Eduardo Nicolau/AE
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| Motim
na Febem, em São Paulo: controlado |
Controlada: uma rebelião de internos na
unidade da Febem de Franco da Rocha, na Grande São
Paulo, em que um funcionário foi assassinado e pelo
menos 33 pessoas ficaram feridas em sete horas de motim,
considerado um dos mais violentos dos últimos anos.
Das vítimas, cinco eram reféns, que os menores
jogaram de cima do telhado. Doze adolescentes foram atingidos
pelas balas de borracha disparadas pela tropa de choque
da Polícia Militar, que invadiu o local. Os internos
reclamavam de maus-tratos. Dia 11.
Revogada:
a prisão preventiva do advogado Hanna Garib,
deputado estadual cassado (PPB) e ex-vereador de São
Paulo, envolvido nas denúncias sobre a máfia
dos fiscais da prefeitura que cobravam propina de comerciantes
para reprimir a ação de camelôs no centro
da capital paulista. Preso há quatro meses, Garib
era administrador da Regional da Sé. Dia 15, em Brasília,
pelo Superior Tribunal de Justiça.
Seqüestrado:
um avião comercial russo, com 174 pessoas
a bordo, por terroristas da Chechênia que buscavam
chamar a atenção para o movimento muçulmano
que luta pela independência da república em
relação à Federação Russa.
O Tupolev levantou vôo em Istambul, na Turquia, em
direção a Moscou, e foi desviado para Medina,
na Arábia Saudita. O seqüestro terminou sexta-feira,
com a morte de um terrorista e dois reféns, depois
que o avião foi invadido por tropas de elite. Dia
15.
Morreu:
o ex-jogador de basquete Zenny de Azevedo, conhecido
como Algodão, considerado um dos maiores atletas
da história do basquete no país. O flamenguista
foi campeão carioca várias vezes e defendeu
a seleção brasileira entre as décadas
de 40 e 60, levando o título de campeão mundial
em 1959. Teve duas medalhas olímpicas de bronze.
Dia 10, aos 76 anos, de falência múltipla dos
órgãos, no Rio de Janeiro.
Absolvido:
o rapper Puff Daddy, da acusação
de porte ilegal de arma e tentativa de suborno por ocasião
de um tiroteio numa boate em Nova York, onde estava com
a ex-namorada, a cantora Jennifer Lopez. Dia 16,
em Nova York.
Cida Souza
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| A
apresentadora Ana Maria Braga: internada em São Paulo |
Internados: a apresentadora de televisão
Ana Maria Braga, que se sentiu mal no fim de semana
e deu entrada no Hospital Albert Einstein com um quadro
de gastroenterocolite aguda (inflamação do
estômago e intestino causada, em geral, por infecção).
Teve alta na quinta-feira. Dia 11, em São Paulo.
o diretor de núcleo da TV
Globo Herval Rossano, responsável pelo progama
Malhação e episódios da minissérie
Brava Gente. Ele sofreu um infarto agudo do miocárdio.
Dia 9, no hospital Pró-Cardíaco, no Rio de
Janeiro.
Confirmada:
pela Corte de Apelações de Santiago, a
concessão de liberdade provisória do ex-ditador
chileno Augusto Pinochet, mediante pagamento de fiança
equivalente a cerca de 7.000
reais. O general cumpria prisão domiciliar desde
o fim de janeiro, acusado por violação de
direitos humanos em seu governo. Dia 14, no Chile.
Divulgada:
a
premiação internacional de um estudo brasileiro
sobre melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de
pele, sob a coordenação do médico Rogério
Izar Neves, chefe do Departamento de Oncologia Cutânea
do Hospital do Câncer, em São Paulo. Dia 13,
durante a 5ª Conferência Mundial sobre Melanoma,
em Veneza.
Condenados:
à prisão perpétua, o gaúcho
José Mário de Carvalho Quevedo, que
matou a facadas dois homossexuais americanos em Nova York,
em 1997. Ele escapou da pena capital e de ser o primeiro
brasileiro executado nos EUA. Dia 13, em Nova York.
AFP
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| Bové:
condenado na França, mas continuará solto |
a dez meses de prisão, o ativista
francês José Bové, por participar
da depredação de um centro de pesquisas genéticas
do arroz em junho de 1999. O líder internacional
das manifestações contra os alimentos transgênicos
não ficará na cadeia, beneficiado com o sursis.
Dia 15, em Montpellier, no sul da França.
Reaproximaram-se:
o ex-jogador Pelé e o presidente da Confederação
Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, rompidos
desde 1993. Junto com os cartolas João Havelange
e Fábio Koff, eles entregaram um pacote de propostas
ao ministro Carlos Melles, de Esportes e Turismo, com o
objetivo de salvar o futebol brasileiro. Dia 13, em Brasília.
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Insultos
na lona
AP
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AP
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Ali
com Trump: prêmio e pedido
de desculpa |
Luta
com Frazier: pancadas verbais e socos de verdade |
Trinta
anos depois, o ex-pugilista Muhammad Ali arrependeu-se
da saraivada de insultos que disparou contra Joe
Frazier na célebre luta de 8 de março
de 1971 no Madison Square Garden, de Nova York, uma
das mais aguardadas da história do boxe. Para
intimidar, xingou o adversário de algo como
um crioulo muito feio para ser campeão. Não
adiantou. Frazier cobriu-o de pancadas e venceu a
disputa. Em outra ocasião, Ali comparou-o a
um gorila. Na semana passada, por meio do New York
Times, o ex-pugilista desculpou-se pelas ofensas.
"Eu gosto do Joe Frazier", disse ao jornal. Frazier
aceitou as desculpas e disse que irá apertar
a mão dele e até abraçá-lo
quando se encontrarem. Portador do mal de Parkinson,
Muhammad Ali dedica-se a ajudar instituições
de caridade, o que lhe valeu o Prêmio Humanitário,
recebido das mãos do megaempresário
Donald Trump, na quarta-feira.
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Ardis
da espionagem
Sucesso
de público era com ele mesmo. O escritor americano
Robert Ludlum que morreu no dia 12,
aos 73 anos, de ataque cardíaco, na Flórida
teve seus 23 livros traduzidos para 32 idiomas
e vendeu mais de 200 milhões de cópias
em quarenta países, firmando-se na literatura
mundial como um dos mestres dos romances de espionagem,
vários ambientados no período da Guerra
Fria. Seus temas giravam em torno de segredos de Estado
e corrupção de políticos, sempre
com reviravoltas e revelações surpreendentes.
No Brasil, entre uma dezena de títulos editados
pela Rocco, estão O Círculo Matarese,
O Ultimato de Bourne e A Identidade Bourne.
Nestes dois últimos romances, integrantes
de uma trilogia famosa, aparece um de seus personagens
mais bem construídos, o espião Jason
Bourne. Na origem de sua técnica narrativa
está outra atividade cultural o escritor
trabalhou antes como ator e produtor na Broadway e
na televisão americana. Em 1971, apareceu publicada
sua primeira obra, A Herança Escarlate,
sobre um grupo que financiou o Terceiro Reich
de Adolf Hitler. Ludlum dizia que sua experiência
no teatro o ajudava a criar tramas que agradavam ao
público passava três meses pesquisando
e mais quinze redigindo seus livros. Sem se importar
com os avanços tecnológicos, revelou,
em 1997, que ainda escrevia em blocos de papel amarelo,
indiferente às bossas dos processadores de
texto e dicionários eletrônicos. O clássico
A Identidade Bourne deve ser lançado
em filme neste ano, pela Universal Pictures, com o
ator Matt Damon.
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