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Edição 1 705 - 20 de junho de 2001
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Lucro animado

O desenho Os Anjinhos é
um negócio bilionário


Paramount Pictures/Viacom International Inc.
Os Anjinhos: sem monstrinhos

O desenho animado Os Anjinhos se tornou um fenômeno de popularidade. Exibido no Brasil pelo SBT e pelo canal pago Nickleodeon, no qual foi mantido o nome original, Rugrats, o programa é acompanhado por cerca de 30 milhões de crianças ao redor do mundo. Nele não há super-heróis, monstrinhos elétricos nem vilões assustadores. Os episódios se passam no que seria um bairro de classe média americana e são protagonizados por uma turma de pirralhos simpaticíssima – Chuckie, Phillip, Lilian, Angelica (a malvadinha do pedaço) e Tommy. Como os personagens têm menos de 5 anos, suas aventuras são deliciosamente prosaicas. Giram em torno de roubos de latas de biscoitos, sumiços de bicicletas e por aí vai. Já foram feitos dois longas-metragens baseados na série, que, somados, arrecadaram mais de 200 milhões de dólares de bilheteria. Ainda mais impressionante é a performance nas prateleiras das lojas: o faturamento com a venda de produtos licenciados do desenho, de bolachas recheadas a videogames, ultrapassou 1 bilhão de dólares no ano passado. Atualmente, o merchandising em torno de Os Anjinhos faz a alegria de 600 empresas. No Brasil, onde se lançaram mais de 100 artigos inspirados nos personagens, há expectativa de que as vendas aumentem em 20% com a estréia nacional do segundo filme, Rugrats em Paris – Os Anjinhos, prometida para o mês que vem. Curiosamente, essa máquina de fazer dinheiro foi concebida a partir de sugestões de crianças, que participaram de uma espécie de Você Decide para opinar sobre como deveria ser o desenho.

   
 
   
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