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CINEMA
Divulgação
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| Sexy:
gângster descobre o lazer |
Sexy Beast (Inglaterra/Espanha, 2001. Estréia sexta-feira
em São Paulo e no Rio) Os ingleses têm uma longa tradição
nos filmes de gângster. Mas, ao contrário dos americanos,
influenciados pela mitologia da Máfia, costumam retratar esses
personagens como operários do crime homens que estariam
numa fábrica, ou na fila do seguro-desemprego, se não tivessem
passado para o lado de lá da lei. Gal Dove (Ray Winstone), o protagonista
de Sexy Beast, pertence a essa linhagem. Com uma diferença:
ele finalmente descobriu o lazer. Aposentado na Espanha, ao lado da mulher,
Gal toma sol, farta-se de lulas e cerveja e nem se imagina de volta "àquela
latrina" a Inglaterra. Até que um antigo parceiro (Ben Kingsley)
invade sua vida para obrigá-lo a um último golpe. Kingsley,
é bom lembrar, ganhou o Oscar pelo papel do pacifista Mahatma Gandhi.
Aqui, numa atuação memorável (pela qual concorre
neste ano à estatueta de coadjuvante), ele é a fúria
em pessoa, e despeja insultos e ameaças como se fosse um vulcão
em erupção. Dirigido com estilo e concisão, o filme
é um bom exemplo da renovação do cinema inglês.

Veja também |
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CD-ROM
Dicionário
Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa (Objetiva;
90 reais) Acredite: a versão do Houaiss para computador
vai além dos recursos já trazidos no inovador produto em
livro. O número de verbetes é o mesmo (228.500), mas as
ferramentas de pesquisa são preciosas. É possível,
por exemplo, verificar quais palavras foram incorporadas ao idioma num
ano específico. Em 1814, digamos, o dicionário aponta o
surgimento de oito vocábulos, entre os quais "flora" e "encosta".
Outro recurso interessante é a tabela que traz 15.000 verbos conjugados
em todas as possíveis formas, até mesmo as irregulares.
O CD-ROM permite ainda a chamada "pesquisa reversa", que consiste em encontrar
uma palavra a partir de sua definição.

Veja também |
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LIVRO
Divulgação/Mark Gerson
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| Maugham:
em busca do "sentido da vida" |
O
Fio da Navalha, de W. Somerset Maugham (tradução
de Lígia Junqueira Smith; Globo; 418 páginas; 39 reais)
Clássico da literatura inglesa do século XX, adaptado
para o cinema por duas vezes, este romance ganha uma reedição
nacional depois de anos fora de catálogo. Nele, W. Somerset Maugham
(1874-1965) captou como ninguém o espírito de uma época
de incertezas, o conturbado período que se seguiu à I Guerra
Mundial. No centro da história está Larry Darnell, um jovem
americano de classe alta que lutou no conflito. Depois de encarar a morte
de perto, ele retorna para sua Chicago natal no final dos anos 10 com
a mente em completo transtorno: resolve largar a noiva e todos os confortos
materiais para partir em busca do "sentido da vida". Leia
trechos do livro.
DISCOS
Time
Traders, Peter Green Splinter Group (Sum) Brilhante guitarrista
de blues, o inglês Peter Green é uma espécie de "primo
pobre" de seu conterrâneo Eric Clapton. Os dois despontaram nos
anos 60 e tocaram no mesmo grupo (os Bluesbreakers, do cantor e pianista
John Mayall). Em seguida, Green fundou uma banda importante, o Fleetwood
Mac, mas não demorou para que se afundasse nas drogas e em surtos
de loucura. Só recentemente ele voltou aos palcos e aos estúdios
de gravação. Time Traders é um disco mais
empolgante que qualquer coisa que Clapton tenha lançado nos últimos
tempos. Mostra que Green continua sendo um instrumentista de primeira
e um bom compositor ouça
a ótima faixa instrumental Underway.
Enjoy
the Melodic Sunshine,
Cosmic Rough Riders (Trama) O quinteto liderado por Daniel Wylie
(vocais) e Stephen Fleming (guitarra e vocais) surgiu na cidade escocesa
de Glasgow, mas tudo indica que preferia ter nascido nos Estados Unidos.
Mais precisamente, na Califórnia dos anos 60, em meio ao embalo
psicodélico e à "descoberta" da música indiana pelos
roqueiros. Sonoridades desse tipo emprestam um sabor nostálgico
às composições do grupo. Não tornam anacrônicas,
porém, belas músicas como Glastonbury Revisited e
Emily Darling. Enjoy the Melodic Sunshine é o terceiro disco
do Cosmic Rough Riders. Antes, o grupo pelejava no mercado independente
inglês até chamar a atenção do executivo
Alan McGee, o mesmo que descobriu o Oasis e o transformou num fenômeno
mundial. Ouça
a música Emily Darling.
TELEVISÃO
Discovery Channel
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| Filhos:
cenas da imigração |
Filhos do Sol (domingo 10, às 21h, no Discovery)
Prato cheio para quem aprecia documentários de cunho histórico,
este programa faz uma alentada retrospectiva da imigração
japonesa para países do continente americano. Ele aborda essa diáspora
desde seus primórdios, no século XIX, quando era incentivada
pelo governo do Japão, até os momentos sombrios da II Guerra
Mundial. Há, por exemplo, imagens dos campos de concentração
onde os Estados Unidos confinaram 120.000 japoneses, natos ou não,
durante o conflito. Outro trecho curioso é aquele em que se trata
da Shindo Renmei, organização clandestina formada em São
Paulo, nos anos 40, por imigrantes que não aceitavam a derrota
do Japão na guerra.
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OS
MAIS VENDIDOS - CRÍTICA
A
ciência deve muito ao físico inglês Stephen Hawking.
Além de ter inovado com suas idéias no campo teórico,
ele conseguiu a proeza de elevar os livros de divulgação
científica ao status de best-sellers, abrindo caminho para
outros autores. Lançado nos anos 80, seu primeiro texto nesse
formato, Uma Breve História do Tempo, vendeu 10 milhões
de exemplares. Agora, Hawking volta à carga com O Universo
numa Casca de Noz (tradução de Ivo Korytowski;
Mandarim; 216 páginas; 35 reais), em primeiro lugar na categoria
de não-ficção da lista de mais vendidos de
VEJA. À luz das últimas novidades da ciência,
o físico discorre sobre temas como as viagens no tempo e
as potencialidades do cérebro humano. O ponto para o qual
tudo converge é sua busca sem trégua por uma teoria
capaz de explicar o funcionamento do universo como um todo. Para
tanto, Hawking procura trocar em miúdos temas dificílimos
como a teoria-M, as p-branas e a supergravidade. Formou-se um consenso
entre os especialistas, porém, de que desta vez ele falhou
em seu intuito. Recentemente, por exemplo, o jornal inglês
The Guardian fez uma enquete com cientistas, professores
e editores de publicações da área. Resultado:
o livro foi reprovado. Ao reduzir uma massa de informações
tão grande a pouco mais de 200 páginas, Hawking mais
confunde do que esclarece. E não adianta pensar que as ilustrações
vão resolver o caso elas são tão enigmáticas
quanto os quadros metafísicos do italiano De Chirico. Resumo:
se você tem Ph.D. em física, vá fundo. O pobre
leigo não entenderá p-branas do que está lendo.
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