
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Aos
debates, companheiros!
Fotos Antonio Milena
 |
 |
| Lula
e Serra: no primeiro turno escolheu-se o melhor candidato. O segundo
apontará o melhor presidente |
Com
os quase 40 milhões de votos recebidos nas urnas no primeiro turno,
Luís Inácio Lula da Silva foi escolhido pelos brasileiros
como o melhor candidato à Presidência. Na mesma votação,
porém, os brasileiros decidiram que a disputa deveria ir para o
segundo turno, quando não se julgará quem fez a campanha
mais bem-sucedida, mas quem encarna o maior número de virtudes
para ocupar o posto de presidente do Brasil. As eleições,
especialmente as concorridas e emocionantes como as atuais, costumam ser
reduzidas apenas a seu aspecto de jogo em que o ápice da emoção
vem com a indicação do vencedor. É bom ter em mente
que a votação do domingo 27 marcará o início
e não o fim de um processo que durará no mínimo quatro
anos. Por isso, como candidato, Lula pode ter todos os motivos do mundo
para se recusar a debater na televisão com seu oponente, José
Serra. Como favorito nas pesquisas para ser o novo presidente do país,
Lula não deveria se furtar à exposição dos
debates televisionados.
A campanha petista defende a tese de que, justamente por ter conseguido
uma votação recorde no primeiro turno, Lula ganhou o direito
de participar de apenas um debate, que seria feito em rede nacional de
televisão. Afinal, argumentam os petistas, Fernando Henrique Cardoso,
franco favorito em 1998, não participou de nenhum debate. O argumento
é razoável do ponto de vista eleitoral, mas os brasileiros
perderiam com a redução do número de debates. FHC
foi eleito da primeira vez com a idéia do Plano Real, amplamente
debatida por ele em três encontros televisionados com os concorrentes.
Na reeleição, todos já sabiam o que pensava e como
administrava. Não era preciso debate algum para reelegê-lo.
Lula e Serra são apenas apostas. Se um dia disputarem a reeleição,
eles podem até rebarbar os debates. Mas o ideal é que agora
se enfrentem diante das câmeras, não apenas uma, como querem
os petistas, mas quatro vezes, como estava previsto. Quanto mais os dois
candidatos testarem ao vivo, diante de milhões de brasileiros,
a aplicabilidade de suas propostas, mais acertada será a escolha
no segundo turno. Portanto, aos debates, companheiros! Veja
reportagens sobre as eleições
e
participe
da enquete de VEJA on-line.
|
|
 |