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Bug do
milênio
O fim está bem próximo
Anderson Marçal
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Os técnicos do governo federal envolvidos no
projeto do bug do milênio, a brasa dormida que
muitos acreditam vai paralisar alguns computadores na
noite de 31 de dezembro para a madrugada de 1º
de janeiro de 2000, relaxaram na semana passada para
uma breve comemoração. Não definitiva,
mas o suficiente para um alívio coletivo: 96%
dos sistemas de tecnologia da União foram
corrigidos e estão preparados para enfrentar
o problema. Nos setores mais vitais, como os de energia
elétrica, comunicações e infra-estrutura,
foram feitos testes exaustivos. Faltam apenas alguns
ajustes no Ministério da Agricultura. A preocupação
agora é com os Estados e os mais de 5.500
municípios. São Paulo, Bahia e Goiás
estão entre os mais adiantados. Minas Gerais
e Amazonas estão na lista de quem pouco liga
para a ameaça digital. O plano de contingência
foi montado pelo Ministério da Defesa (www.defesa.gov.br),
que colocará 4.000
pessoas e 30% de todo o efetivo das Forças Armadas
de plantão no último dia de 1999.
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Intervalos maiores
Antonio Milena
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As empresas aéreas nacionais informaram ao Ministério
da Aeronáutica (www.fab.mil.br)
sobre o fim das correções em seus sistemas,
mas medidas serão adotadas de acordo com recomendações
da Associação Internacional de Transporte
Aéreo (www.iata.org).
Como o tráfego nessa época sofre uma redução
de até 50%, entre as decolagens e os pousos haverá
um espaço de tempo maior que nos dias normais.
O mesmo acontecerá na distância entre as
aeronaves enquanto estiverem no ar.
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Existem na internet mais de 1.300
endereços em que o assunto principal é
o bug do milênio. Circula muita informação
em inglês, mas há endereços bons
em português.
www.a2000.gov.br
A Comissão Coordenadora do Programa
Ano 2000 do governo federal tem a radiografia das
ações que estão sendo desenvolvidas
no setor público nacional.
www.iy2kcc.org
Um dos melhores endereços para saber como
os países estão se preparando para enfrentar
o problema.
www.y2k.gov A
visão dos Estados Unidos sobre o bug.
www.idec.org.br
A página do Instituto Brasileiro de Defesa
do Consumidor tem uma cartilha explicativa e auxílio
on-line para os consumidores.
www.news.com
O endereço com notícias do mundo digital
tem uma seção exclusiva para o Y2K,
o nome em inglês do bug.
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Retardatários
Carlos Fenerich
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Na América Latina, Peru e Paraguai são
os mais atrasados na correção do problema.
Como a hidrelétrica de Itaipu (www.itaipu.gov.br),
que fez os ajustes necessários, é uma
empresa binacional, os técnicos brasileiros temem
que seus colegas paraguaios estejam longe de concluir
a tarefa. Os países africanos permanecem distantes
de qualquer solução. O lado bom da história
é que quem tem menos computador, teoricamente,
sofre menos. Justamente o caso dos africanos e do Paraguai.
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O dinheiro vai estar lá
Rogério Montenegro
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O setor bancário brasileiro (www.febraban.
org.br) é o mais bem preparado para a virada
do milênio. Ninguém prevê problemas
porque as instituições fizeram simulações
aprovadas pelo Banco Central. A prioridade atual
é convencer os clientes de que não há
necessidade de uma corrida aos caixas para sacar dinheiro
pelo perigo de assaltos e também porque todas as
taxas nessas operações continuarão
a ser cobradas. Os técnicos do governo querem sugerir
aos bancos que enviem extratos extras dias antes do final
de dezembro e logo após o início de 2000.
A medida daria tranqüilidade aos clientes, que teriam
um documento em mãos para comparar o antes e o
depois. Em todo caso, o BC (www.bcb.gov.br)
está fazendo uma emissão extra de 7 bilhões
de reais para o caso de haver saques além do normal.
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Quanto custou
Os cálculos mais modestos estimam que o custo
de correção dos computadores no Brasil
alcance 1,5% do produto interno bruto, projetado
para este ano em 1 trilhão de reais. O número
inclui o setor público e o privado. Só
no governo federal a conta está em 650 milhões
de reais. As empresas privadas também desembolsam
valores bem próximos. Algumas pensam até
em recuperar esses gastos acionando judicialmente seus
fornecedores ou até mesmo as companhias de seguro,
mesmo com uma decisão da Superintendência
de Seguros Privados (www.susep.gov.br)
isentando as seguradoras de qualquer responsabilidade
com o bug.
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