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Lucro animado
O
desenho Os Anjinhos é
um
negócio bilionário
Paramount Pictures/Viacom International Inc.
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| Os
Anjinhos: sem monstrinhos |
O desenho
animado Os Anjinhos se tornou um fenômeno de popularidade.
Exibido no Brasil pelo SBT e pelo canal pago Nickleodeon, no qual foi
mantido o nome original, Rugrats, o programa é acompanhado
por cerca de 30 milhões de crianças ao redor do mundo. Nele
não há super-heróis, monstrinhos elétricos
nem vilões assustadores. Os episódios se passam no que seria
um bairro de classe média americana e são protagonizados
por uma turma de pirralhos simpaticíssima Chuckie, Phillip,
Lilian, Angelica (a malvadinha do pedaço) e Tommy. Como os personagens
têm menos de 5 anos, suas aventuras são deliciosamente prosaicas.
Giram em torno de roubos de latas de biscoitos, sumiços de bicicletas
e por aí vai. Já foram feitos dois longas-metragens baseados
na série, que, somados, arrecadaram mais de 200 milhões
de dólares de bilheteria. Ainda mais impressionante é a
performance nas prateleiras das lojas: o faturamento com a venda de produtos
licenciados do desenho, de bolachas recheadas a videogames, ultrapassou
1 bilhão de dólares no ano passado. Atualmente, o merchandising
em torno de Os Anjinhos faz a alegria de 600 empresas. No Brasil,
onde se lançaram mais de 100 artigos inspirados nos personagens,
há expectativa de que as vendas aumentem em 20% com a estréia
nacional do segundo filme, Rugrats em Paris Os Anjinhos,
prometida para o mês que vem. Curiosamente, essa máquina
de fazer dinheiro foi concebida a partir de sugestões de crianças,
que participaram de uma espécie de Você Decide para
opinar sobre como deveria ser o desenho.
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