Edição 1 624 -17/11/1999

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Roberto Campos
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Notas internacionais
Cotações
Hipertexto
Gente
Datas

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Bug do milênio

O fim está bem próximo

Anderson Marçal

Os técnicos do governo federal envolvidos no projeto do bug do milênio, a brasa dormida que muitos acreditam vai paralisar alguns computadores na noite de 31 de dezembro para a madrugada de 1º de janeiro de 2000, relaxaram na semana passada para uma breve comemoração. Não definitiva, mas o suficiente para um alívio coletivo: 96% dos sistemas de tecnologia da União foram corrigidos e estão preparados para enfrentar o problema. Nos setores mais vitais, como os de energia elétrica, comunicações e infra-estrutura, foram feitos testes exaustivos. Faltam apenas alguns ajustes no Ministério da Agricultura. A preocupação agora é com os Estados e os mais de 5.500 municípios. São Paulo, Bahia e Goiás estão entre os mais adiantados. Minas Gerais e Amazonas estão na lista de quem pouco liga para a ameaça digital. O plano de contingência foi montado pelo Ministério da Defesa (www.defesa.gov.br), que colocará 4.000 pessoas e 30% de todo o efetivo das Forças Armadas de plantão no último dia de 1999.

   
 

Intervalos maiores

Antonio Milena


As empresas aéreas nacionais informaram ao Ministério da Aeronáutica (www.fab.mil.br) sobre o fim das correções em seus sistemas, mas medidas serão adotadas de acordo com recomendações da Associação Internacional de Transporte Aéreo (www.iata.org). Como o tráfego nessa época sofre uma redução de até 50%, entre as decolagens e os pousos haverá um espaço de tempo maior que nos dias normais. O mesmo acontecerá na distância entre as aeronaves enquanto estiverem no ar.

   
 



Existem na internet mais de 1.300 endereços em que o assunto principal é o bug do milênio. Circula muita informação em inglês, mas há endereços bons em português.

www.a2000.gov.br – A Comissão Coordenadora do Programa Ano 2000 do governo federal tem a radiografia das ações que estão sendo desenvolvidas no setor público nacional.
www.iy2kcc.org – Um dos melhores endereços para saber como os países estão se preparando para enfrentar o problema.
www.y2k.gov – A visão dos Estados Unidos sobre o bug.
www.idec.org.br – A página do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor tem uma cartilha explicativa e auxílio on-line para os consumidores.
www.news.com – O endereço com notícias do mundo digital tem uma seção exclusiva para o Y2K, o nome em inglês do bug.

   
 



Retardatários

 
Carlos Fenerich

Na América Latina, Peru e Paraguai são os mais atrasados na correção do problema. Como a hidrelétrica de Itaipu (www.itaipu.gov.br), que fez os ajustes necessários, é uma empresa binacional, os técnicos brasileiros temem que seus colegas paraguaios estejam longe de concluir a tarefa. Os países africanos permanecem distantes de qualquer solução. O lado bom da história é que quem tem menos computador, teoricamente, sofre menos. Justamente o caso dos africanos e do Paraguai.

   
 

O dinheiro vai estar lá

 
Rogério Montenegro

O setor bancário brasileiro (www.febraban. org.br) é o mais bem preparado para a virada do milênio. Ninguém prevê problemas porque as instituições fizeram simulações aprovadas pelo Banco Central. A prioridade atual é convencer os clientes de que não há necessidade de uma corrida aos caixas para sacar dinheiro pelo perigo de assaltos e também porque todas as taxas nessas operações continuarão a ser cobradas. Os técnicos do governo querem sugerir aos bancos que enviem extratos extras dias antes do final de dezembro e logo após o início de 2000. A medida daria tranqüilidade aos clientes, que teriam um documento em mãos para comparar o antes e o depois. Em todo caso, o BC (www.bcb.gov.br) está fazendo uma emissão extra de 7 bilhões de reais para o caso de haver saques além do normal.

 

   


Quanto custou





Os cálculos mais modestos estimam que o custo de correção dos computadores no Brasil alcance 1,5% do produto interno bruto, projetado para este ano em 1 trilhão de reais. O número inclui o setor público e o privado. Só no governo federal a conta está em 650 milhões de reais. As empresas privadas também desembolsam valores bem próximos. Algumas pensam até em recuperar esses gastos acionando judicialmente seus fornecedores ou até mesmo as companhias de seguro, mesmo com uma decisão da Superintendência de Seguros Privados (www.susep.gov.br) isentando as seguradoras de qualquer responsabilidade com o bug.



Para quem ainda não sabe se seu computador será afetado, há na rede vários endereços onde é possível copiar programas ou até recebê-los em casa para um teste rápido e eficiente. De fácil utilização, os programas gratuitos podem evitar surpresas de última hora e ainda garantir tempo para possíveis substituições de componentes. A Microsoft (www.microsoft.com/ brasil/ano2000) lançou uma campanha para ajudar quem ainda não fez o teste e oferece também um CD-ROM gratuito com os mesmos recursos.
Os endereços www.slonet.org/~doren/, www.micro2000.com/, www.simcomcity.com, www.ami.com/y2k, www.securenet.org e www.micronexus.com.au/ trazem uma série de programas gratuitos para teste sobre falhas no PC.


Editado por Manoel Fernandes.
e-mail: hipertexto@abril.com.br