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Terror
Esse atentado marca o início de uma nova era para a humanidade.
A tragédia ocorrida nos Estados Unidos não encontra paralelo
na história mundial, pelo momento, pelas conseqüências
e pelos desdobramentos que podem ocorrer em todos os níveis: políticos,
econômicos e sociais. O que aconteceu hoje é só o
começo.
Após os culpados atacarem os três grandes símbolos
de poder da maior potência mundial o financeiro, o militar
e o político , numa atitude evidentemente planejada, parece-me
claro que eles estão bem preparados para enfrentar o revide americano.
Todos sabemos que os Estados Unidos têm uma política de retaliação
a atos terroristas, e isso inquieta. Preocupa também ninguém
saber ao certo a quantas anda o poderio nuclear e biológico do
Oriente Médio. Talvez seja um momento de reflexão. Porque,
com ou sem guerra lá fora, a verdade é que se vive um momento
de intranqüilidade aqui mesmo, no Brasil. Até se esqueceram
do prefeito assassinado de Campinas.
Essa agressão devia estar sendo planejada havia muito tempo. Tudo
aconteceu de maneira organizada. Uma ação dessas já
era esperada, mas não nessas proporções. O que se
viu foi um ataque certeiro, meticuloso e muito bem traçado. O que
me preocupa é uma retaliação americana, que com toda
a certeza virá. Isso poderá gerar uma reação
em cadeia e, quem sabe, uma nova guerra mundial. Os Estados Unidos responderão
à altura, mas de maneira arrasadora.
Só estava faltando isso. O ataque foi premeditado, e os americanos
não acreditaram. Agora, o mundo assiste atônito a um perigo
iminente: a III Guerra Mundial. Salve-se quem puder, se puder!
As diferentes raças, homens, mulheres, crianças, anciãos
estão se esquecendo do verdadeiro significado da expressão
"ser humano". É preciso ensinar-lhes novamente o significado do
Deus Uno. Devemos respeitar as religiões de todos os povos, devemos
reaprender a amar o próximo, como a Deus. Cada um deve procurar
Deus dentro de si mesmo.
Stella C. Macêdo
Não há razões que justifiquem tal barbaridade. Mas
existe uma causa: a falta de evolução espiritual de pessoas
que só buscam a vingança, o poder. Conseqüentemente,
receberão o troco, gerando quem sabe mais guerras e mais atraso
na conquista da paz mundial.
Há um bom tempo os Estados Unidos estão voltados para uma
política de autoproteção. O que importa são
os americanos em qualquer circunstância. O triste são os
atentados terroristas, que põem em xeque a paz mundial.
Os ataques foram muito bem planejados e em tempo para que nem mesmo a
maior potência do mundo desconfiasse. A pergunta é: quem
poderia estar se vingando? Saddam Hussein, talvez, o homem que esteve
durante anos calado e escondido, pode ter tramado tudo isso.
Fico muito triste com o que está acontecendo com meus irmãos
nos Estados Unidos. Estou pedindo a Deus que conforte as famílias
das vítimas e que logo esse caso possa ser resolvido. Quero deixar
um versículo bíblico para os parentes das vítimas:
"Elevo os olhos para os montes; / de onde virá o socorro? / O meu
socorro vem do Senhor, que fez o céu e a Terra" (Salmos 121:1).
A humanidade foi atingida duramente em seu princípio fundamental.
O atentado ao coração financeiro do capitalismo foi um golpe
terrível nos detentores do poder mundial. Para nós, simples
mortais, é mais um desrespeito à vida, como vem ocorrendo
no Oriente Médio, no Afeganistão e como houve no Vietnã.
Acredito que a posição autoritária e prepotente do
presidente americano estimulou esse terrível episódio, que
deve ser condenado por todos. Para nós, simples mortais, foi um
golpe no direito de viver e ser feliz.
O que esses loucos pretendem? Provocar a III Guerra Mundial? Um ataque
nuclear por parte dos americanos?
Esse ataque, inigualável na história mundial, se deve à
política rígida instaurada pelo presidente americano, principalmente
no que se refere à ignorância aos ataques de Israel contra
os palestinos, bem como ao projeto de escudo antimísseis americano.
Os atentados vêm mostrar que a questão palestina não
é apenas o problema político-territorial a ser resolvido
entre israelenses e palestinos. Os Estados Unidos, os países europeus,
os árabes e os asiáticos não estão ausentes
dessa discussão, muito menos o mundo islâmico extremista,
que alimenta o terrorismo. Os atentados envolveram muito dinheiro e organização
e não é uma facção qualquer que vai assumir
tal ato pago com a vida de centenas de civis inocentes.
O presidente Bush não tem competência para governar o país
mais poderoso do mundo. É um caipira de pouca visão e um
antiestadista. Seu pouco jogo de cintura e sua visão ambígua
dos problemas mundiais podem levar o planeta a uma situação
sem precedentes de conflitos armados e terrorismo. Gerenciar problemas
com ameaças ou dar apoio político e militar em momento errado
é a mesma coisa que guiar um navio de encontro a um iceberg. A
humanidade tem de pedir ajuda ao todo-poderoso, pois as coisas estão
ficando pretas.
E agora? Sabemos que tudo será diferente a partir dessa data, o
mundo mudará. Podemos estar à beira da III Guerra Mundial.
Infelizmente, mais uma vez, pessoas inocentes pagam por atos desconexos
de um povo que não tem muito a perder, que festeja a morte de "irmãos"
como se estes tivessem realizado a maior obra humana. Que Deus nos proteja.
E que o presidente americano tenha calma e bom senso ao "revidar" a esses
atentados.
Acho que muita gente neste mundo ficou louca e o resto vive de soberba
e hipocrisia. A maioria das manifestações que tenho visto
dá a sensação de euforia, alguns até de felicidade,
porque humilharam o país mais poderoso do mundo, os Estados Unidos.
Não sou seu defensor, a mim o que importa são as pessoas
que morreram. O ser humano. Estamos na vida para criar um mundo melhor,
não como fazem alguns irresponsáveis, que gozam com a dor
alheia.
A humanidade está em perigo. O país que todos achavam capaz
de se defender e também a seus aliados foi pego completamente desprevenido.
Se não houver uma revanche à altura, todos estarão
vulneráveis ao desvario de fanáticos. Será que serão
necessárias medidas extremas? Qual
seria a verdadeira intenção do ataque aos Estados Unidos?
Matar alguns habitantes e destruir alguns metros quadrados de área
construída? Destruir a imagem americana? Muito pelo contrário.
Estão com os americanos, hoje, a opinião pública
mundial e países poderosos. Talvez até a Rússia e
a China.
Chamo a atenção para o detalhe de que entre as duas colisões
e o desmoronamento das torres decorreu tempo suficiente para que, com
o início da evacuação, agentes terroristas entrassem
nos dois edifícios e instalassem os explosivos que os implodiram.
Não acreditei quando liguei a televisão. A imagem me arrepiou,
impressionante. Um absurdo. Temo pelas próximas reações
que podem ocorrer após esse lamentável fato.
O ataque sofrido pelos Estados Unidos é covarde, absurdo, sem precedentes,
apocalíptico! Gostaria de manifestar meu repúdio aos infelizes
desprovidos de cérebro que estão manifestando alegria pela
morte de milhares de pessoas.
De tudo isso podemos tirar uma lição: a de que devemos nos
unir em prol do bem comum.
Maravilhosa a reportagem com o maior astro do capitalismo atual. É
muito importante para nós, novos administradores, ler e aprender
sobre essa lenda viva do mundo dos negócios ("O capital segundo
Jack", 12 de setembro).
Quem leu a obra de Welch pôde entender melhor o que vivemos com
a sucessão presidencial. Não se vê um processo de
renovação, seja das pessoas, seja das idéias. Infelizmente,
os eleitores brasileiros não "demitem" por ano 10% de nossos "piores"
representantes. A falta de renovação é tamanha que,
mesmo numa conjuntura de baixa popularidade do governo, os candidatos
de oposição não conseguem refletir algum tipo de
modernidade.
Excelente a reportagem "Isso é uma revolução" (12
de setembro). Um dos motivos pelos quais sou favorável à
reeleição é este: a continuidade de planos, programas
e projetos que deram certo, principalmente na área da educação.
O governo Fernando Henrique será lembrado na posteridade pela revolução
que fez na área do ensino fundamental.
Fiquei encantada com o artigo "Nossa nova geração". Nossos
jovens hoje não se limitam a se trancar em salas e a tramar revoluções.
Inconformados com a injusta realidade, eles arregaçam as mangas
e fazem a parte deles, ajudando em ações comunitárias
e estudando, a fim de conseguir um futuro melhor para a nossa sociedade
(Ponto de vista, 12 de setembro).
Como engenheiro de transportes e doutorando em turismo na Nova Zelândia,
justamente pesquisando como o transporte aéreo pode ajudar o turismo
brasileiro, não posso deixar de dizer que é um absurdo a
farra das carteiradas que os militares exercem no transporte aéreo
nacional. Fico me perguntando se, com todos os privilégios apresentados
na reportagem, eles estão de fato dispostos a abrir mão
da aviação civil ("A força da bancada aérea",
12 de setembro).
Apontado por VEJA como beneficiário de passagens da Vasp para uma
reunião com parentes em Brasília, esclareço que não
as pedi nem as recebi gratuitamente. Apenas, há quatro anos, solicitei
o desconto usual em todas as companhias aéreas quando se trata
de grupo de passageiros. Eu poderia ter adquirido os mesmos bilhetes,
com o mesmo desconto, em qualquer uma das demais companhias. Portanto,
ao preferir a Vasp, fiz-lhe um favor, não obtive regalia.
Roseana é a chance que o Brasil precisava para eleger uma mulher
sensível às necessidades sociais e convicta de suas decisões.
Quanto à firmeza, não conheci nenhum presidente brasileiro
verdadeiramente firme para enfrentar as maiores dificuldades do país:
a corrupção, o desemprego, as desigualdades sociais ("Tudo
por Roseana", 12 de setembro).
Houve um engano na legenda da terceira foto (da esquerda para a direita)
publicada na reportagem "Beleza põe mesa" (29 de agosto), página
133. A mesa descrita como noivado clássico, de Maria Célia
Cury, é, na verdade, casamento romântico, de autoria da decoradora
Eva Kracochansky.
A reportagem "Quase famosos" (12 de setembro) menciona o fato de eu ser
filha de Francesc Petit e nora de Rita Lee como se isso fosse um ato de
pura premeditação. Se é que a atenção
que recebo realmente se deve ao fato de ser filha de meu pai ou nora de
Rita, isso para mim é motivo de orgulho e alegria. Não pode
haver maior privilégio que ter nascido com o sobrenome de um homem
tão inteligente e criativo e poder compartilhar a vida de alguém
como Rita, que dispensa qualquer tipo de apresentação.
Fotos invertidas
Depois de assistir ao filme Amnésia, voltei à edição
de 29 de agosto para rever sua resenha. A foto apresentada está
invertida, assim como as de Saddam Hussein e do papa Pio XII (Cartas,
12 de setembro). Os ferimentos dos personagens de Guy Pearce e Carrie-Anne
Moss estão na verdade localizados na face esquerda de cada um,
e não na direita. A tatuagem que ele apresenta na parte superior
do peito só pode ser lida com o auxílio de um espelho no
filme. No entanto, na foto é possível ler perfeitamente
a mensagem "John G. raped and murdered my wife".
CORREÇÕES: A reportagem "O Proer, quem diria,
deu lucro" (12 de setembro) diz que se estimava em 1996 que o Proer custaria
660 milhões de reais ou 1% do PIB. O certo é 0,1% do PIB.
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