"Não
bastassem os problemas que nos flagelam,
vemos pessoas influentes,
muitas delas políticos que
elegemos, envolvidas em tão
escabrosa organização."
Aldo
Angelim Dias
aad@secrel.com.br
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Parabéns
pela excelente reportagem sobre o narcotráfico
no Brasil. É impressionante como o país
está cada vez mais tomado por esse mal. Quanto
mais se planta, mais se vende, mais gente enriquece
("O poder dos barões do tráfico",
8 de dezembro).
Darcilena
Martins Corrêa
Santo
André, SP
VEJA,
em mais um brilhante estudo da realidade brasileira,
consegue traçar com perfeição
o quadro do tráfico de drogas e das redes
de ligação que se estabeleceram no
país. Pena que teremos de engolir mais essa.
Não bastassem todos os problemas que flagelam
o povo brasileiro, vemos pessoas influentes, muitas
das quais políticos que elegemos, envolvidas
em tão escabrosa organização.
Aldo
Angelim Dias
O
governo brasileiro precisa tomar o máximo
de cuidado com o problema do narcotráfico,
que se caracteriza como um perigo para a segurança
nacional. Ou ataca agora e extermina ou deixa enraizar
e perde o controle para sempre. E logo seremos os
primeiros em consumo no mundo. Deus, não
deixe que o país do futuro se torne a pátria
dos drogados.
Geraldo
Guilherme de C. Santos
São Paulo, SP
VEJA
está mostrando que não existe crime
organizado sem a cumplicidade, a conivência
ou a participação direta das autoridades
constituídas. E no nosso caso justifica
muito bem o título 'narcobrasil', pois
temos deputados, juízes e delegados, os
três poderes muito bem representados. A
única forma de acabar com a droga é
agindo sobre as famílias, preventivamente.
Jorge
Vasconcelos de Brito
Belo Horizonte,
MG
Não
poderia ser mais oportuno o belíssimo trabalho
jornalístico do jovem e talentoso editor
assistente Alexandre Secco. É importantíssima
uma reportagem com esse teor para que nossas autoridades
venham a se organizar para que tenhamos êxito
contra o crime organizado. Quando isso ocorrer,
peço, encarecidamente, não esqueçam
do Piauí.
Laci
P.A. Farias
Em
nenhum momento dei a entender que estaria pensando
na hipótese de me lançar candidato
à prefeitura de Vila Velha, Espírito
Santo, conforme publicado na reportagem "Luzes,
câmera, eleição!" (8 de dezembro).
Não tenho nenhuma pretensão política
de ser candidato a prefeito nem a governador, pois
me identifico mais com o Parlamento.
Deputado
Magno Malta
Brasília,
DF
Ladrão
Achei
superinteressante a reportagem "Cabeça
de ladrão" (1º
de dezembro). Trata-se de um enfoque diferente
da marginalidade e insere o cidadão honesto
num processo de compreensão da ética
e da lógica dos bandidos. Esse entendimento,
hoje em dia, é um aprendizado essencial
para garantirmos nossa sobrevivência em
uma cidade como o Rio de Janeiro, mas acredito
que essas informações poderiam ser
mais bem aproveitadas pela polícia, pois
as dicas são boas. Aliás, os bandidos
estão tão tranqüilos quanto
a sua impunidade que podem até dar cursos
de aperfeiçoamento para outros marginais,
sacramentando, assim, a incompetência e
a irresponsabilidade de nossos governantes no
que diz respeito às necessidades básicas
dos eleitores.
Mary
Carmen Mendez
Rio
de Janeiro, RJ
Talvez,
por uma questão de "pudor", o marginal
entrevistado por VEJA evite fazer comentários
sobre o ato em si, da violência e extrema
covardia em que consiste a rendição,
quando não a morte, de suas vítimas
indefesas.
Bia
Vichessi
Diogo
Mainardi
Externamos
nossa perplexidade diante do artigo "Eu, você
e o pobre" (10 de novembro), em que o senhor Diogo
Mainardi afirma que "cinco médicos mataram
o filho de uma amiga". A meningite bacteriana é
uma doença grave, de evolução
fulminante quando a infecção se generaliza
(septicemia), que leva à morte grande porcentual
de crianças, principalmente as mais novas,
como é o caso, mesmo que todos os recursos
médicos e assistenciais tenham sido empregados.
Cabe lembrar também que a infecção
generalizada pode cursar sem sinais clínicos
de meningite, o que dificulta muito o diagnóstico,
uma vez que febre, prostração, sonolência
e irritabilidade são causadas por inúmeras
doenças, principalmente em uma criança
que ainda não sabe expressar com precisão
o que sente. Assim, resta-nos observar que a criança
foi assistida, não houve omissão de
socorro (quem não é localizado não
é omisso, e aqueles que foram encontrados
não se recusaram a prestar o atendimento
requerido), vindo infelizmente o óbito a
ocorrer, em razão de um quadro infeccioso
de evolução bastante rápida,
mesmo diante de atendimento médico apropriado.
Lincoln
Marcelo Silveira Freire
Presidente
da Sociedade
Brasileira
de Pediatria
Amazônia
Em
relação à reportagem "Crime
ecológico" (1o
de dezembro), gostaríamos de esclarecer que
a entidade que representa os produtores rurais no
país se chama Confederação
Nacional da Agricultura, e não Conselho.
O projeto de lei de conversão à Medida
Provisória nº 1.885/43 não altera
o Código Florestal, mas retorna ao texto
original ao reduzir de 80% para 50% o índice
de reserva legal na Amazônia. Nunca foi política
da CNA defender o desmatamento predatório,
principalmente nas áreas de preservação
ambiental. O que defendemos é uma política
ambiental que leve em conta também a criação
de condições para garantir o desenvolvimento
auto-sustentável da agricultura nessas regiões,
onde a atividade emprega milhares de pessoas
Assuero
Doca Veronez
Confederação
Nacional da Agricultura
Brasília, DF
Praias
Em
atenção à reportagem " Vamos
a la playa?" (8 de dezembro), informamos que todas
as solicitações de vôo feitas
a esta administração foram autorizadas.
Até a presente data estão programados
844 vôos charter provenientes da Argentina,
do Uruguai e do Chile no período de 1º
de
janeiro de 2000 a 31 de março de 2000.
Ibsen
Rosa Pons Neto
Comunicação
social da Infraero
Florianópolis, SC
Holofote
Sobre
a nota "Voto secreto nem pensar" (Holofote, 8 de
dezembro), solicito divulgar que o 7º
Congresso Nacional do PSB, por norma estatutária
e não por imposição da maioria,
foi constituído de filiados eleitos delegados
nos diversos Estados brasileiros. Sendo assim, nada
mais democrático do que os filiados conhecerem
o posicionamento de seus delegados. Por isso, o
voto aberto.
Gustavo
Balduino
Comissão
Executiva Nacional do PSB
Brasília,
DF
Com
relação à nota sobre o ministro
da Política Fundiária e Agricultura
Familiar, Raul Jungmann, intitulada "Só mostro
o que quiser" (Holofote, 17 de novembro), temos
a esclarecer que, por uma falha técnica,
a parte da declaração de bens do ministro
foi omitida da página da internet. Essa falha
foi de imediato sanada e a página já
mostra a declaração de bens do ministro.
Quanto a rendimentos não tributáveis,
o ministro não os declarou por não
tê-los auferido.
Flávia
Torreão
Assessora
de comunicação social
Brasília,
DF
Narcobrasil
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Com
relação à reportagem de capa
da edição 1.627,
de 8 de dezembro, a Associação dos
Magistrados Brasileiros, AMB, lamenta a irresponsabilidade
da generalização que passa a idéia
falsa de constituir regra a compra de juízes
por traficantes. Esse tipo de manchete, imprecisa
e injusta, atinge toda a magistratura nacional e
acaba por desinformar o público leitor desta
conceituada revista. A AMB ressalta que essa não
é a regra e que mais freqüentes são
os casos de magistrados ameaçados por traficantes
de drogas por sua atuação firme contra
o tráfico, como é o caso, por exemplo,
do juiz Nelson Missias de Morais, da 1ª Vara
Criminal de Governador Valadares (MG), que vem sofrendo
ameaças de morte em razão do zelo,
rigor e seriedade com que exerce a função
judicante.
Luiz
Fernando Ribeiro de Carvalho
Presidente
da Associação dos
Magistrados Brasileiros
Rio de Janeiro, RJ
Petróleo
Sobre
a reportagem "Negócios inexplicáveis"
(1º de dezembro), gostaria de informar que
o upgrade da plataforma P-36 da Petrobras foi executado
pelo estaleiro canadense Davie Industries Inc. A
empresa, localizada em Lévis, na província
de Quebec, operou a total transformação
da plataforma, praticamente dobrando sua capacidade
de produção. Como resultado, a P-36
poderá produzir 180.000
barris por dia, o que significará um aumento
de 16% da produção nacional de petróleo.
L. Richard
Kohler
Embaixador
do Canadá
Brasília, DF
Irlanda
do Norte
Na
edição 1.627
de VEJA há um erro. Na matéria "Entre
inimigos" (8 de dezembro) lemos que "A Inglaterra
protestante invadiu a ilha na Idade Média".
Impossível, pois na Idade Média não
havia "Inglaterra protestante".
Jaime
Rodrigues
São
Paulo, SP
Caricaturistas
brasileiros
Diferentemente
do que VEJA informa, Hilde Weber não "atuou
nas páginas da imprensa paulista nas duas
décadas seguintes" a sua chegada ao Brasil.
Entre 1933 e 1962, Hilde viveu no Rio de Janeiro,
colaborando com vários jornais e revistas
cariocas e paulistas, notadamente a Tribuna
da Imprensa,
de Carlos Lacerda. Em 1962, mudou-se para São
Paulo e passou a trabalhar para O
Estado de S. Paulo.
Nesse jornal (bem como no Jornal
da Tarde),
milhares de charges suas foram publicadas mais ou
menos dia sim, dia não até 1989, quando
ela se aposentou ("O traço que açoita",
8 de dezembro).
Cláudio
Weber Abramo
São Paulo, SP
NOTA:
Inadvertidamente,
VEJA utilizou a foto de um caminhão que já
pertenceu à empresa Transportes Giglio Ltda.,
de São Bernardo do Campo, no gráfico
da página 42 da reportagem "O poder dos barões
do tráfico" (8 de dezembro). O veículo
é apenas a ilustração de um
dos meios de transporte utilizados por traficantes
e não tem nenhuma relação com
os fatos relatados na matéria.
CORREÇÃO:
O
peixe descrito como tricolor na foto da reportagem
"Verão submerso" (8 de dezembro) é
na verdade um Holacanthus ciliaris, mais
conhecido como anjo rainha.