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Edição 1 773 - 16 de outubro de 2002
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FILHOS

As crianças são incomparáveis

Confrontar avanços dos filhos com
os de outras crianças só serve para
deixar pais ansiosos

Os pediatras estão sempre às voltas com perguntas de pais preocupados em comparar o desenvolvimento de seus filhos com o de outras crianças. Os especialistas advertem que não se deve fazer esse tipo de comparação, para evitar ansiedade e frustrações. O melhor é considerar o tempo decorrido entre cada etapa do desenvolvimento infantil levando em conta que nenhuma criança é igual à outra. Confira alguns exemplos:

Primeiros dentes – Surgem entre o sexto e o oitavo mês. Segundo o pediatra paulista Jayme Murahovski, em alguns casos eles podem aparecer até aos 4 meses ou mesmo pouco antes de o bebê completar 1 ano.

Capacidade de engatinhar – Os bebês descobrem que podem locomover-se sozinhos entre o oitavo e o décimo mês. Mas há aqueles que aprendem a andar sem antes engatinhar. Aos 11 meses, podem ser estimulados a dar os primeiros passos e, a partir dos 13, espera-se que a criança ande sozinha. O andador não é recomendável.

Primeiras palavras – Com 1 ano a criança aprende uma ou duas palavras. Com 2 anos monta frases de pelo menos duas palavras. Os pais devem resistir à tentação de falar errado imitando o bebê. O melhor estímulo é falar corretamente e apontar os objetos correspondentes.

Abandonar as fraldas – O primeiro sinal de que a criança está preparada para abandonar as fraldas é quando ela avisa que estão sujas. A partir dos 3 anos, é hora de aprender a manter o controle sobre a bexiga à noite. Por fatores genéticos, algumas crianças adquirem esse controle mais tarde. Até os 5 ou 6 anos, molhar a cama não é um fato preocupante.

 

SAÚDE

Contra o esforço repetitivo

Cuidados preventivos são o melhor
remédio para evitar as dores



Felipe Hellmeister

As lesões por esforço repetitivo são comuns entre pessoas que trabalham com computador e gastam parte da jornada de trabalho fazendo um mesmo movimento incontáveis vezes. Até uma dona-de-casa que passa muito tempo cuidando de tarefas domésticas está sujeita às dores musculares que podem ser sintomas do problema. Os primeiros sinais são sensação de peso no músculo, desconforto e pontadas ocasionais. Em estágio mais avançado, a dor causa sensação de formigamento. Nessa etapa o alívio só vem com algumas horas de repouso. Na fase mais aguda a dor é acompanhada de perda da força muscular. Segundo o ortopedista Cantídio Filardi, o tratamento inclui antibióticos, analgésicos e sessões de fisioterapia. Casos extremos exigem até cirurgia. Antes que isso aconteça, o melhor a fazer é adotar cuidados preventivos. Os especialistas recomendam pausas no trabalho e alongamento. O ideal é parar cinco minutos a cada hora trabalhada. Há também acessórios ergonômicos e bolinhas de material flexível especiais para exercícios com os dedos. Confira alguns exercícios que auxiliam na prevenção:

Estique o braço para a frente com a palma da mão para cima. Com a outra mão, puxe os dedos para baixo.

Abra e feche a palma da mão várias vezes, para fortalecer os dedos.

Faça movimentos giratórios com a cabeça para os dois lados e depois para a frente e para trás.

Sentado, eleve a perna, segure o assento da cadeira e gire o pé para os dois lados.

Levante os braços, junte as mãos acima da cabeça e alongue o corpo.

Veja também
Dos arquivos de VEJA
Reportagem de 28/10/1998: saiba como evitar as dores por esforço repetitivo
Da internet
Associação dos portadores da doença

 

Colaboraram Daniela Macedo e Fernanda Medeiros

 
 
   
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