Edição 1 658 - 19/7/2000

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Reuters
Ana Claudia no desfile da Givenchy: apliques no cabelo e transparência


O renascimento de Vênus

Como uma Vênus de Botticelli rediviva, a top brasileira Ana Claudia Michels, 18 anos, iluminou a passarela da alta costura em Paris. Desfilando com exclusividade para Givenchy, do maluquinho Alexander MacQueen, Ana vestiu, por assim dizer, um macacão totalmente transparente, cravejado de pedrinhas cintilantes. Como acessórios, apenas sandália, calcinha de biquíni e apliques no cabelo. "Fiquei meio sem graça, mas na passarela perdi a vergonha", diz. E faz beicinho sobre aquele assunto: "Ninguém falou de celulite". Mas ela tem isso? "Claro. Toda mulher tem."

 



Diminuindo a concentração

Reuters
Sampras e Bridgette: romântico

Tem gente que nem reparou direito no feito de Pete Sampras, que na semana passada ganhou seu quarto título consecutivo em Wimbledon e completou treze vitórias – um recorde – no Grand Slam, a nata dos torneios de tênis. Os assanhadinhos estavam interessados mesmo era na platéia, onde desfilava a beleza da atriz Bridgette Wilson, de quem Sampras acaba de ficar noivo. Como foi o pedido do tenista mais certinho e sem graça dos últimos tempos? "Foi romântico", garantiu Bridgette. "Talvez eu não seja tão sem-sal assim", brincou o noivo. Pode ser. Mas, no ano passado, Sampras noivou e rompeu com outra atriz, Kimberly Williams, porque precisava "concentrar-se no jogo".



Maior legal, meritíssima

Enquanto tantas garotas de sua idade suspiram por roupas da moda, a carioca Luciana Leal curte mesmo é uma toga preta. Aos 21 anos, ela toma posse nesta semana como a mais jovem juíza do país, quinto lugar entre os dezoito aprovados no concurso do Tribunal de Justiça do Rio. Para chegar lá, passou dez horas diárias estudando, durante três anos. "Abdiquei totalmente do lazer", diz a nova meritíssima, que não tem namorado. Com a tarimba de quem entrou na faculdade aos 14 anos e se formou aos 18, não teme condenar e absolver pessoas. "Sou madura", garante..



Só para não enferrujar

Marcos Mendonça
Ronaldinho, na Ferrari: de bem com o público e com o rei da Espanha

Para quase todos os mortais, comprar uma Ferrari é sonho impossível. Pois o jogador Ronaldinho, coitado, não consegue é vender o carrão de 500 000 reais. Na semana passada, foi visto ao volante do bólido no Rio de Janeiro, apesar de ter dito a VEJA há seis meses que nunca mais o dirigiria, magoado com as críticas de que estaria ostentando demais sua fortuna. Ronaldo aproveitou o bom momento: junto com a patroa Milene e o filho Ronald, de 3 meses, ele fez o maior sucesso com um velho conhecido, o rei Juan Carlos da Espanha, em visita ao Rio. Ronald abriu o berreiro na hora dos discursos. "Corri para uma salinha para amamentar", diz Milene.



A transmutação da trilha sonora

Cida Souza

Padre Antônio Maria, com Roberto Carlos: abençoados


Atenção donos de motel saudosistas: não vão confundir a trilha sonora. A nova versão de Como é Grande o Meu Amor por Você, o clássico de Roberto Carlos, vem aí transmutada em hino religioso. Com "você" devidamente substituído por "Jesus", faz parte do novo disco do padre Antônio Maria, conselheiro espiritual de Roberto Carlos. A sugestão, diz o padre, partiu do próprio rei. "Eu já pensava em interpretar a música dessa maneira. Quando Roberto sugeriu a troca, foi como se o próprio Deus tivesse abençoado minha decisão", emociona-se.





Está faltando alguém em Camp David

Selmy Yassuda
Chico, o mediador: agora, a coisa vai

É incrível como ninguém pensou nisso antes: negociações de paz no Oriente Médio comandadas por Chico Anysio, 69 anos. Pelo menos é o que o humorista anda espalhando. Na esteira de um convite para uma viagem com agenda cultural, Chico diz que, no final de agosto, vai tratar do momentoso assunto com o líder palestino Yasser Arafat e com o ex-primeiro-ministro Shimon Peres – já antecipando, com notável perspicácia, o fracasso das negociações em curso em Camp David, patrocinadas por Bill Clinton. "Sempre se usou a política. Meu caminho é o humor", afirma. Coberto de razão, certamente.

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui
e Marcelo Carneiro
, Ronaldo França, Sergio Martins e Silvia Rogar