabalho equilibra intuição e rigor matemático – combinação que se reflete nos nomes das obras. Flor Mineral e Plano em Três Pontos são duas das dezesseis grandes esculturas que estarão expostas a partir do dia 19 na Casa França-Brasil. O evento inicia as comemorações dos 90 anos de Weissmann, um dos mais respeitados artistas plásticos do país, companheiro de Abraham Palatnik, Hélio Oiticica e Lygia Clark no movimento concretista que sacudiu a arte brasileira na década de 50. Todas as obras foram produzidas especialmente para a exposição e consumiram 12 toneladas de aço. A intenção do artista é transformar o museu numa grande praça pública, espaço que considera ideal para seu trabalho. "A pessoa acostumada a estátuas de generais e cavalos pode estranhar, mas depois se acostuma", diz o autor da Estrutura em Diagonal da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, e da Cantoneira do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

 

DISCO

Continental
Sly & Robbie: golaços musicais

Drum and Bass Strip to the Bone, Sly & Robbie (Trama) – O baterista Sly Dunbar e o baixista Robbie Shakespeare não só formam a seção rítmica mais eficiente do reggae como também esbanjam criatividade em projetos internacionais – entre os "golaços" de Sly & Robbie está a participação em discos de Bob Dylan e Mick Jagger. Drum and Bass Strip to the Bone é um projeto instrumental ao lado do DJ escocês Howie B (que trabalhou com a cantora Björk e o grupo U2). No disco, eles cruzam o dub (uma espécie de reggae psicodélico, repleto de ecos e efeitos) com música eletrônica. A experiência serve menos para animar as pistas de dança do que para ouvir em casa – de preferência com a luz apagada. Faça essa experiência com as hipnóticas faixas Exodub Implosion e Ballistic Squeeze
Ouça a faixa Superthruster

 

 

LIVROS

Reprodução


Coleção Movimentos da Arte Moderna,
vários autores (Cosac & Naify; 80 páginas; 28 reais cada um) – Os volumes desta coleção são o melhor meio disponível para quem deseja travar contato com os principais nomes e movimentos das artes plásticas do século XX. Quatro livros haviam sido lançados anteriormente. Esta nova leva fala do modernismo, do futurismo, do realismo e do expressionismo. Escritos por especialistas sob encomenda da Tate Gallery, de Londres, os textos são de grande didatismo, mas não caem no lugar-comum nem fogem ao desafio de trocar em miúdos conceitos abstratos do domínio crítico. Destaque para a qualidade gráfica e para as bibliografias – que ajudarão quem quiser ir mais longe.
Leia trechos de Modernismo

 

VÍDEO

Divulgação
Uma Relação Pornográfica: intrigante


Uma Relação Pornográfica
(Une Liaison Pornographique, França/Suíça/ Bélgica, 1999. Paris) – O título é quase uma provocação, já que não há nada de explícito nesse drama. Há, em compensação, muito de sensual e de intrigante na história de um casal que percorre um caminho inverso ao habitual. Ela (Nathalie Baye) busca um parceiro com quem possa realizar uma certa fantasia inconfessável. Ele (Sergi López) topa na hora. Aos poucos, porém, eles passam a se interessar um pelo outro e a tentar procedimentos mais comuns entre os lençóis. E aí vem o inevitável: a paixão. O espectador nunca fica sabendo quais são seus nomes (ou do que consiste a tal fantasia), já que a idéia – maravilhosa – é mostrar a gênese do amor entre um Adão e uma Eva quaisquer.

 

TELEVISÃO

Inside the Golden Statue (quarta às 21h e 22h e domingo, dia 25, às 21h, no MGM Gold) – Para muita gente, não há coisa mais enfadonha do que a festa do Oscar, com seus discursos de agradecimento e humor meio sem sal. Mas, nos bastidores, a premiação tem tanta adrenalina quanto um filme de ação. É o que se descobre nesse espirituoso documentário. Produzido em 1997 e inédito no país, o programa mostra o imenso esforço de logística que cerca o evento. Não se trata de um enfoque ingênuo – logo de cara, o narrador reconhece que, para além do glamour, a festa atende aos interesses milionários de Hollywood. Há muitas curiosidades, da distribuição dos assentos no auditório ao jeitinho de cortar quem se alonga muito em agradecimentos. Um saboroso aperitivo para o Oscar, que será entregue no domingo, dia 25.

 

OS MAIS VENDIDOS - CRÍTICA

Considerada a menos "nobre" das formas literárias, a crônica quase sempre é o registro de uma impressão cotidiana, de um arrepio ligeiro sem maiores conseqüências. Daí que é sempre temerário reunir crônicas em livro: escritas para jornal, tendem a acompanhar o caráter do veículo e ficar velhas no dia seguinte. Por que, então, o sucesso de As Mentiras que os Homens Contam e Comédias para Se Ler na Escola (Objetiva; 166 e 145 páginas; 17 reais), as seleções de crônicas de Luis Fernando Verissimo que estão na lista de mais vendidos de VEJA? A resposta é uma só: o humor, que tira o peso do texto e o livra do perigo de ficar ancorado a um momento particular.


Verissimo: leitor se identifica com seu tipo de humor

Não importa o assunto, Verissimo sabe dar a ele um tratamento inusitado e criar empatia com o leitor. "Naquele tempo a pior coisa do mundo era ser chamado a responder qualquer coisa no colégio. Depois descobri que existem coisas piores, como a miséria, a morte e a comida inglesa", escreve numa das crônicas do segundo livro (o de capa laranja), cuja organização e introdução ficaram a cargo da escritora Ana Maria Machado. Sempre abordando assuntos leves, como a sonoridade de uma palavra ou a distinção entre namorado e amante (os textos sobre política e economia ficaram de fora), Verissimo se exprime com elegância e tem um senso de ritmo raro entre os prosadores brasileiros contemporâneos. Se há um reparo a fazer, está na ausência do registro das datas e dos veículos em que os textos foram publicados originalmente.


Flávio Moura



Confira em Estação VEJA
os trechos de livros, filmes e
CDs recomendados nesta seção

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva; Maceió: Sodiler; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano.

 

Copyright 2001
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Curitiba
Veja BH | Veja Fortaleza | Veja Porto Alegre | Veja Recife
Edições especiais | Especiais on-line | Estação Veja
Arquivos | Próxima VEJA | Fale conosco

>