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Edição 1 773 - 16 de outubro de 2002
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"Cumprimento VEJA pelo perfil dos candidatos à Presidência. Um trabalho decisivo para a escolha de meu candidato."
Juliana Schasiepen
Ponta Grossa, PR

 

Eleições 2002

Cumprimento a revista VEJA pela excelente reportagem com os quatro principais presidenciáveis. Ela enfocou de maneira clara os pontos fortes e vulneráveis de cada candidato, de forma tão criteriosa, imparcial e profissional que coube de fato ao leitor decidir, por sua conta e risco, porém de posse de informações realmente úteis, para quem seria seu voto ("Você decide", 9 de outubro).
Sonia Aivazoglou Priosti
São Paulo, SP

Agradeço a contribuição de VEJA para uma decisão consciente sobre a quem dar meu voto para presidente do Brasil. Tal qual o trabalho imparcial de VEJA, procurei informar-me sem paixão e sem discriminação sobre os candidatos e seus planos de governo. Esse deve ser o principal papel da imprensa, informar e prestar serviços importantes para a sociedade, sem parcialidade. VEJA fez seu papel. Agora resta cada brasileiro fazer o seu. Escolher o candidato mais preparado para gerir o país!
Sandra Brito
Teresina, PI

O PT está mais light. Lula também. O PT e Lula evoluíram, amadureceram. Estão prontos, sim, para a Presidência do Brasil. Quem diz o contrário parou no tempo.
Raquel Ribeiro Bittencourt
Florianópolis, SC

Guardarei o exemplar de VEJA para acompanhar as promessas de campanha dos candidatos. Como documento histórico, certamente será de grande valia para minhas próximas avaliações.
Felipe Rebelo de Lima
Maceió, AL

Independentemente dos resultados, senti o maior orgulho em ser brasileira. Que bela lição demos ao mundo político. Numa eleição tão complexa, com milhões de eleitores, viram-se organização, método e extrema rapidez, com eficiência de resultados. Parabéns a todos nós, brasileiros!
Odete Rosa Escanuela Góes
Jaú, SP

 

Arc

Gostaria de cumprimentar os eleitores dos senhores Antonio Carlos Magalhães (BA), Jader Barbalho (PA), José Roberto Arruda (DF) e Paulo Afonso (SC). Minha preocupação é com o marciano Arc. Será que ele irá entender?
Adir Guimarães
Joinville, SC

 

Nicholas F. Brady

O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos Nicholas F. Brady (Amarelas, 9 de outubro) exprimiu com veemência os riscos de um eventual calote da dívida externa brasileira e, sobretudo, os danos que ocorreriam se os investidores estrangeiros abjurassem o cenário mercantil latino-americano. Brady registrou também a relevância da incumbência dos Estados Unidos na preservação da relação multilateral e do funcionamento satisfatório do capitalismo democrático sem sobrepujar os interesses da América Latina, pois essa é uma atitude significativa para erradicar a miséria nos países do Terceiro Mundo.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

 

Stephen Kanitz

Foi com muita satisfação que li o artigo "Um país mal administrado" (Ponto de vista, 9 de outubro), do articulista Stephen Kanitz. Artigo inteligente, abordagem clara e moderna. Ninguém melhor do que o empresariado nacional, executivos de empresas privadas, para a gestão pública, assessorados, é claro, por nossos acadêmicos e políticos negociadores. Espero que nossos candidatos, alguns já eleitos, tenham lido o brilhante artigo.
Fernanda Zatar Bicalho
Belo Horizonte, MG

 

Gustavo Franco

Até que enfim vejo uma opinião justa de quem sabe que muito se trabalhou neste governo para melhorar o país ("Saudades de Fernando Henrique", 9 de outubro). Sou jovem ainda, mas tenho guardados na memória todos os presidentes, ministros da Fazenda e presidentes do Banco Central dos últimos vinte anos. Pena que muitas pessoas, incluindo candidatos a presidente da República, só enxerguem erro em tudo em vez de reconhecer o que foi feito e trazer novas propostas para melhorar. É lógico que existem problemas, mas que não se resolvem com bravatas e propostas populistas.
Kleber Daniel Taffarel

taffarel@sbcg.com.br

Parabéns pelo artigo. Não sei como Fernando Henrique será "catalogado" pela história do Brasil. O que sei é que através dele houve o resgate da dignidade, da esperança e do trabalho. Que o novo presidente entenda que não é necessário mudar, precisamos continuar, esse é o caminho.
Madalena Valduga
São Paulo, SP

 

Sérgio Abranches

Surpreendeu-me que na seção de cartas da última edição de VEJA não tenha havido menção alguma a respeito do artigo do cientista político Sérgio Abranches ("Bravo Brasil", 2 de outubro). Dentre todas as reportagens e todos os artigos escritos a respeito das eleições deste ano e sobre os presidenciáveis, este foi o único que abordou o tema de forma magistralmente positiva com relação aos últimos. Quem conhece um pouco da história, não somente a brasileira como a mundial, sabe que esse evento é raro e vem brindar e condecorar o Brasil.
Tiago Pavinatto Gonçalves
Itapira, SP

 

Diogo Mainardi

Leio sempre as crônicas (ou "irônicas") de Diogo Mainardi. Considero-o sarcástico, pedante e, às vezes, enjoativo. Porém, rendo-me à sua reflexão. Não há descrição mais perfeita em relação "às elite" (Lula e "as elite", 9 de outubro). Acertou em cheio. Excelente!
Olga Sales Polon
Itamaraju, BA

 

Roberto Pompeu de Toledo

Roberto Pompeu de Toledo nos mostra, de uma forma caricata, que sua dúvida é se o "cinzento" candidato do PT, caso seja eleito, retornará ao preto ou avançará para o branco; se vai tirar a máscara ou transformar-se nela. Indubitável, entretanto, é a visão chapada, daltônica e nada auspiciosa que o ensaísta tem de Lula. Ainda bem que a vida imita a arte, não a pulp fiction ("Lula, no dia seguinte: três dúvidas", 9 de outubro).
Manuel Soares Bulcão Neto
Fortaleza, CE

 

Radar

Tenho 48 anos, sou formado em administração de empresas, pós-graduado em marketing, com cursos de especialização nos EUA e na Europa, fluente em inglês e espanhol, mais de vinte anos de experiência como executivo em grandes multinacionais no Brasil. Também sou ex-presidente de subsidiária de uma corporação americana no Brasil. Se a função de embaixador na FAO em Roma não atrai o monoglota Itamar Franco, a mim atrai – e muito –, mesmo porque estou desempregado há três meses. Aliás, sempre foi meu desejo ser embaixador do Brasil em algum lugar, porém estudei em escola pública do primário ao ensino médio, e as portas do Itamaraty não se abrem para quem tem formação educacional básica obtida em escolas mantidas pelo próprio governo que representa ("O desejo secreto de Itamar", Radar, 9 de outubro).
Odivaldo Moreno
Santana de Parnaíba, SP

 

Veja essa

Na seção Veja essa (25 de setembro) foi publicada uma nota dizendo que o senhor Cesar Maia, ilustre prefeito do Rio de Janeiro, desfilaria "nu" pela passarela do Aterro do Flamengo se Rosinha Garotinho fosse eleita governadora no primeiro turno das eleições. Muito bem, agora vamos ver qual será a atitude do prefeito do Rio. Homens públicos que se prezam, que têm caráter, não saem por aí fazendo promessas impossíveis de ser cumpridas. E agora, senhor Cesar Maia, vai ou não vai desfilar "nu"?
Rubens Clayton Pereira de Deus
Campo Grande, MS

 

Arqueologia

Fiquei muito chocada e indignada depois de ler a reportagem "O passado afogado" (25 de setembro). É frustrante ver que nossa história está se perdendo, principalmente por causa de guerras.
Katia Cristina Placedino
Santo André, SP

 

Ambiente

Quero cumprimentar VEJA pela reportagem "Com licença para matar", por denunciar a brutalidade a que os animais são submetidos. Ao ver a cena de uma morsa morta por caçadores e outro filmando a cena, senti completa repulsa ("Com licença para matar", 25 de setembro).
Caroline Henrique da Silva
Nova Iguaçu, RJ

 

Olívio Dutra

Manifesto minha inconformidade com a reportagem "Cristãos-novos do capitalismo" (25 de setembro). O que desagrada nossos opositores é a qualidade diferenciada de tratamento dedicada às questões da educação. A comunidade escolar gaúcha reconhece os avanços obtidos, como a abertura de 112.000 vagas no ensino de 2º grau, a nomeação por concurso de 25.000. A Ford saiu do Rio Grande para não rever o contrato que dava à montadora o que o Estado não podia conceder, além do acerto do governo federal com o governo da Bahia para atrair a empresa com mais dinheiro público do que o absurdo que lhe fora oferecido aqui. O campo está em paz, tanto que de 1999 até aqui o PIB agropecuário cresceu 23,8%, contra 4,7% do período anterior e 16,8% da média nacional. A matéria também fala na "explosão de um escândalo envolvendo alta patente do governo com controladores do jogo do bicho", mas não revela que o Ministério Público e o Judiciário têm rejeitado, uma a uma, as acusações.
Olívio Dutra
Governador
Porto Alegre, RS

 

CORREÇÕES: O prazo para recorrer das multas de trânsito é trinta dias a partir da notificação, e não até a data do vencimento da multa, como foi publicado na nota "Quando vale a pena recorrer das multas" (Guia, 25 de setembro); também não é necessário efetuar o pagamento antes do resultado da apelação em primeira instância.

 

ARRANHADA NO CÂMBIO

A reportagem "O que está por trás da queda do real" (2 de outubro) informou erradamente que o real desvalorizou-se 68% em relação ao dólar de janeiro até agora. Na verdade, tomando-se por base um câmbio de 3,76 reais por dólar, a moeda nacional teve uma desvalorização de cerca de 38,6% no período. Em janeiro, quando o dólar valia 2,31 reais, cada real comprava 43 centavos de dólar. Agora, compra apenas 27 centavos. Portanto, são necessários hoje 62,8% mais reais para comprar a mesma quantidade de dólar.



OS MUTUNS

A nota "O mapa da extinção no Brasil" (2 de outubro) informou que o mutum é uma ave extinta na natureza, que existe apenas em cativeiro. Leitores de todo o Brasil escreveram para dizer que o animal tem sido visto em sua região. "Sou pescador e volta e meia vejo o mutum pelos barrancos dos rios em Mato Grosso", escreveu Roberto Vidal Ferrari, de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. George Williams Rosnen de Andrade, de Boa Vista, Roraima, informa que no sul de seu Estado existe o mutum em número razoável. Paulo Burili, de Cacoal, Rondônia, confirma a presença da ave nas reservas indígenas e nas matas das grandes fazendas. Granvile Molonha Alencar, de Sinop, Mato Grosso, registra a existência do mutum nas matas que cercam o município. José Ferreira de Almeida, sul-mato-grossense, acrescenta: "Às margens do Rio Piquiri, há mutum em abundância". Nina Souto Maior Furtado, de Jataí, Goiás, nota a presença de mutuns no cerrado. Na verdade existem várias espécies de mutum. Estão na lista de animais ameaçados de extinção pelo menos três dessas espécies: o mutum-pinima (Crax fasciolata), distribuído amplamente pelo território nacional, do Paraná ao norte do Maranhão, passando pelo cerrado; o mutum-do-sudeste (Crax blumembachii), mais freqüente no sudoeste do país; e o mutum-cavalo (Crax tuberosa), no Nordeste. O mutum de que falava a nota, cuja última aparição ocorreu nos anos 80, é o mutum-de-alagoas (Mitu mitu), que está na lista vermelha dos animais em extinção da União Internacional para Conservação da Natureza.



 
 
   
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