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Edição 1 705 - 20 de junho de 2001
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A notícia e o fenômeno

Capas de VEJA: registro da história instantânea e dos fenômenos profundos

Em seus 32 anos de existência, VEJA marcou presença na vida nacional pela freqüência e qualidade de suas reportagens sobre questões momentosas. As notícias veiculadas pela revista durante o ciclo dos generais foram corajosas e surpreendentes. Um exemplo histórico é a capa de 18 de dezembro de 1968, em que o general-presidente Costa e Silva aparece sozinho no plenário do Congresso Nacional, que ele acabara de fechar com a edição do Ato Institucional nº 5. Mais tarde, em 1983, nos estertores do regime, VEJA revelou a que ponto chegaram a impunidade e ousadia dos porões militares com as reportagens sobre a morte do jornalista Alexandre von Baumgarten. A revista teve também papel fundamental no processo político e popular que levou em 1992 à destituição do presidente Fernando Collor de Mello, acusado de montar uma máquina de corrupção sem precedentes na história administrativa brasileira. Em 1998 VEJA revelou as manobras de altas autoridades para favorecer certos grupos na privatização do sistema telefônico. Entre 1999 e 2001 publicou quatro capas contando como banqueiros arrancaram ajuda de pai para filho do Banco Central, num escândalo que continua sendo investigado até hoje. Mais recentemente, a revista desnudou a teia de desvio de dinheiro público que envolve o senador Jader Barbalho, presidente do Senado.

Além das reportagens sobre temas como esses, VEJA sempre se empenhou em outro campo do jornalismo, aquele que registra fenômenos mais profundos sem que, muitas vezes, sua ação seja claramente sentida a princípio. Um exemplo dessa segunda vertente é a capa sobre a globalização de abril de 1996. Naquele ano, o fenômeno ainda não era percebido no Brasil na plenitude de seu poder perturbador. A reportagem de VEJA alertava para o fato de que a globalização teria uma força transformadora, para o bem e para o mal, tão profunda quanto a Revolução Industrial. A reportagem especial desta semana, "A vida sem patrão", retrata um desses movimentos que silenciosamente alteram o país. Durante dois meses, a editora assistente Lia Abbud, 25 anos, cinco de profissão, colheu dados e entrevistas que mostram os brasileiros como o povo mais empreendedor do planeta. Nos últimos anos foi se formando uma nova classe de pessoas que, demitidas ou voluntariamente desempregadas, decidiram montar negócio próprio. Veja a espetacular aventura delas.

 
 
   
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