Edição 1 653 -14/6/2000

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"O número de homicídios cresceu, ao mesmo tempo em que diminuiu a concessão de portes de arma."
Adilson Dallari
adilsondallari@aasp.org.br

 

Criminalidade

Moro fora do Brasil há dois anos. Não fugi por medo da violência, apesar de ter passado por momentos de terror num seqüestro relâmpago em 1997. O cara se aproximou da janela do carro em que eu estava com minha irmã mais nova e uma amiga. A pergunta foi direta: "Vocês estão prontas para morrer?" Ele falou que pessoas como "nós", filhinhas de papai, éramos culpadas por ele ter "puxado" seis anos de cadeia. O que nós temos a ver com isso? ("Socorro! Um assassinato a cada 13 minutos", 7 de junho)
Fabiola Parizot

Antibes, França

Impossibilitada de recorrer a seguranças particulares, resta à classe média a autodefesa, por meio das armas de fogo, as mesmas que estão sendo vítimas de uma demagógica campanha do governo FHC.
Artur Fonseca
ruger44@uol.com.br

Fiquei surpreso com a informação constante do quadro sobre o índice de homicídios em grandes cidades. O município do Rio de Janeiro, na verdade, registrou em 1999 o índice de 42,94 homicídios por 100.000 habitantes – um número ainda alto, mas bem abaixo do índice de 69, atribuído por VEJA no quadro. Esse índice permanece estável e o governo do Rio de Janeiro está investindo 80 milhões de reais, somente no ano 2000, para melhor equipar e treinar seus policiais, com ênfase na investigação e na inteligência, bem como desenvolvendo programas sociais para tentar afastar os jovens do crime.
Governador Anthony Garotinho
Rio de Janeiro, RJ

Os dados publicados por VEJA se referem à região metropolitana do Rio de Janeiro e a fonte é o Ministério da Justiça.

Há a necessidade urgente de declarar guerra aos contraventores, em uma versão ainda mais rigorosa da Tolerância Zero aplicada em Nova York. Mas é impossível, devido ao fato de termos uma polícia também já corrompida. Que Deus nos ajude.
Luiz A.C. Caetano
Taubaté, SP

 

São Paulo

A violência contra o governador Mário Covas, cuja folha de serviços à causa democrática é extensa (o que inclui o exílio forçado), não tem desculpa ("A tática do soco", 7 de junho). É triste: até protestando somos subdesenvolvidos. Querer linchar um chefe de Executivo é afrontar a própria ordem constitucional, que a todos subordina, gerando intranqüilidade e medo, o que é demasiado grave em um país que precisou pagar um preço tão alto para reaprender o que é ser livre de verdade.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

Mário Covas é sem dúvida o melhor e mais sério governador que o Estado de São Paulo já teve e merece todo o respeito do povo. Os protestos agressivos das últimas semanas são ação de desocupados com ideais confusos, sem organização nem apoio popular. Infelizmente, as dificuldades que os governantes sérios têm de enfrentar no Brasil desanimaram Covas a disputar outros mandatos, mas pelo menos já temos um exemplo a seguir.
Carlos Metzler
metzler@sti.com.br

Como funcionário aposentado do Banespa tenho inúmeros motivos para não gostar de Mário Covas. Entretanto, vejo sua administração exercida com seriedade, buscando cuidar das finanças do Estado, que também são nossas. O governador foi eleito e reeleito pelo povo, democraticamente, e a voz do povo é a voz de Deus. Merece, pois, no mínimo, respeito, mesmo que dele discordemos. O mesmo respeito que merecem os professores de seus alunos, que dão a eles, lamentavelmente, um péssimo exemplo. Quanto à oposição, esta nada mais fez do que exercer sua ânsia de assumir o poder, a fim de também ser, algum dia, agredida e "ovacionada" pelo povo.
Roberto Antonio Cêra
racera@terra.com.br

 

História

Na reportagem "Preconceito oficial" (22 de março), algumas afirmativas dão uma visão pessoal a fatos anteriores. É sabido que no começo da II Grande Guerra havia no Brasil e dentro do próprio governo Vargas tendências muito fortes pró-Eixo, que tinha lideranças fortes, como Felinto Muller e Francisco Campos, e simpatizantes, como o general Dutra. Dentro desse contexto, em que o próprio presidente se mostra indeciso entre a forte corrente pró-Eixo e a pró-aliados, havia pessoas de espírito democrático, como o chanceler Oswaldo Aranha, o ministro Gustavo Capanema e alguns mais. Foi muito difícil às pessoas de espírito democrático conviver no governo nessa situação, entretanto graças ao esforço por elas empreendido o Brasil não aderiu ao Eixo e sim entrou na guerra ao lado das forças aliadas. Nem sempre os ministros mencionados tiveram liberdade de tomar decisões de acordo com suas convicções, mas teria sido pior para o país se eles tivessem se afastado do governo, deixando o terreno livre para as forças fascistas.
Oswaldo Euclydes Aranha
oearanha@uol.com.br

 

Corrupção

Graças a órgãos da imprensa do porte de VEJA é que a corrupção no Brasil está dando sinais de regressão, ou, no mínimo, presume-se, estacionando. Eu, pelo menos com relação à cassação do senador Luiz Estevão, confio mais na força de VEJA do que na vontade política dos senadores presididos por ACM. ("Carta ao leitor", 7 de junho).
Pedro Tavares de Lucena
Brasília, DF

Ver essas pessoas algemadas é uma delícia ("A moda da algema pegou", 7 de junho).
Carlos Alberto Almeida
São Paulo, SP

 

Ciganos

Espero que a reportagem "Os enjeitados" (7 de junho) sensibilize os corações brasileiros para que acolham as famílias romenas que estão espalhadas pela cidade de São Paulo e necessitam de ajuda.
Glaucia Helena C.B. Rodrigues
Centro de Estudos Universais
Universidade Anhembi Morumbi
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Concordo com Diogo Mainardi quanto à caminhonete de gás com aquela musiquinha irritante. Aqui em Santos os entregadores passam tocando a musiquinha, berrando "Olha o gás!" e, pasmem, apertando insistentemente a campainha das casas. Sugiro que contratem Pavarotti para berrar por eles, pelo menos é bem mais afinado.
Renato Tavares
felipet@iron.com.br

 

Governo

Os pavilhões nacionais construídos para essas exposições mundiais sempre objetivaram divulgar a cultura de cada país participante e o estágio tecnológico em que se encontra. No Brasil, como em tantos outros países, tínhamos como saudável rotina para a escolha dos projetos de nossos pavilhões a convocação de concursos públicos de arquitetura, promovidos pelo Itamaraty e organizados pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, IAB. Assim foram escolhidos e realizados pavilhões excepcionais, que honraram e destacaram a presença brasileira – como em 1939, para a Exposição de Nova York, de Oscar Niemeyer e Lucio Costa, e o da Expo'70, Osaka, do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, entre tantos outros. No caso da Expo 2000, Hannover frustrando a expectativa dos arquitetos brasileiros, não houve a realização do concurso público nacional, tampouco a participação do IAB ("Uma idéia infeliz", 7 de junho).
Haroldo Pinheiro V. de Queiroz
Presidente Nacional do IAB
Brasília, DF

 

Radar

VEJA não errou. Aliás, acertou. Quem errou foi a Petrobras ao deixar de disponibilizar de maneira sistemática os dados da produção nacional e internacional de petróleo. A partir de julho, a cada dia 1º, quem quiser ficar bem informado sobre a produção de petróleo e gás da Petrobras só terá de fazer dois pequenos movimentos: clicar www.petrobras.com.br e depois Banco da Imprensa. A respeito das metas de produção de óleo e líquido de gás natural (LGN), em setembro de 1997 a empresa decidiu fixá-las em 1,5 milhão de barris/dia para 2000. Mas em 1999, adotando uma posição mais realista, a diretoria decidiu reduzir esse número para 1,3 milhão de barris. O programa vai bem e tudo indica que a meta será cumprida. Em abril passado, a Petrobras produziu uma média de 1.258.573 barris/dia ("O que é ruim a gente esconde", 7 de junho).
Luís Carlos Cabral
Assessor de imprensa da Petrobras
Rio de Janeiro, RJ

 



CORREÇÕES: Diversamente do que foi publicado, os autores da canção Chattanooga Choo Choo são Harry Warren (melodia) e Mack Gordon (letra), Datas (7 de junho). O número de 37 milhões de mortos da I Guerra Mundial na verdade se refere ao total de mortos, feridos e desaparecidos (Hipertexto, 31 de maio).