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"O número de homicídios
cresceu, ao mesmo tempo em que diminuiu a concessão
de portes de arma."
Adilson Dallari
adilsondallari@aasp.org.br
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Criminalidade
Moro fora do Brasil há dois anos.
Não fugi por medo da violência, apesar de ter
passado por momentos de terror num seqüestro relâmpago
em 1997. O cara se aproximou da janela do carro em que eu
estava com minha irmã mais nova e uma amiga. A pergunta
foi direta: "Vocês estão prontas para morrer?"
Ele falou que pessoas como "nós", filhinhas de papai,
éramos culpadas por ele ter "puxado" seis anos de
cadeia. O que nós temos a ver com isso? ("Socorro!
Um assassinato a cada 13 minutos", 7 de junho)
Fabiola Parizot
Antibes, França
Impossibilitada de recorrer a seguranças
particulares, resta à classe média a autodefesa,
por meio das armas de fogo, as mesmas que estão sendo
vítimas de uma demagógica campanha do governo
FHC.
Artur Fonseca
ruger44@uol.com.br
Fiquei surpreso com a informação
constante do quadro sobre o índice de homicídios
em grandes cidades. O município do Rio de Janeiro,
na verdade, registrou em 1999 o índice de 42,94 homicídios
por 100.000 habitantes um
número ainda alto, mas bem abaixo do índice
de 69, atribuído por VEJA no quadro. Esse índice
permanece estável e o governo do Rio de Janeiro está
investindo 80 milhões de reais, somente no ano 2000,
para melhor equipar e treinar seus policiais, com ênfase
na investigação e na inteligência, bem
como desenvolvendo programas sociais para tentar afastar
os jovens do crime.
Governador Anthony Garotinho
Rio de Janeiro, RJ
Os dados publicados por VEJA se referem
à região metropolitana do Rio de Janeiro e
a fonte é o Ministério da Justiça.
Há a necessidade urgente de declarar
guerra aos contraventores, em uma versão ainda mais
rigorosa da Tolerância Zero aplicada em Nova York.
Mas é impossível, devido ao fato de termos
uma polícia também já corrompida. Que
Deus nos ajude.
Luiz A.C. Caetano
Taubaté, SP
São Paulo
A violência contra o governador Mário
Covas, cuja folha de serviços à causa democrática
é extensa (o que inclui o exílio forçado),
não tem desculpa ("A tática do soco", 7 de
junho). É triste: até protestando somos subdesenvolvidos.
Querer linchar um chefe de Executivo é afrontar a
própria ordem constitucional, que a todos subordina,
gerando intranqüilidade e medo, o que é demasiado
grave em um país que precisou pagar um preço
tão alto para reaprender o que é ser livre
de verdade.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE
Mário Covas é sem dúvida
o melhor e mais sério governador que o Estado de
São Paulo já teve e merece todo o respeito
do povo. Os protestos agressivos das últimas semanas
são ação de desocupados com ideais
confusos, sem organização nem apoio popular.
Infelizmente, as dificuldades que os governantes sérios
têm de enfrentar no Brasil desanimaram Covas a disputar
outros mandatos, mas pelo menos já temos um exemplo
a seguir.
Carlos Metzler
metzler@sti.com.br
Como funcionário aposentado do Banespa
tenho inúmeros motivos para não gostar de
Mário Covas. Entretanto, vejo sua administração
exercida com seriedade, buscando cuidar das finanças
do Estado, que também são nossas. O governador
foi eleito e reeleito pelo povo, democraticamente, e a voz
do povo é a voz de Deus. Merece, pois, no mínimo,
respeito, mesmo que dele discordemos. O mesmo respeito que
merecem os professores de seus alunos, que dão a
eles, lamentavelmente, um péssimo exemplo. Quanto
à oposição, esta nada mais fez do que
exercer sua ânsia de assumir o poder, a fim de também
ser, algum dia, agredida e "ovacionada" pelo povo.
Roberto Antonio Cêra
racera@terra.com.br
História
Na reportagem "Preconceito oficial" (22 de
março), algumas afirmativas dão uma visão
pessoal a fatos anteriores. É sabido que no começo
da II Grande Guerra havia no Brasil e dentro do próprio
governo Vargas tendências muito fortes pró-Eixo,
que tinha lideranças fortes, como Felinto Muller
e Francisco Campos, e simpatizantes, como o general Dutra.
Dentro desse contexto, em que o próprio presidente
se mostra indeciso entre a forte corrente pró-Eixo
e a pró-aliados, havia pessoas de espírito
democrático, como o chanceler Oswaldo Aranha, o ministro
Gustavo Capanema e alguns mais. Foi muito difícil
às pessoas de espírito democrático
conviver no governo nessa situação, entretanto
graças ao esforço por elas empreendido o Brasil
não aderiu ao Eixo e sim entrou na guerra ao lado
das forças aliadas. Nem sempre os ministros mencionados
tiveram liberdade de tomar decisões de acordo com
suas convicções, mas teria sido pior para
o país se eles tivessem se afastado do governo, deixando
o terreno livre para as forças fascistas.
Oswaldo Euclydes Aranha
oearanha@uol.com.br
Corrupção
Graças a órgãos da imprensa do porte
de VEJA é que a corrupção no Brasil
está dando sinais de regressão, ou, no mínimo,
presume-se, estacionando. Eu, pelo menos com relação
à cassação do senador Luiz Estevão,
confio mais na força de VEJA do que na vontade política
dos senadores presididos por ACM. ("Carta ao leitor", 7
de junho).
Pedro Tavares de Lucena
Brasília, DF
Ver essas pessoas algemadas é uma delícia
("A moda da algema pegou", 7 de junho).
Carlos Alberto Almeida
São Paulo, SP
Ciganos
Espero que a reportagem "Os enjeitados" (7 de junho) sensibilize
os corações brasileiros para que acolham as
famílias romenas que estão espalhadas pela
cidade de São Paulo e necessitam de ajuda.
Glaucia Helena C.B. Rodrigues
Centro de Estudos Universais
Universidade Anhembi Morumbi
São Paulo, SP
Diogo Mainardi
Concordo com Diogo Mainardi quanto à caminhonete
de gás com aquela musiquinha irritante. Aqui em Santos
os entregadores passam tocando a musiquinha, berrando "Olha
o gás!" e, pasmem, apertando insistentemente a campainha
das casas. Sugiro que contratem Pavarotti para berrar por
eles, pelo menos é bem mais afinado.
Renato Tavares
felipet@iron.com.br
Governo
Os pavilhões nacionais construídos para
essas exposições mundiais sempre objetivaram
divulgar a cultura de cada país participante e o
estágio tecnológico em que se encontra. No
Brasil, como em tantos outros países, tínhamos
como saudável rotina para a escolha dos projetos
de nossos pavilhões a convocação de
concursos públicos de arquitetura, promovidos pelo
Itamaraty e organizados pelo Instituto de Arquitetos do
Brasil, IAB. Assim foram escolhidos e realizados pavilhões
excepcionais, que honraram e destacaram a presença
brasileira como em 1939, para a Exposição
de Nova York, de Oscar Niemeyer e Lucio Costa, e o da Expo'70,
Osaka, do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, entre tantos
outros. No caso da Expo 2000, Hannover frustrando a expectativa
dos arquitetos brasileiros, não houve a realização
do concurso público nacional, tampouco a participação
do IAB ("Uma idéia infeliz", 7 de junho).
Haroldo Pinheiro V. de Queiroz
Presidente Nacional do IAB
Brasília, DF
Radar
VEJA não errou. Aliás, acertou. Quem errou
foi a Petrobras ao deixar de disponibilizar de maneira sistemática
os dados da produção nacional e internacional
de petróleo. A partir de julho, a cada dia 1º,
quem quiser ficar bem informado sobre a produção
de petróleo e gás da Petrobras só terá
de fazer dois pequenos movimentos: clicar www.petrobras.com.br
e depois Banco da Imprensa. A respeito das metas de produção
de óleo e líquido de gás natural (LGN),
em setembro de 1997 a empresa decidiu fixá-las em
1,5 milhão de barris/dia para 2000. Mas em 1999,
adotando uma posição mais realista, a diretoria
decidiu reduzir esse número para 1,3 milhão
de barris. O programa vai bem e tudo indica que a meta será
cumprida. Em abril passado, a Petrobras produziu uma média
de 1.258.573
barris/dia ("O que é ruim a gente esconde", 7 de
junho).
Luís Carlos Cabral
Assessor de imprensa da Petrobras
Rio de Janeiro, RJ

CORREÇÕES: Diversamente do que
foi publicado, os autores da canção Chattanooga
Choo Choo são Harry Warren (melodia) e Mack Gordon
(letra), Datas (7 de junho).
O número de 37 milhões de mortos da I Guerra
Mundial na verdade se refere ao total de mortos, feridos
e desaparecidos (Hipertexto, 31 de maio).