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Mais onze planetas

E um deles está numa zona
compatível com a vida

Ainda não somos capazes de responder à questão crucial – se há ou não vida fora da Terra. A existência de planetas fora do sistema solar, contudo, já deixou o plano teórico. Na semana passada, onze novos planetas foram acrescentados aos 52 identificados nos últimos seis anos. São planetões do tamanho de Júpiter, o maior do sistema solar. Entre as descobertas há dois sistemas planetários, cada um com dois astros girando em torno da estrela central. Há também um planeta que mantém uma órbita muito semelhante à da Terra em torno do Sol. O mais fascinante é que ele está, em relação a sua estrela, dentro da chamada zona habitável, ou seja, aquela que teoricamente reúne as condições de temperatura e luminosidade compatíveis com a existência de vida. Todos os planetas foram observados indiretamente em pesquisas realizadas nos observatórios de La Silla, no Chile, Keck, no Havaí, e Haute-Provence, na França. Há outra novidade no ramo dos planetas: astrônomos ingleses anunciaram ter encontrado evidências de pelo menos uma dúzia deles vagando pela nebulosa de Órion. Eles os chamaram de "planetas errantes", cuja característica principal é não estarem presos ao campo gravitacional de uma estrela. A maioria dos astrônomos prefere classificá-los como estrelas anãs marrons, categoria intermediária entre as definições de estrelas e de planetas. Eles têm o aval da União Astronômica Internacional, que se mantém fiel à definição clássica de que um planeta é um objeto que percorre órbita fixa em torno de uma estrela. Até a contenda ser esclarecida, os errantes estão fora da lista oficial de planetas.

 

   
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