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A
notícia e o fenômeno
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| Capas
de VEJA: registro da história instantânea e dos fenômenos profundos |
Em
seus 32 anos de existência, VEJA marcou presença na vida
nacional pela freqüência e qualidade de suas reportagens sobre
questões momentosas. As notícias veiculadas pela revista
durante o ciclo dos generais foram corajosas e surpreendentes. Um exemplo
histórico é a capa de 18 de dezembro de 1968, em que o general-presidente
Costa e Silva aparece sozinho no plenário do Congresso Nacional,
que ele acabara de fechar com a edição do Ato Institucional
nº 5. Mais tarde, em 1983, nos estertores do regime, VEJA revelou
a que ponto chegaram a impunidade e ousadia dos porões militares
com as reportagens sobre a morte do jornalista Alexandre von Baumgarten.
A revista teve também papel fundamental no processo político
e popular que levou em 1992 à destituição do presidente
Fernando Collor de Mello, acusado de montar uma máquina de corrupção
sem precedentes na história administrativa brasileira. Em 1998
VEJA revelou as manobras de altas autoridades para favorecer certos grupos
na privatização do sistema telefônico. Entre 1999
e 2001 publicou quatro capas contando como banqueiros arrancaram ajuda
de pai para filho do Banco Central, num escândalo que continua sendo
investigado até hoje. Mais recentemente, a revista desnudou a teia
de desvio de dinheiro público que envolve o senador Jader Barbalho,
presidente do Senado.
Além das reportagens sobre temas como esses, VEJA sempre se empenhou
em outro campo do jornalismo, aquele que registra fenômenos mais
profundos sem que, muitas vezes, sua ação seja claramente
sentida a princípio. Um exemplo dessa segunda vertente é
a capa sobre a globalização de abril de 1996. Naquele ano,
o fenômeno ainda não era percebido no Brasil na plenitude
de seu poder perturbador. A reportagem de VEJA alertava para o fato de
que a globalização teria uma força transformadora,
para o bem e para o mal, tão profunda quanto a Revolução
Industrial. A reportagem especial desta semana, "A vida sem patrão",
retrata um desses movimentos que silenciosamente alteram o país.
Durante dois meses, a editora assistente Lia Abbud, 25 anos, cinco de
profissão, colheu dados e entrevistas que mostram os brasileiros
como o povo mais empreendedor do planeta. Nos últimos anos foi
se formando uma nova classe de pessoas que, demitidas ou voluntariamente
desempregadas, decidiram montar negócio próprio. Veja
a espetacular aventura delas.
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