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DVDs
Columbia Pictures

O
Aranha: primeiro no Brasil |
Homem-Aranha (Spider-Man, Estados Unidos, 2002. Columbia)
Um dos recordistas de bilheteria deste ano, Homem-Aranha
sai por aqui em DVD no dia 17 em primeira mão, duas semanas antes
de seu lançamento nos Estados Unidos uma aposta da Sony
Pictures no potencial do Brasil como consumidor desse tipo de produto.
O disco duplo traz os extras de praxe (making of, erros de filmagem) e
mais um pouco, na forma de tudo aquilo que você queria saber sobre
o personagem criado pelo americano Stan Lee. Só não há
cenas deletadas do original para apreciar, já que a produção
foi planejada com tanto cuidado que simplesmente não deixou sobras.
O mais bacana, claro, continua sendo o filme do diretor Sam Raimi, talvez
a melhor adaptação de um quadrinho para o cinema até
o momento. "Desde pequeno adoro o Homem-Aranha. Quando acaba de salvar
o mundo, ele tem de voltar para casa, fazer a lição e arrumar
o quarto. Está aí um sujeito com que eu era capaz de me
identificar", disse Raimi em entrevista a VEJA. O diretor já está
se preparando para rodar Homem-Aranha 2, mas se recusa a dizer
qualquer coisa sobre a continuação. "Na verdade, eu não
queria gravar nem a trilha de comentários em áudio para
esse DVD. Sempre que eu ouço um cineasta falando sobre o seu filme,
é uma decepção. Invariavelmente, eu imagino que as
idéias dele são muito mais profundas do que na realidade.
Acho que no meu caso vai ser a mesma coisa", diz o modesto Raimi.
Especial
Homem-Aranha.
20th Century Fox
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| Scott,
como Patton: polêmica |
Patton, Rebelde ou Herói? (Patton, Estados Unidos,
1970. Fox) Chega a ser sublime o desempenho de George C. Scott
como o lendário general americano que comandou algumas das mais
duras e decisivas campanhas da II Guerra. Inquieto, volátil e intensamente
individualista como seu personagem , Scott expõe os
lados atrozes de Patton: o fanatismo, os ataques de ira, as declarações
calamitosas. Mas transforma esses pecados na razão de ser das suas
virtudes. Com roteiro de Francis Ford Coppola e direção
de Franklin J. Schaffner (de Planeta dos Macacos), o filme permanece
tão polêmico quanto seu personagem. Scott o fez como um libelo
antiguerra, enquanto outros enxergam nele justamente uma glorificação
do militarismo. Sugestão: prefira o ponto de vista do ator.
LIVROS

Cacaso:
"a estampa de 1968"
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Lero-Lero,
de Cacaso (Cosac&Naify; 304 páginas; 35 reais) Como
disse o crítico Roberto Schwarz, Antônio Carlos de Brito,
o Cacaso, tinha "a estampa de 1968": usava cabelão, óculos
redondos, bolsa de couro. Nos anos da ditadura, ele deixou uma marca importante
na cultura brasileira. Escreveu para jornais, editou livros, foi letrista
de MPB e, principalmente, poeta. Seguidor de Manuel Bandeira, esse mineiro
de Uberaba buscou o coloquialismo e a simplicidade em seus versos. É
um caminho perigoso, que pode resultar em obras irrelevantes, mas não
foi o que ocorreu com ele. Sua poesia só não chegou a um
ponto mais alto de depuração por causa de sua morte prematura,
em 1987, aos 43 anos, vítima de infarto. Essa coletânea reúne
todos os livros que Cacaso lançou entre 1967 e 1982, além
de um grupo de inéditos.
A
Cidade do Seu Destino Final, de Peter Cameron (tradução
de Vitória Paranhos Mantovani; Best Seller; 336 páginas;
41 reais) Autor de um livro de sucesso mundial, o escritor Jules
Gund mergulha na amargura e comete suicídio. Vivendo de seu espólio,
numa fazenda no interior do Uruguai, permanecem sua viúva, sua
amante e a filha que teve com ela, seu irmão homossexual e o companheiro
deste. Certo dia, o estranho grupo recebe a visita de um acadêmico
que, vindo dos Estados Unidos, pede autorização para narrar
a vida de Gund. Cria-se um jogo de tensões do qual ninguém
sairá ileso. Com seu talento para criar diálogos e tecer
subentendidos, o americano Peter Cameron faz lembrar um clássico
como seu conterrâneo Henry James. Vale a pena investir nesse belo
romance, de um autor ainda desconhecido no Brasil.
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| Lewis:
edição especial de seu clássico infantil |
As
Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis (tradução
de Paulo Mendes Campos e Silêda Steuernagel; Martins Fontes; 524
páginas; 89 reais) Com 100 milhões de livros vendidos
desde os anos 50, As Crônicas de Nárnia é uma
das criações mais célebres da literatura infantil.
Mostra um mundo mágico habitado por seres mitológicos e
animais falantes, descoberto por quatro crianças dentro de um guarda-roupa.
Seu autor, o britânico C.S. Lewis, era amigo do criador de O
Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, que criticou duramente o
trabalho antes do lançamento do primeiro volume. Lewis não
levou isso em conta e continuou a saga, que pode ser lida como alegoria
da história do cristianismo. Essa bela edição reúne
os sete livros da série, com a clássica tradução
do cronista Paulo Mendes Campos e versões colorizadas das ilustrações
originais. Leia
trechos do livro.
DISCOS
Divulgação
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| Manu
Chao: coquetel de ritmos |
Radio
Bemba Sound System, Manu Chao (Virgin) Nos anos 90, o cantor
francês Manu Chao, ex-líder do grupo pop Mano Negra, rodou
a América Latina e a África munido apenas de um gravador
e um violão. A partir dos ritmos que coletou pelo caminho e de
parcerias com músicos locais, compôs dois álbuns que
fornecem um saboroso mosaico dessas culturas. Radio Bemba Sound System
é uma síntese de suas andanças. Contém 29
canções extraídas desses discos, gravadas ao vivo
durante uma turnê que se iniciou em 2000 e rodou por países
como o Brasil, a Colômbia e o Japão. Não faltam no
CD as faixas mais conhecidas do artista, como Bienvenida a Tijuana,
Que
Paso Que Paso e Clandestino. É um coquetel
que passa pelo reggae, ska, rumba tudo sob roupagem dançante.
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| The
Hacker e Miss Kittin: em alta nas pistas |
First
Album, Miss Kittin & the Hacker (Universal) Francesa
radicada na Suíça, Caroline Herve ou Miss Kittin
é uma das figuras mais festejadas da música eletrônica.
Ela é expoente de uma vertente que está em alta nas pistas:
o electro. Trata-se de um gênero que usa e abusa de sintetizadores
à moda dos anos 80, inspirado em grupos como o Soft Cell, e traz
os vocais de volta ao primeiro plano, num momento em que ninguém
mais agüenta o bate-estaca do velho tecno. Aliando uma voz doce a
letras nem um pouco inocentes, Miss Kittin e seu parceiro, o disc-jóquei
francês The Hacker, fazem desse First Album um petardo que
não pode faltar em nenhuma pista de dança moderninha. O
disco traz o hit Frank Sinatra, além de outras faixas de
rachar o assoalho, como Stock Exchange.
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