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O Smart vem aí
Mercedes-Benz
fabricará
no Brasil o minicarro inovador
criado em parceria com a Swatch
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| A
versão brasileira terá quatro portas e será 1
metro mais comprida que a vendida na Europa |

Veja também |
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O que a Mercedes-Benz
deve fazer com sua fábrica em Minas Gerais, que opera com apenas
20% de sua capacidade de produção? Engana-se quem sugeriu
que faça as malas e deixe o Brasil. Em lugar disso, a empresa alemã,
cuja marca é sinônimo de carro de luxo, pretende aproveitar
a ociosidade para produzir um de seus veículos mais fascinantes
o Smart, um carro pequeno, criado em parceria com a fabricante
suíça de relógios Swatch. Com lugar para dois passageiros
e apenas 2,5 metros de comprimento, parece um carrinho de brinquedo com
suas partes de plástico e alumínio. Atualmente, toda a produção
anual de 120.000 desses veículos sai
de uma única fábrica na França, cuja capacidade de
ampliação está esgotada. O que será montado
em Juiz de Fora é a próxima geração, cujos
detalhes finais ainda não saíram das pranchetas dos projetistas.
O protótipo tem 1 metro a mais que o carro atual, quatro portas
e capacidade ampliada para quatro passageiros. Continua sendo pequeno,
com o tamanho aproximado de um Ford Ka.
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| Smart
City Coupé, um modelo de dois lugares: exposto como obra de arte |
O Smart nasceu
em 1994 com a ambição de ser mais moderno e colorido que
qualquer outro veículo. Pequeno, econômico e leve (720 quilos,
200 quilos mais leve que um Ka), de uso individual e fácil de estacionar
nas ruas estreitas das cidades européias e japonesas. A parceria
com a Swatch que se desinteressou e saiu da sociedade poucos meses
depois do lançamento, em 1998 era incorporar ao carro a
jovialidade do relógio. Bonito ele é, a ponto de ser exibido
como um clássico do desenho industrial no Museu de Arte Moderna
de Nova York, o MoMA. O veículo é construído a partir
de uma espécie de célula metálica, que cria uma cabine
de segurança e isola o motorista do compartimento do motor, com
grande eficiência na proteção contra batidas. O mesmo
tipo de gaiola protetora foi usado depois pela Mercedes no Classe A, carro
fabricado em Juiz de Fora que tem grandes semelhanças com o Smart.
Apesar das dimensões reduzidas, o teto alto aumenta a sensação
de espaço interno e acomoda com conforto motoristas de até
1,90 metro de altura. As cores das partes de plástico da carroceria
podem ser combinadas ao gosto do freguês.
É
claro que não se deve esperar do carrinho o conforto e a potência
de um verdadeiro Mercedes. Além do motorista e um passageiro, sobra
espaço para apenas 150 litros de bagagem. A velocidade máxima
é de 135 quilômetros por hora. As vendas não foram
nada animadoras no princípio. Entre as críticas estavam
o preço de cerca de 10.000 dólares
e a performance. Dois anos atrás, a Mercedes reformou o carro,
que ganhou um motor turbo mais potente e versões a diesel, que
fazem 30 quilômetros com 1 litro de combustível. Criou uma
versão conversível, e a cada salão do automóvel
mostra um novo protótipo do Smart. Desde o lançamento foram
vendidos 430.000 carros, 270.000
depois da reforma geral. No ano que vem serão lançados na
Europa o Smart Roadster, um cupê mais baixo que os modelos atuais,
e o Roadster Cabriolet, conversível que parece de brinquedo. Todos
com capacidade para apenas duas pessoas. O Brasil será o único
a produzir o modelo com quatro lugares. Antes de o primeiro deles rodar
em Juiz de Fora, a Mercedes-Benz precisa investir pelo menos 100 milhões
de dólares na adaptação da linha de montagem. Atualmente,
a fábrica brasileira produz por ano 9.000
Classe A e 6.000 Classe C, um carro de luxo
feito apenas para exportação. O novo Smart será vendido
por aqui, mas a maior parte da produção será enviada
para a Europa, para os Estados Unidos e para países da América
Latina. "Com o carro vamos ampliar a capacidade de produção
da fábrica e manter os investimentos no Brasil", disse o presidente
da DaimlerChrysler do Brasil, Ben van Schaik.
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