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"Vejo que ainda existe muita gente
presa à mediocridade consumista. Ah, se o dinheiro
comprasse maturidade..."
Leonardo Hyppolito
leohyppolito@hotmail.com |
Ricos
Excelente a matéria de capa de VEJA
da semana passada ("Uma visita ao mundo dos brasileiros
ricos", 12 de julho). Mas senti uma ausência na relação
dos que ganham mais de 500.000
reais (declarados) por ano. Os artistas. Não dá
para imaginar que essas duplas "sertanojas", esses horrorosos
pagodeiros, todos cheios de discos de ouro e platina, ganhem
menos de 500.000 reais por ano.
Edmilson Siqueira
Campinas, SP
Confesso que o primeiro impulso é ter
uma inveja avassaladora de tamanha gastança. Mas
num segundo momento fica difícil acreditar que existam
pessoas tão desprovidas de ideais e bom senso.
Maricel Lara Nogueira
Curitiba, PR
Os "ilustres" entrevistados mostraram com
sua extravagância sem par quão distantes estão
da triste realidade brasileira. Todo esse dinheiro não
foi capaz de lhes dar um mínimo de bom senso.
Betânia Abreu
Anápolis, GO
Comovente a chateação da socialite
paulista Emily Cochrane por ter sido mal atendida pelas
dasluzetes. Sem nenhum despeito, o que está faltando
é um bom tanque de roupas para lavar.
Luiz Carlos Ralco de Oliveira
São Paulo, SP
Aqui em Curitiba, tem shopping center em que
é melhor você nem aparecer. Por mais que você
tenha dinheiro, acabam tratando-o como um ser de outro planeta,
um asco. Essas idiotas não perceberam ainda que quem
vem de berço não fica ostentando? Uma vez,
numa dessas lojas, já quando entrei ficaram me olhando
de cima a baixo. Perguntei quanto custava tal coisa, não
responderam; pedi pela gerente, era outra insuportável.
Disse que gostaria de ver uma série de coisas, ou
seja, fiz que ela descesse as prateleiras inteiras e não
levei um figo podre. E ainda acrescentei: isso é
para você aprender a não ser tão nojenta,
eu não tenho culpa se você nasceu do outro
lado do balcão. Virei as costas e fui embora.
Viviane Osik
Curitiba, PR
Luiz Francisco de Souza
Fico feliz em saber que neste país
ainda existem pessoas do calibre do procurador Luiz Francisco
de Souza. Se FHC e os congressistas tivessem boa vontade,
lutariam pela mudança da Constituição,
para que o próximo procurador-geral saia de uma lista
tríplice, dando mais autonomia ao Ministério
Público para agir nos crimes do colarinho-branco
(Amarelas, 12 de julho).
Kelson Guarínes dos Anjos
Nova Natal, RN
Ao ler a entrevista, concluí que o
procurador se julga acima de tudo e de todos. Critica seu
superior hierárquico e coloca-se acima do Poder Judiciário.
Será o único certo?
Milton Rodbard
Curitiba, PR
Ensaio
Observações inteligentes, as
do senhor Roberto Pompeu de Toledo. Será que os partidos
perderiam seu "odor" se alterassem o nome? Ou talvez tivessem
de mudar suas siglas para estabelecer coerência entre
a prática e o distante discurso? O PFL poderia modificar
ligeiramente sua sigla para Partido da Concentração
de Renda. O PMDB está mais para Partido da DESmobilização...,
e o PSDB deveria radicalizar e mudar para PACW o Partido
do Apoio ao Consenso de Washington (Ensaio, 12 de julho).
Luiz Eduardo Belletti
Curitiba, PR
Como Roberto Pompeu de Toledo diz, nomes de
partidos não dizem nada. Existe, sim, uma ampla sopa
de letrinhas no Congresso, como também nas Assembléias
Legislativas e Câmaras Municipais, que serve apenas
para nos deixar engasgados de indignação com
tanta corrupção e indiferença.
José Eustáquio Lobo
tacolobo@ig.com.br
Ricos 2
Fiquei indignado com o comportamento dos ricos.
Será que se faz necessária a distribuição
de lentes de aumento para tais pessoas enxergarem a atual
situação brasileira? Como podem ser tão
egoístas ("Uma visita ao mundo dos brasileiros ricos",
12 de julho)?
Marcos Ferraz
Washington, DC, EUA
O Brasil está cada dia mais violento,
sem o mínimo de segurança. Para piorar, há
muitos analfabetos e pessoas que não têm onde
morar nem o que comer. Rezo todos os dias para não
ver coisa pior. Mas, depois de saber que existem pessoas
que possuem apartamentos apenas para guardar roupas de grife,
confesso: que venha a guerra, estou preparada para tudo!
Sandra Aparecida Coelho
Caieiras, SP
É revoltante ver que, num país
onde pessoas ainda morrem de fome, existem outras que gastam
20.000 reais em uma única
bolsa. Ricas no bolso, mas pobres de espírito!
Nathalia Fernandes
Joinville, SC
Televisão
Obrigado a VEJA por chegar aos domingos em
nossas casas e nos salvar da passividade que é ter
de ficar em frente da televisão assistindo de camarote
à regressão cultural brasileira ("Campeões
do lixo",12 de julho).
Eky Carvalho Barradas
Teresina, PI
Concordo em gênero, número e
grau com a reportagem que mostra o lixo "humorístico"
que as emissoras de TV estão produzindo. A queda
de audiência é o melhor remédio que
o público pode aplicar contra isso. Felizmente, temos
outras opções na TV a cabo, que nos oferece
entretenimento sadio e cultura.
Henrique Jorge da Silva
Balneário Camboriú,
SC
João Kléber e Tom Cavalcante
precisam ser avisados de que existe uma distância
muito grande entre imitador e humorista de verdade.
José Antoni
etc@u-net.com.br
Por que, ultimamente, está tão
difícil os programas de humor fazerem rir? A reprise
de Os Trapalhões é, de longe, o melhor
do gênero na TV. E ninguém consegue reproduzir
o humor inteligente do seriado americano Friends.
Luis Gonzaga Gomes
luggomes@uol.com.br
São João da Boa Vista, SP
Como leitora assídua de VEJA e funcionária
da TV Câmara, gostaria de acrescentar dados à
nota publicada (Holofote,12 de julho) sobre sua programação.
Importante esclarecer que as palestras citadas por VEJA
fazem parte da programação normal da TV Câmara,
intensificadas nos meses de julho e dezembro, em virtude
do recesso parlamentar. Como é do conhecimento da
imprensa escrita e falada, as sessões são
transmitidas, sempre que possível, na íntegra,
sendo apenas realizadas em menor número em razão
do referido recesso, mas a programação jamais
deixa de cumprir com o objetivo precípuo para o qual
a emissora foi criada.
Bianca Cobucci Rosière
Brasília, DF
Cultura
O artigo "É um espanto" (12 de julho),
sobre as orientações do Ministério
da Cultura em relação aos projetos O Guarani,
de Norma Bengell, e Chatô, de Guilherme Fontes,
merece retificação em dois pontos de informação
factual. Primeiro, o processo referente a O Guarani
não se encontra mais no Ministério da Cultura.
Desde 17 de janeiro deste ano, foi, na forma da lei, enviado
ao Tribunal de Contas da União, em face das irregularidades
constatadas em sua prestação de contas. Segundo,
o Ministério da Cultura está procedendo, em
cumprimento a suas obrigações e dentro dos
prazos legais, à análise da prestação
de contas de Chatô, que cobre um período
de quatro anos: 1996-1999. O ministério contratou,
no dia 5 deste mês, os serviços de auditoria
da Universidade de Brasília, que já designou
um profissional para examinar a prestação
de contas de Fontes, entre outros.
Sheila Sterf
Comunicação social
do Ministério da Cultura
Brasília, DF
Claudio de Moura Castro
Como itabirano e descendente do Batistinha
(José Baptista Martins da Costa Júnior), senti
o maior orgulho ao vê-lo na mesma página em
que estão Santos Dumont, outro ilustre mineiro, e
os irmãos Wright (Ponto de vista, 12 de julho). Batistinha,
magistralmente retratado no Almanaque do Batistinha,
da psicanalista Maria Inês Lodi (neta do biografado),
era de fato uma figura ímpar, que acreditava na bondade,
era criativo e levava a sério a função,
hoje reabilitada, do ócio. O engraçado é
que, casado durante anos com uma mulher extremamente racional,
quando ela desejava me ofender ou me deixar embaraçado
me chamava de "descendente de Batistinha", o que, revelo
agora, sempre me orgulhou. Valorizemos os Batistinhas. O
Brasil precisa muito mais deles que dos corruptos que assolam
nossa vida e atrasam o país.
Robinson Damasceno dos Reis
Itabira, MG
Ao fazer uma crítica sobre o pensamento
brasileiro, o artigo abre perspectivas, pois nos convoca
à memória e à história, para
dar um passo a mais: fazer um esforço em direção
aos atos efetivos que transformem o ambiente em que vivemos.
Maria Inês Lodi
milodi.bh@zaz.com.br
Guia
Tenho 23 anos e estou impressionado com a
reportagem "Jovens e perigosos" (12 de julho). Já
tinha consciência de que nós, os mais jovens,
somos os responsáveis por muitos dos acidentes de
trânsito, só não sabia que éramos
tanto assim. Dos quatro fatores de risco citados por VEJA,
rachas nunca fiz. Desde o novo Código, quando bebo,
tomo no máximo dois copos de cerveja antes de dirigir.
Logo que tirei a carteira, gostava de correr muito, mas,
um ano depois, bati o carro numa noite chuvosa quando, por
ironia, estava a menos de 70 quilômetros por hora.
Meu pai disse que aquilo tinha sido um aviso para eu ter
mais cuidado. Iniciativas como a do Hospital Sarah, em Brasília,
deveriam ser seguidas em outras cidades. Isso evitaria que
muitos jovens se tornassem estatística entre mortos
e feridos no trânsito, ou até mesmo matassem
outras pessoas.
Fernando Levi Buarque
Recife, PE
Para nós, jovens, é muito consolador
saber que há empresas, como a Junior Achievement,
que se dedicam a nossa formação profissional,
ainda mais em um mercado de trabalho cada vez mais concorrido.
Participei do programa Mini-Empresa e reconheço o
amadurecimento profissional e pessoal que ela proporciona
("Lições para ganhar dinheiro", 12 de julho).
Samantha Gil Prates
samantha@hotnet.net
Porto Alegre, RS
Comportamento
É mesmo triste ver a que ponto estamos
chegando no Brasil, onde as mulheres precisam sair de casa
com a chamada "bolsa do ladrão" e os especialistas
nos aconselham a sempre andar com bastante dinheiro para
que os ladrões fiquem felizes e nada de pior nos
aconteça. É mesmo triste, mas assim está
o Brasil, assim é o mundo de hoje ("Mulheres em pânico",
12 de julho).
Matteo Sarubbi
teosarubbi@hotmail.com
Congresso
Excelente, imparcial, precisa e equilibrada
a reportagem "Im(p)unidade" (12 de julho). Toda a evolução
da teoria da tripartição dos poderes foi durante
séculos descrita e examinada, de Locke, na Inglaterra,
a Montesquieu, na França, gerando os sistemas inglês
e francês. No entanto, por melhor que tenham sido
as intenções dos constituintes brasileiros,
seus modelos de Constituição não podem
medrar no Terceiro Mundo, em especial quando se trata da
terra do "jeitinho" e das falcatruas. Mais elucidativa que
o ótimo texto da reportagem foi a ilustração.
Basta olhar para as duas fotos (os parlamentos inglês
e brasileiro) para constatar o gigantesco contraste em termos
de seriedade e compostura.
Maria Thereza Rezende Teixeira
tetert@infolink.com.br
Athina Onassis
Fiquei comovida com o problema da neta de
Aristóteles Onassis. Confesso que desde que li a
reportagem não consigo dormir direito pensando numa
maneira de ajudar a pobre moça a solucionar um problema
desse tamanho. Afinal, livrar-se de 1,5 bilhão de
dólares não é uma tarefa fácil.
Mas estive pensando e, se ela quiser uma sugestão,
posso passar o número da minha conta corrente e dividir
o encargo com ela. Tenho certeza de que saberia muito bem
como administrar esse problema verdinho ("Dinheiro demais",
12 de julho)!
Aureni de Almeida
Vitória da Conquista, BA
Eduardo Jorge
Importante neste imbróglio entre o
ex-secretário da Presidência Eduardo Jorge
e o juiz Lau-Lau é a revelação do processo
de tomada de decisão do Planalto. Parece que o guru
é Chico Buarque e seu inesquecível refrão:
"Chama o ladrão!" ("O homem dos conselhos milionários",
12 de julho).
Israel Jaques Wainer
ijwainerneco@ig.com.br
Brasília, DF
É uma vergonha que nosso presidente
seja no mínimo conivente com toda essa bandalheira.
Ele deve explicações à nação
sobre mais esse escândalo.
Paulo Roberto de Faria
Taubaté, SP
Exigimos a apuração de toda
a bandalheira que está colocando em dúvida
a honestidade deste governo.
José Américo Machado
jose-machado@
uol.com.br
CORREÇÕES: Adolf Hitler era austríaco
e não alemão, como informou a reportagem "Pena
nazista" (12 de julho).
Ariano Suassuna não é pernambucano, como foi
publicado em Veja essa (12 de julho), mas paraibano.


A
reportagem "Inferno no paraíso" (12 de julho),
sobre a falta de infra-estrutura e as dificuldades
enfrentadas por moradores e visitantes do arquipélago
de Fernando de Noronha, foi confirmada por uma dezena
de leitores. Paulo Manuel Moreira Souto, de João
Pessoa, foi um deles: "Na época em que estive
por lá, não havia padre, e o administrador
só aparecia a cada quinze dias, já que
morava no Recife e tudo era muito caro! Não
entendo por que chamam aquilo de paraíso".
Lena Peres, de São Paulo, esteve por lá
no início do ano passado e ajudou a socorrer
vítimas de um acidente de carro. Ela fala da
precariedade do hospital local, sem gaze, raios X
nem médicos treinados para atender a traumas.
Mergulhadora há dez anos, Lena alerta também
para a ausência de equipamentos de segurança,
como coletes salva-vidas, nos barcos de mergulho.
Nem tudo, porém, é choro e ranger de
dentes na ilha, uma das pérolas de nosso litoral.
A reportagem "Jóias preservadas" (20 de janeiro
de 1999) tratou Fernando de Noronha como "um dos lugares
mais bonitos e bem preservados da costa brasileira"
e "exemplo de como conciliar turismo com proteção
da natureza". A preocupação com a preservação
ambiental na ilha já havia sido registrada
na reportagem "Gelo ecológico" (3 de setembro
de 1997), que citou o plano de substituição
dos 700 refrigeradores locais por "aparelhos que poluem
menos", sem o gás clorofluorcarbono
CFC. Essa medida reduziria a queima de diesel na usina
que fornece a energia local em 300.000
litros por ano. A coluna Hipertexto (10 de março
de 1999) anunciou a chegada da internet, incrementando
as comunicações do arquipélago
com o restante do país e do mundo. Uma melhoria
importante na qualidade de vida dos ilhéus.
Foi pela rede mundial de computadores que a leitora
Luzineide Azevedo de Morais, moradora da ilha, protestou
contra a inclusão da história de sua
separação do marido, com a divisão
ao meio da casa em que moravam, no corpo da reportagem
da semana passada. "Não fui ouvida", reclamou.
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