Inferno astral
Whitney Houston anda
estranha.
Estaria a cantora usando drogas?
| Divulgação |
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A cantora
em O Guarda-Costas:
no auge |
A cantora americana Whitney Houston
arde num inferno astral de lascar. Rumores dão conta
de que ela está na pior por abusar do álcool
e das drogas. Andam dizendo também que é vítima
de violência nas mãos de seu marido, o cantor
de rhythm & blues Bobby Brown, descrito como um adepto
de prática sádicas. É pouco para soterrar
a reputação de uma diva pop que já
vendeu mais de 50 milhões de discos no mundo inteiro?
Pois tem mais. Há quem jure que Whitney, par romântico
de Kevin Costner no sucesso O Guarda-Costas, é
lésbica. Último toque nesse quadro amargo:
sua voz já não exibiria aquele timbre aveludado
de anos atrás. Com tudo isso desabando sobre sua
cabeça, a cantora tornou-se um dos temas prediletos
da imprensa americana. Sua desgraça está,
por exemplo, na capa mais recente da revista People.
É claro que há boa dose de fantasia em tais
especulações. Mas ninguém duvida que
Whitney, um dos gogós mais potentes dos anos 90,
está mesmo com problemas. As suspeitas lastreiam-se
numa série de aparições desastrosas
e sumiços constrangedores da artista, que ultimamente
revela um semblante abatido.
Os incidentes começaram em
janeiro, quando ela foi flagrada com 15 gramas de maconha
num aeroporto do Havaí. Os seguranças acharam
a erva em sua bolsa e acionaram a polícia. Whitney
foi mais esperta. Fingindo que o problema não era
com ela, embarcou de fininho no avião, deixando para
trás os tiras e sua bagagem suspeita. Vexame maior
ainda estava por vir. Escalada para cantar na cerimônia
do Oscar, em março, ao lado de vários astros,
teve sua participação abortada porque chegou
atrasada ao ensaio, errou a letra e cantou pessimamente.
O maestro Burt Bacharach, conhecido pela personalidade irascível,
disparou: "Suma daqui. Você está fora de si".
Há duas semanas, durante uma sessão de fotos
para a revista Jane, quem esteve presente assustou-se.
"Ela olhava para o vazio e ficava tocando piano no ar",
relatou uma testemunha.
Na semana passada, na gravação
de um especial de TV, Whitney soltou frases desarticuladas,
tropeçou no palco e parou de cantar para pigarrear.
Ela faltou a cinco dos 24 shows de sua última turnê
e virou motivo de chacota ao gazetear um evento beneficente,
em abril. Na ocasião, a artista que a substituiu
como apresentadora passou a mão no nariz maliciosamente,
sugerindo que a estrela cheira cocaína. Muitos amigos,
contudo, apostam que seu real problema é o marido,
o bad boy Brown. Além de ter freqüentemente
problemas com drogas, ele possui fama de machão controlador,
desses que dão palpite até nas entrevistas.
Magoada, a cantora de I Will Always Love You nega
todo esse tormento. Terá uma chance de dar a volta
por cima como fez Tina Turner nos anos 80
ao lançar seu novo disco, uma coletânea de
hits, em maio. Até lá, recomenda-se reza brava
e banho de sal grosso.