Edição 1 653 -14/6/2000

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Nosso homem em Brasília

Ana Araújo

Flamínio: o novo chefe da sucursal de VEJA na capital


A proximidade com o poder sempre fez de Brasília um dos centros nervosos do jornalismo de VEJA. Nos últimos anos, repórteres e editores que ali trabalharam foram testemunhas privilegiadas de acontecimentos como o impeachment de Fernando Collor e a estréia do Real, o plano econômico que devolveu estabilidade à economia brasileira. Tiveram também a oportunidade de acompanhar e investigar inúmeras denúncias de corrupção e outros desvios das autoridades. Tudo isso resultou em grandes reportagens que marcaram a história da revista. Agora, é do mineiro Flamínio Fantini a missão de dar continuidade ao jornalismo de VEJA na capital da República. Ele é o novo chefe da sucursal da revista em Brasília.

Flamínio acumula experiência de sobra para encarregar-se da nova tarefa. Aos 46 anos, nascido em Conquista, no Triângulo Mineiro, e formado em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, tem duas décadas de profissão. Antes de assumir as novas funções em Brasília, era diretor de redação do jornal O Tempo, em Belo Horizonte. No início da década de 80, como chefe da sucursal de VEJA em Belo Horizonte, acompanhou as primeiras eleições diretas para governador, que deram vitória a Tancredo Neves.

Seu currículo inclui também reportagens que produziu para VEJA em Paris, onde durante dois anos fez estágios no Centre de Formation et de Perfectionnement des Journalistes. Foi o período em que a dívida externa brasileira se agravou. Como repórter da revista, Flamínio acompanhou as primeiras negociações com o Clube de Paris, dirigido por um certo Michel Camdessus, que mais tarde iria para o FMI. Na França, aproveitou para fazer também especialização em jornalismo científico. Numa ocasião, foi ao Instituto Pasteur, onde um desconhecido pesquisador chamado Luc Montagnier reuniu sua equipe para lhe explicar a descoberta que anunciara aos meios científicos no dia anterior: o vírus da Aids.