Nosso homem em Brasília
Ana Araújo
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Flamínio: o novo chefe da
sucursal de VEJA na capital
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A proximidade com o poder sempre fez de Brasília
um dos centros nervosos do jornalismo de VEJA. Nos últimos
anos, repórteres e editores que ali trabalharam foram
testemunhas privilegiadas de acontecimentos como o impeachment
de Fernando Collor e a estréia do Real, o plano econômico
que devolveu estabilidade à economia brasileira.
Tiveram também a oportunidade de acompanhar e investigar
inúmeras denúncias de corrupção
e outros desvios das autoridades. Tudo isso resultou em
grandes reportagens que marcaram a história da revista.
Agora, é do mineiro Flamínio Fantini a missão
de dar continuidade ao jornalismo de VEJA na capital da
República. Ele é o novo chefe da sucursal
da revista em Brasília.
Flamínio acumula experiência de sobra para
encarregar-se da nova tarefa. Aos 46 anos, nascido em Conquista,
no Triângulo Mineiro, e formado em jornalismo pela
Universidade Federal de Minas Gerais, tem duas décadas
de profissão. Antes de assumir as novas funções
em Brasília, era diretor de redação
do jornal O Tempo, em Belo Horizonte. No início
da década de 80, como chefe da sucursal de VEJA em
Belo Horizonte, acompanhou as primeiras eleições
diretas para governador, que deram vitória a Tancredo
Neves.
Seu currículo inclui também reportagens
que produziu para VEJA em Paris, onde durante dois anos
fez estágios no Centre de Formation et de Perfectionnement
des Journalistes. Foi o período em que a dívida
externa brasileira se agravou. Como repórter da revista,
Flamínio acompanhou as primeiras negociações
com o Clube de Paris, dirigido por um certo Michel Camdessus,
que mais tarde iria para o FMI. Na França, aproveitou
para fazer também especialização em
jornalismo científico. Numa ocasião, foi ao
Instituto Pasteur, onde um desconhecido pesquisador chamado
Luc Montagnier reuniu sua equipe para lhe explicar a descoberta
que anunciara aos meios científicos no dia anterior:
o vírus da Aids.