Edição 1 624 -17/11/1999

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"Apesar do grande avanço do conhecimento humano,
o que se passa dentro
do cérebro humano é algo
a ser desvendado
."
Marcos Pecorari
São Paulo, SP

Massacre no shopping center

Gostaria de cumprimentar VEJA pela excelente reportagem sobre o massacre no shopping center ("O horror fora da tela", 10 de novembro). O contrabando de armas e munições deve ser rigorosamente combatido para que não ocorram mais tragédias como essa. O problema é: quem vai combater esse tráfico? A nossa polícia, equipada com armas ultrapassadas?
Luis Fernando dos Santos Melo
São Paulo, SP

Atribuir aos filmes violentos uma parcela da "culpa" pela violência que nos cerca faz sentido. Não há mais censura para nada. É um absurdo ver filmes regados a sangue passando em horário nobre, quando a maioria das crianças se encontra na frente da televisão. Cabe a nós, pais, estar sempre atentos para ver o que nossos filhos estão absorvendo, pois não existe mais critério quanto a filmes e horários. Passa-se tudo a qualquer hora. Fala-se com freqüência em desarmar as pessoas, e por que as novelas, que tanto massificam a população, não se preocupam também em tirar do roteiro passagens violentas, como cenas em que vemos armas em punho, sangue, pancadaria?
Aline Caldas Cunha

Recife, PE

Apesar do grande avanço do conhecimento humano no último século, o que realmente se passa dentro do cérebro humano é algo a ser desvendado. O desafio colocado à ciência e à sociedade é descobrir mecanismos de prevenção eficazes que garantam que tais fatos não venham a se repetir. Como pai de três filhos, sinto-me duplamente aterrorizado. Primeiro, por não saber como protegê-los de tamanha brutalidade. Depois, por saber que, apesar de todo o zelo e dedicação à boa formação dos filhos, qualquer um pode ter comportamentos inexplicáveis, como o de Mateus.
Marcos Pecorari
São Paulo, SP

Rolim Amaro

Excelente a entrevista das Amarelas com o comandante Rolim (10 de novembro). Digo a meus funcionários que o segredo da satisfação de nossos clientes é simples: tratá-los como a TAM trata seus passageiros.

Marco Pontual
Vitória, ES

Tecnicamente correta a postura do empresário Rolim Amaro quando põe a solução das indenizações aéreas nas mãos da Justiça brasileira: de fato, não há melhor solução que essa para procrastinar e acabar com o moral dos familiares dos falecidos em tragédias aéreas, tantos são os embargos, recursos e outros expedientes à disposição de quem não quer pagar. Lutamos até hoje contra a Vasp numa ação que visa indenizar meus filhos menores, que perderam a mãe no acidente ocorrido em 1982, no Ceará. A ação, vitoriosa em três instâncias, enfrenta agora, em fase de execução, uma enxurrada de recursos, embargos e outras manobras que atestam o desserviço da Justiça brasileira a favor dos que não querem pagar. Tenho muita pena dos familiares das vítimas do acidente do Fokker da TAM. Não esperem nada antes de quinze ou vinte anos.
Jaury Medeiros
Rio de Janeiro, RJ

A oferta da Swissair de 140.000 dólares independe da culpa, que é decidida depois, nos tribunais. A oferta da TAM, de 145.000 dólares, exige "renúncia" e quitação geral de todos os direitos. Já há vários pareceres de procuradores da Justiça e um acórdão do 1º Tribunal de Alçada afirmando que essa "transação é anulável" e que "quem paga mal paga duas vezes".
Renato Guimarães Jr.
Campinas, SP

Arte

A imagem utilizada para ilustrar a reportagem que fala da exposição de arte barroca em Paris é a de Sant'Ana Mestra, que fica exposta no Museu do Ouro, da histórica cidade de Sabará, em Minas Gerais ("O céu na Terra", 3 de novembro).
André Alves

Núcleo de comunicação
Prefeitura municipal de Sabará
Sabará, MG

Banco Itaú

O debate dos resultados obtidos por grandes empresas brasileiras é de grande interesse para a sociedade ("É dinheiro demais!", 10 de novembro). O Brasil só vai ocupar o espaço que lhe cabe na economia global se for capaz de ter empresas nacionais fortes, capitalizadas e competitivas. O lucro recorrente obtido pelo Itaú nos nove primeiros meses deste ano expressa uma rentabilidade anualizada real de 23,5% sobre o patrimônio líquido consolidado. A título de comparação, o Citigroup, dos EUA, obteve no mesmo período de nove meses o lucro líquido de 7,2 bilhões de dólares e rentabilidade de 21,9%; o HSBC, britânico, em dados ainda referentes ao primeiro semestre de 1999, obteve lucro líquido de 2,7 bilhões e retorno de 18,6%. Nesse mesmo primeiro semestre, o ABN-Amro, holandês, obteve o lucro de 1,4 bilhão de euros e retorno de 27,4%. Os resultados do Itaú têm sido bem percebidos pelos analistas internacionais, tanto que por dois anos consecutivos a prestigiosa revista Latin Finance, especializada no setor financeiro, tem conferido ao Itaú o título de "o melhor banco da América Latina". No ano passado, a revista Euromoney também nos distinguiu, com o título de "o melhor banco doméstico do mundo em mercados emergentes". Acreditamos que, com muito trabalho, procurando manter o Itaú em padrões comparáveis com os dos mais importantes concorrentes globais, estaremos colaborando para a necessária capacidade competitiva do nosso país.
Roberto Egydio Setubal
São Paulo, SP

Privatização

Foi maldosa a conotação da reportagem que dá a entender que o "nós somos pobres" da minha declaração refere-se à empresa Votorantim ("Nós somos pobres", 10 de novembro). O "nós" refere-se ao Brasil, que, embora de solo e subsolo riquíssimos, tem grande dificuldade para sair de situações emergenciais. O que me causou espécie foi a surpresa da mudança de orientação do BNDES 24 horas antes do leilão. Realmente, se há concorrentes conhecidos, os recursos são buscados de acordo com o necessário. Se na última hora, sem prazo hábil para reforçar posição, um deles ganha substancial auxílio, é evidente que os demais ficam não apenas inferiorizados mas impossibilitados de obter êxito.
Antônio Ermírio de Moraes
São Paulo, SP

Radar

Com relação à nota "O rei da jogatina" (10 de novembro), a receita de 277 milhões de reais atribuída pelo competente jornalista Ancelmo Gois ao Poupa Ganha no mês de outubro é, na verdade, o total faturado em toda história do Poupa Ganha em catorze Estados.
Silvio Leite

Diretor de marketing
São Paulo, SP

Diogo Mainardi

Iniciando a leitura do artigo "Eu, você e o pobre", do senhor Diogo Mainardi (10 de novembro), não tive dúvida: a referida amiga era a minha filha. Mais à frente concluí que não, pois o meu neto sobreviveu à meningite. Ficou com seqüelas, faz inúmeros tratamentos, todos os familiares ajudam nas diversas tarefas impostas por seu atual quadro (vão-se quatro anos). Dessa forma não sobra tempo para analisar os erros do pediatra que não o atendeu e dos que o atenderam erradamente por quatro dias. Eles, naturalmente, estão muito bem. Em tempo: os erros se deram num hospital particular. Transferido para um do governo, salvou-se.
Yvannise Macedo Pinto Medeiros
Brasília, DF

Barra da Tijuca

Com relação à reportagem "Yes, aqui é a Barra" (10 de novembro), gostaria de dizer que o condomínio Alfabarra possui uma estação de tratamento de esgoto, que funciona dentro dos padrões estabelecidos pela Feema, contando com funcionários próprios e exclusivos para sua perfeita operação. É mantido, dentro da área do condomínio, um posto de preservação das margens da Lagoa de Marapendi. Por iniciativa do síndico das áreas comuns do Alfabarra, está sendo iniciada, na semana em curso, campanha de limpeza da lagoa. Participam da campanha a NET Rio e a Universidade Estácio de Sá.
Marcos Novaes
Rio de Janeiro, RJ

A Saraiva MegaStore é uma das lojas-âncora do novo New York City Center e já está aberta desde 5 de novembro com mais de 100.000 itens de produtos entre livros, CDs, DVDs, periódicos, multimídia e papelaria, além da Saraiva Music Hall e do Cyber Coffee & Book. Os moradores da Barra da Tijuca não têm mais dificuldade em encontrar uma boa livraria.
Vera Esaú
Gerente de comunicação
São Paulo, SP

Em foco

A propósito do artigo "O segredo das contas", do doutor Gustavo Franco (Em foco, 6 de outubro), gostaria de esclarecer que é verdade que há alguns anos um determinado país com que havíamos negociado o fornecimento de uma quantidade de cédulas nos enviou as instruções de que fossem impressos dois conjuntos de unidades com numeração repetida. A Casa da Moeda recusou-se a atender àquelas instruções, tendo em conseqüência declinado de atender à encomenda.
Tarcísio Jorge Caldas Pereira
Presidente da Casa da Moeda
Rio de Janeiro, RJ

CORREÇÕES: Na reportagem "Medo além da conta" (10 de novembro) há a seguinte passagem: "Pacientes fóbicos desenvolvem quadros depressivos em 50% dos casos. Em outros 20%, a doença leva, por tabela, à dependência de álcool e remédios". Esses dados se referem apenas à fobia social. O banco em forma de onça que integra a decoração do apartamento do ministro Rafael Greca não é uma peça do artesanato indígena, e sim uma obra criada e confeccionada pelo artesão sul-mato-grossense Antônio Ricci ("Ninho à brasileira", 11 de agosto).




 

 

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