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Cumprimento
a revista VEJA pela excelente reportagem com os quatro principais presidenciáveis.
Ela enfocou de maneira clara os pontos fortes e vulneráveis de
cada candidato, de forma tão criteriosa, imparcial e profissional
que coube de fato ao leitor decidir, por sua conta e risco, porém
de posse de informações realmente úteis, para quem
seria seu voto ("Você decide", 9 de outubro). Agradeço
a contribuição de VEJA para uma decisão consciente
sobre a quem dar meu voto para presidente do Brasil. Tal qual o trabalho
imparcial de VEJA, procurei informar-me sem paixão e sem discriminação
sobre os candidatos e seus planos de governo. Esse deve ser o principal
papel da imprensa, informar e prestar serviços importantes para
a sociedade, sem parcialidade. VEJA fez seu papel. Agora resta cada brasileiro
fazer o seu. Escolher o candidato mais preparado para gerir o país! O PT está
mais light. Lula também. O PT e Lula evoluíram, amadureceram.
Estão prontos, sim, para a Presidência do Brasil. Quem diz
o contrário parou no tempo. Guardarei
o exemplar de VEJA para acompanhar as promessas de campanha dos candidatos.
Como documento histórico, certamente será de grande valia
para minhas próximas avaliações. Independentemente
dos resultados, senti o maior orgulho em ser brasileira. Que bela lição
demos ao mundo político. Numa eleição tão
complexa, com milhões de eleitores, viram-se organização,
método e extrema rapidez, com eficiência de resultados. Parabéns
a todos nós, brasileiros!
Gostaria
de cumprimentar os eleitores dos senhores Antonio Carlos Magalhães
(BA), Jader Barbalho (PA), José Roberto Arruda (DF) e Paulo Afonso
(SC). Minha preocupação é com o marciano Arc. Será
que ele irá entender?
O ex-secretário
do Tesouro dos Estados Unidos Nicholas F. Brady (Amarelas, 9 de outubro)
exprimiu com veemência os riscos de um eventual calote da dívida
externa brasileira e, sobretudo, os danos que ocorreriam se os investidores
estrangeiros abjurassem o cenário mercantil latino-americano. Brady
registrou também a relevância da incumbência dos Estados
Unidos na preservação da relação multilateral
e do funcionamento satisfatório do capitalismo democrático
sem sobrepujar os interesses da América Latina, pois essa é
uma atitude significativa para erradicar a miséria nos países
do Terceiro Mundo.
Foi com
muita satisfação que li o artigo "Um país mal administrado"
(Ponto de vista, 9 de outubro), do articulista Stephen Kanitz. Artigo
inteligente, abordagem clara e moderna. Ninguém melhor do que o
empresariado nacional, executivos de empresas privadas, para a gestão
pública, assessorados, é claro, por nossos acadêmicos
e políticos negociadores. Espero que nossos candidatos, alguns
já eleitos, tenham lido o brilhante artigo.
Até
que enfim vejo uma opinião justa de quem sabe que muito se trabalhou
neste governo para melhorar o país ("Saudades de Fernando Henrique",
9 de outubro). Sou jovem ainda, mas tenho guardados na memória
todos os presidentes, ministros da Fazenda e presidentes do Banco Central
dos últimos vinte anos. Pena que muitas pessoas, incluindo candidatos
a presidente da República, só enxerguem erro em tudo em
vez de reconhecer o que foi feito e trazer novas propostas para melhorar.
É lógico que existem problemas, mas que não se resolvem
com bravatas e propostas populistas. Parabéns
pelo artigo. Não sei como Fernando Henrique será "catalogado"
pela história do Brasil. O que sei é que através
dele houve o resgate da dignidade, da esperança e do trabalho.
Que o novo presidente entenda que não é necessário
mudar, precisamos continuar, esse é o caminho.
Surpreendeu-me
que na seção de cartas da última edição
de VEJA não tenha havido menção alguma a respeito
do artigo do cientista político Sérgio Abranches ("Bravo
Brasil", 2 de outubro). Dentre todas as reportagens e todos os artigos
escritos a respeito das eleições deste ano e sobre os presidenciáveis,
este foi o único que abordou o tema de forma magistralmente positiva
com relação aos últimos. Quem conhece um pouco da
história, não somente a brasileira como a mundial, sabe
que esse evento é raro e vem brindar e condecorar o Brasil.
Leio sempre as crônicas (ou "irônicas") de Diogo Mainardi.
Considero-o sarcástico, pedante e, às vezes, enjoativo.
Porém, rendo-me à sua reflexão. Não há
descrição mais perfeita em relação "às
elite" (Lula e "as elite", 9 de outubro). Acertou em cheio. Excelente!
Roberto Pompeu de Toledo nos mostra, de uma forma caricata, que sua dúvida
é se o "cinzento" candidato do PT, caso seja eleito, retornará
ao preto ou avançará para o branco; se vai tirar a máscara
ou transformar-se nela. Indubitável, entretanto, é a visão
chapada, daltônica e nada auspiciosa que o ensaísta tem de
Lula. Ainda bem que a vida imita a arte, não a pulp fiction
("Lula, no dia seguinte: três dúvidas", 9 de outubro).
Tenho 48 anos, sou formado em administração de empresas,
pós-graduado em marketing, com cursos de especialização
nos EUA e na Europa, fluente em inglês e espanhol, mais de vinte
anos de experiência como executivo em grandes multinacionais no
Brasil. Também sou ex-presidente de subsidiária de uma corporação
americana no Brasil. Se a função de embaixador na FAO em
Roma não atrai o monoglota Itamar Franco, a mim atrai e
muito , mesmo porque estou desempregado há três meses.
Aliás, sempre foi meu desejo ser embaixador do Brasil em algum
lugar, porém estudei em escola pública do primário
ao ensino médio, e as portas do Itamaraty não se abrem para
quem tem formação educacional básica obtida em escolas
mantidas pelo próprio governo que representa ("O desejo secreto
de Itamar", Radar, 9 de outubro).
Na seção Veja essa (25 de setembro) foi publicada uma nota
dizendo que o senhor Cesar Maia, ilustre prefeito do Rio de Janeiro, desfilaria
"nu" pela passarela do Aterro do Flamengo se Rosinha Garotinho fosse eleita
governadora no primeiro turno das eleições. Muito bem, agora
vamos ver qual será a atitude do prefeito do Rio. Homens públicos
que se prezam, que têm caráter, não saem por aí
fazendo promessas impossíveis de ser cumpridas. E agora, senhor
Cesar Maia, vai ou não vai desfilar "nu"?
Fiquei muito chocada e indignada depois de ler a reportagem "O passado
afogado" (25 de setembro). É frustrante ver que nossa história
está se perdendo, principalmente por causa de guerras.
Quero cumprimentar VEJA pela reportagem "Com licença para matar",
por denunciar a brutalidade a que os animais são submetidos. Ao
ver a cena de uma morsa morta por caçadores e outro filmando a
cena, senti completa repulsa ("Com licença para matar", 25 de setembro).
Manifesto minha inconformidade com a reportagem "Cristãos-novos
do capitalismo" (25 de setembro). O que desagrada nossos opositores é
a qualidade diferenciada de tratamento dedicada às questões
da educação. A comunidade escolar gaúcha reconhece
os avanços obtidos, como a abertura de 112.000 vagas no ensino
de 2º grau, a nomeação por concurso de 25.000. A Ford
saiu do Rio Grande para não rever o contrato que dava à
montadora o que o Estado não podia conceder, além do acerto
do governo federal com o governo da Bahia para atrair a empresa com mais
dinheiro público do que o absurdo que lhe fora oferecido aqui.
O campo está em paz, tanto que de 1999 até aqui o PIB agropecuário
cresceu 23,8%, contra 4,7% do período anterior e 16,8% da média
nacional. A matéria também fala na "explosão de um
escândalo envolvendo alta patente do governo com controladores do
jogo do bicho", mas não revela que o Ministério Público
e o Judiciário têm rejeitado, uma a uma, as acusações.
CORREÇÕES: O prazo para recorrer das multas de trânsito é trinta dias a partir da notificação, e não até a data do vencimento da multa, como foi publicado na nota "Quando vale a pena recorrer das multas" (Guia, 25 de setembro); também não é necessário efetuar o pagamento antes do resultado da apelação em primeira instância.
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