Ele
era diferente
Claudio Rossi
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O
fórum de VEJA on-line perguntou o que fez de Mário
Covas um político diferente dos demais. Uma das mensagens
foi enviada por uma menina de 10 anos, que escreveu um emocionado
depoimento. Confira esta e outras opiniões:
"Lá
no céu ele continua lutando para que o país
melhore. Alegrou crianças, adultos e idosos. Por
isso, Mário Covas é um exemplo."
Folvi Fernandes de Oliveira, 10 anos
naiaveneranda@uol.com.br
São
Paulo (SP)
"Covas
preferiu o caminho tortuoso da clareza e da autenticidade
ao da fala bonita que a maioria gosta de ouvir."
Nivaldo Wengrzynovski
nivaldo@despachantenivaldo.com.br
Curitiba
(PR)
"Um
homem que conseguiu manter-se incólume e limpo no
lamaçal da política brasileira merece ser
reverenciado."
Pedro Carlos da Silva
pedazo@uol.com.br
Recife
(PE)
"O
governador de São Paulo não se intimidou em
demonstrar sua fragilidade publicamente, num episódio
comovente e de uma transparência rara no meio político
atual."
Kharla Costa
krcosta@vento.com.br
Campo
Grande (MS)
"A
morte de Covas nos conduz a uma constatação
inequívoca: estamos a cada dia mais órfãos
de estadistas e cada vez mais reféns dos lacaios
que infestam a política brasileira."
Christiano Dias Lopes Neto
diaslopes@bol.com.br
Vitória
(ES)
"O
governador foi mais do que um líder político.
Foi uma pessoa de coração muito grande, um
paizão para a população de São
Paulo."
Rose Vitória Macedo Menezes
rosevmenezes@ig.com.br
Rio
de Janeiro (RJ)
De
poeta para poeta
Ag. ZNZ, Bras/Beterra/Ag. JB
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Ag
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Quando
concluiu seu primeiro livro, Pedra do Sono, em 1942,
o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto
(acima à esq.) enviou-o a Mário de Andrade,
autor de Macunaíma. Não recebeu resposta.
Por sorte, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade
(acima
à dir.) souberam reconhecer o valor daqueles
versos. Nos anos 40 e 50, Cabral correspondeu-se com eles.
As cartas foram reunidas pela pesquisadora
Flora Süssekind no volume Correspondência
de Cabral com Bandeira
e Drummond. A Estação VEJA (www.estacaoveja.com.br)
reproduz trechos dessas cartas.
Clique
e leia
Além
das cartas trocadas entre os poetas, a Estação
VEJA oferece uma estante digital com capítulos inteiros
de grandes obras da literatura, como Desonra,
de J. M. Coetzee,
e Memórias
de um Rato de Hotel, de Dr. Antonio.
O
governo somos nós
Ilustração
Ewerton Gondari
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Duas semanas atrás, uma enquete de VEJA on-line perguntou
quem deveria tapar o rombo de 40 bilhões de reais
que os planos econômicos deixaram no Fundo de Garantia.
Quase 90% dos participantes responderam "o governo". O internauta
Antonio Ferreira, de Brasília, discordou do resultado
e, por e-mail, mandou algumas indagações pertinentes.
Escreveu o leitor: "Muita gente ainda crê que 'governo'
é uma coisa etérea, de outro mundo, que tem
um poder especial de gerar dinheiro do nada. Será
que todos sabem que apontar o governo, no caso do FGTS,
significa tirar os 40 bilhões diretamente dos 170
milhões de brasileiros, seja em novos impostos, seja
reduzindo investimentos em saúde, educação,
segurança?"
O
assunto é economia
A
Rádio
VEJA
traz nesta semana trechos da entrevista que a editora assistente
Consuelo Dieguez fez com o presidente do Banco Central,
Armínio Fraga, personagem das páginas
amarelas
desta edição. Fraga admite que problemas políticos
afetam a economia. Ouça também a opinião
do presidente do BankBoston, Henrique Meirelles, sobre os
reflexos da crise econômica americana no Brasil.
Editado
por Nilson Vargas
(nvargas@vjlistas.veja.com.br)