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Edição 1 769 - 18 de setembro de 2002
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"11 de setembro de 2001. Que esta data marque na memória de cada um que é preciso aprender com os erros do passado para ter um futuro melhor."
Rodrigo Paes Lima
Goiânia, GO

 

Especial 11 de Setembro

No dia 11 de setembro de 1968, na véspera do meu aniversário, a Editora Abril me dava um presente, com o lançamento de sua nova publicação – VEJA –, que vinha acompanhada em seu título de um "e Leia". Na capa, "O grande duelo no mundo comunista". No mesmo dia 11 de setembro, 34 anos depois, na capa de VEJA, "O mundo nunca mais foi o mesmo", uma excelente edição sobre o grande duelo em um mundo capitalista, em que o fanatismo ainda sobrevive e assusta. Um único senão, talvez em virtude da emoção e da procura de melhores notícias, VEJA esqueceu o próprio aniversário. Eu não tinha como. Parabéns!
Roberto Antonio Cera
Piracicaba, SP

A ofensiva contra o Iraque que está sendo desenhada neste momento parece um sinal claro da intenção americana de desviar a atenção de seus inúmeros problemas internos. Como se sabe, criar inimigo externo é prática costumeira entre líderes que desejam desviar a atenção de suas reais dificuldades de governança interna.
Márcia da Mota Darós
Maastricht, Holanda

 

Luiz Roberto Londres

Fiquei extremamente feliz em ler a entrevista com o doutor Luiz Roberto Londres (Amarelas, 11 de setembro). Sou psicóloga, trabalho na área de gerontologia e penso exatamente como ele: de que nos adiantará viver mais anos sem desfrutar os pequenos prazeres da vida? Será essa ditadura da medicina moderna o que chamamos qualidade de vida? E, além disso, para que servem tantos aparatos tecnologicamente modernos se o médico moderno não se digna sequer olhar nos olhos do seu cliente na hora da consulta?
Fátima Furtado Viana
Natal, RN

 

Claudio de Moura Castro

Tenho filhos adultos, de 24 e 25 anos, já formados e independentes do ponto de vista financeiro. Sou de classe média e meus filhos estudaram em colégios públicos de Brasília até a 5ª série do ensino fundamental. Passaram no primeiro vestibular nos cursos que escolheram. Hoje, quando me perguntam qual é a mágica, eu respondo orgulhosa: "Acompanhei seus deveres escolares, fui a todas as reuniões da escola, estimulei o hábito da leitura". Isso fez toda a diferença.
Maria Aparecida Cordeiro
Brasília, DF

 

Veja essa

O senhor Paulo Maluf diz: "Comigo, bandido vai trabalhar. Se ele quer tomar leite, vai lá ordenhar a vaquinha" (Veja essa, 11 de setembro). Só que ele já foi governador e sabemos que nenhum bandido foi à vaquinha.
Hermeval Carlos Zanoni
Colatina, ES

 

Eleições

O Brasil pode estar caminhando para a pior aventura política de todos os tempos ("Lula lá no primeiro turno?", 11 de setembro). Ou a ordem natural da vida perdeu a lógica. Não é racional que um homem, para mostrar eventual capacidade de lidar com a administração pública, deva começar pelo cargo mais importante do país.
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT

 

Mulheres

Com um eleitorado feminino maior que o dos homens, os candidatos à Presidência precisam muito mais do que a simples figura de uma mulher desfilando do seu lado. O universo feminino é uma incógnita que, além de ser desvendada, precisa ser interpretada. Para isso, não basta carregar como um baluarte alguém que apesar de ser mulher tenha pensamento machista ou notada submissão. As mulheres não podem e não querem mais – em sua grande maioria – fazer o papel de figurante ("Uma saia justa nos candidatos", 11 de setembro).
Mirna Machado
Guarulhos, SP

 

Guia

Sobre a reportagem "Garanta o melhor lugar" (Guia, 11 de setembro), como funcionária de companhia aérea, estou acostumada com pedidos de passageiros pelos assentos na primeira fila e na fila de emergência. Esses assentos oferecem um pouco mais de espaço, mas existem certas restrições: a primeira fila é geralmente reservada para mulheres grávidas, mães com crianças ou crianças desacompanhadas. Dependendo do caso, também acomodamos pessoas com problemas de circulação, operação no joelho etc. Na saída de emergência, crianças e pessoas com problemas não podem ficar, a prioridade é para pessoas que possam abrir a porta e ajudar os demais no caso de alguma emergência.
Chrystianne Melo
Dublin, Irlanda

 

Especial 11 de Setembro II

Como bombeiro, quero pedir a atenção para certos aspectos que, a meu ver, são verdadeiras lições a ser aprendidas pelos nossos serviços de emergência, especialmente o Corpo de Bombeiros. Não resta dúvida de que, apesar de heróico, o trabalho do Corpo de Bombeiros de Nova York deixou a desejar. A imprensa americana publicou, depois de cinco meses de intensa pesquisa, uma série de artigos destacando os gravíssimos erros cometidos pela corporação, responsável maior pela resposta emergencial ao desastre. Os principais problemas que emergiram da investigação foram: ineficiência do sistema de radiocomunicação; despreparo técnico dos profissionais; ausência de planos de intervenção em catástrofe para vigorar quando interagem várias organizações que atuam em emergência; perda da disciplina operacional e perda do controle das cerca de 200 equipes que trabalhavam no resgate às vítimas. Esses dois últimos itens são derivados, em grande parte, do colapso das comunicações, uma vez que não havia como coordenar as guarnições de bombeiros dentro dos prédios sem o apoio de rádio.
Luiz Roberto Carchedi
Coronel da reserva, ex-comandante da corporação, com 26 anos de atividades no Corpo de Bombeiros de São Paulo
Boituva, SP

 

Luiz Roberto Londres II

É impossível deixar de comentar a entrevista com o doutor Londres (Amarelas, 11 de setembro). Ele demonstra honestidade, sinceridade e sensatez em suas declarações. Identifiquei-me com todos os seus posicionamentos. Quem dera todos os médicos fossem assim. Muito bem, VEJA!
Bruno Ferreira B. Almeida
São Luís, MA

Obrigado, doutor Luiz Roberto Londres. Sua opinião marca a diferença entre os que exercem a profissão por vocação e os que trabalham por dinheiro.
José Carlos Poletto
Flores da Cunha, RS

Quero cumprimentar a revista VEJA e o doutor Luiz Roberto Londres pela importante entrevista. No atual estágio da profissão médica no Brasil, temos assistido a um tecnicismo exacerbado, em detrimento da relação médico-paciente. A avalanche tecnológica que inundou a prática médica pode, se não tomarmos cuidado, tirar o que temos de mais belo e importante em nossa profissão, que é o forte conteúdo humanitário.
Doutor Héder Murari Borba
Presidente da Federação Nacional dos Médicos
Rio de Janeiro, RJ

 

Para usar

A dica sobre eleições ("O voto é secreto", Para usar, 11 de setembro) foi muito oportuna. É bom ressaltar que o lembrete serve, também, para ser usado em qualquer tipo de relacionamento, inclusive afetivo: ao tentar convencer o namorado ou a mãe de que sua opinião é sensata corre-se o risco de desencadear um conflito que pode desgastar a união. Muitas pessoas detestam discutir política e candidatos. Meu conselho como eleitora é somente dizer às pessoas que considerem seu voto único e decisivo, e torcer para que elas reflitam mais sobre a importância de sua escolha.
Camilla Iglecia
Diadema, SP

 

Guia

Em relação ao conteúdo da reportagem "Segredos da pele" (Guia, 11 de setembro), parece-me oportuno e prudente esclarecer, para que não gere conclusões errôneas por parte dos pacientes, que a isotretinoína não constitui nenhuma novidade. Lançada no mercado cerca de vinte anos atrás, e disponível no Brasil há nove, trata-se de medicamento cuja eficácia e confiabilidade há muito estão comprovadas.
Bernardo Gontijo
Professor de dermatologia da UFMG
Belo Horizonte, MG

 

"Seu Creysson"

Após a leitura da "intrevístia" com Seu Creysson, descobri ser ele um ótimo "candidátio", pois seguramente, caso "elêitio", não terá contas na "Çuíssa", nas "Barramas" nem nas Ilhas "Kaymam", uma vez que este é "narfabético" e não sabe onde ficam esses lugares.
Edilene Pereira de Amorim
Alfaix Natario
Gurupi, TO

Os Cassetas deveriam melhorar o nível do programa com as já tradicionais críticas às nossas autoridades e as sátiras às nossas mazelas sociais, como a violência.
Julio Cesar Ferreira Santos
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

Decididamente, Diogo torna minhas tardes de domingo mais divertidas. Por favor, não desista ("Diogo para presidente (3)", 11 de setembro).
Ígia Siminéa Aranha
Natal, RN

Não, Mainardi, não desista de sua candidatura. Troque de mulher. Assim você terá um "pillar" melhor para te sustentar. No discurso, não esqueça de dizer que criará 8 milhões de empregos. Deixe a barba crescer e siga com muita paz e amor. Com essa fórmula, é segundo turno na certa. Afinal, o que seria do Hino Nacional sem você? Um abraço de sua fã de carteirinha.
Renata Martim
Santa Barbara d'Oeste, SP

Queremos expressar nosso apoio ao colunista de VEJA Diogo Mainardi, que em sua coluna expressa brilhantemente a "fórmula" correta para governar o Brasil. Ele já tem os nossos dois votos para presidente. Estamos contigo, Diogo!
Maria Elena Bolson G.
e Waldir de Oliveira Junior
S. Pedro G. Garcia, México

Poucas pessoas, raras mesmo, têm capacidade para opinar com tanta racionalidade e isenção de paixões e nacionalismos bobos quanto Diogo Mainardi. Pena que gente assim não é, nem nunca será, candidata a presidente ("Diogo para presidente (2)", 4 de setembro).
Luiz Villela
Campinas, SP

 

Pacientes terminais

O risco de câncer de mama para uma mulher portadora de mutação do gene BRCA1 ou BRCA2 varia de acordo com a população estudada e o tipo de mutação encontrada (há mais de 1.000 mutações descritas) e tem oscilado entre 35% e 82%. O estudo apresentado em "Revisão de genes" (4 de setembro) não necessariamente se aplica a nosso meio. Estamos recolhendo os primeiros dados desse tipo, em sessenta famílias estudadas em nosso departamento. Várias mutações têm sido descobertas nessas pacientes brasileiras, e o risco para algumas delas parece ser bastante alto. Portanto, as mulheres portadoras dessas mutações ainda devem ser encaradas como pessoas de risco elevado (de três a oito vezes em relação à população geral). Além disso, não há evidências na literatura médica de que mudança de hábitos (dieta e exercícios) consiga diminuir de maneira apreciável esse risco.
Sergio Daniel Simon
Coordenador do serviço de oncogenética do departamento de oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein
São Paulo, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

O articulista é um marco do jornalismo brasileiro. Não é à toa que sua coluna é a primeira coisa que leio na revista. O alerta sobre o Acre é válido, mas fica a pergunta: até quando precisaremos dessas brilhantes e esclarecedoras opiniões para tomarmos uma atitude ("O sinal de alarme que vem do Acre", Ensaio, 4 de setembro)?
Dario Dany Ruidiaz Barboza
Uruguaiana, RS

Como brasileira, tenho o cívico dever de agradecer, assim, despudoradamente, ao esclarecedor serviço social que essa coluna tem prestado às pessoas que, como eu, passam atônitas por esse momento de transição política.
Iolanda Garay
Curitiba, PR

 

Everardo Maciel

Muito bom o perfil do secretário da Receita Federal, Everardo Maciel ("O predador", Perfil, 28 de agosto). As comparações entre o que se paga por um produto e o que se paga de imposto foram muito ilustrativas. As alfinetadas elegantes sobre as injustiças da arrecadação e o modo como o poder público torra esse recurso também foram perfeitos. Há tempos admiro o trabalho da jornalista Thaís Oyama. O texto estava perfeito. Parabéns!
Daniel Evangelista
São Paulo, SP

 

CORREÇÕES: A foto do senhor Edward Fine, publicada na página 47 da edição 1 768 de VEJA ("A história de quem sobreviveu", 11 de setembro), foi tirada quinze dias depois do atentado de 11 de setembro do ano passado, e não "há duas semanas". O lixo produzido pelos delegados na Cúpula da Terra foi calculado em cerca de 300 toneladas, e não 289.000 toneladas, como informamos na reportagem "Muito barulho por nada" (11 de setembro).

 

DAVI
Divulgação


O leitor José Odenir Dalmaschio, de Colatina, Espírito Santo, escreveu para a redação alertando que a imagem de Davi, de Michelangelo, apareceu invertida na reportagem "A história de Joãozinho" (11 de setembro). Realmente, na versão original da obra, a funda se encontra na mão esquerda e a pedra, na direita.


Veja também
Da internet
Foto da estátua
Imagem e descrição de Davi



A WICCA

A reportagem "Onde estão os bebês gênios" (4 de setembro) informou que o jovem americano Doron Blake "é apaixonado por taoísmo, budismo e wicca, uma pseudo-religião que invoca os princípios da bruxaria". Três dezenas de leitores de VEJA escreveram para a redação reclamando do tratamento que foi dado à crença. Claudiney Prieto, presidente da Associação Brasileira da Arte e Filosofia da Religião Wicca (Abrawicca), escreveu: "O termo 'pseudo' exprime a idéia de falso, o que a religião wiccaniana não é. Hoje, a wicca é uma religião constitucional nos EUA e em inúmeros países da Europa e cresce substancialmente em nosso país". Muitas vezes chamada de "bruxaria moderna", "religião da deusa", a wicca é uma crença neopagã que tem origem nos antigos povos europeus e conta com cerca de 12 milhões de praticantes em todo o mundo.

Veja também
Da internet
Abrawicca.org



MAIS UM RECORDE

A entrevista em que o doutor Luiz Roberto Londres (Amarelas, 11 de setembro), dono da Clínica São Vicente, um dos hospitais mais conceituados do Rio de Janeiro, fez críticas à forma como a medicina é praticada hoje em dia bateu um recorde de correspondência dos leitores. A marca anterior pertencia à apresentadora Adriane Galisteu (8 de setembro de 1999), que mereceu 354 cartas. A conversa com o doutor Londres também passou a ocupar a sétima posição no ranking das matérias mais comentadas da história de VEJA, incluindo aí, além das entrevistas, as reportagens, os artigos e as críticas. A explicação para o fenômeno está nas palavras do leitor Wille Duarte Costa, de Belo Horizonte, Minas Gerais: "O doutor Londres desmitificou, com linguagem elegante, a chamada ditadura da medicina em que quase tudo é proibido, tirando o prazer das pessoas, modificando hábitos".



 
 
 
 
   
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