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Edição 1 699 - 9 de maio de 2001
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Ainda bem que era optatória

Popó com Eliana, a noiva tatuada na perna: confusão

Sensibilíssimo, como todos os pugilistas, Acelino Freitas, o Popó, ainda está desatando o nó da confusão que armou ao simplesmente não embarcar para uma luta marcada nos Estados Unidos. Ao treinador Luis Dórea, que o esperava no aeroporto, mandou recado de que não se sentia "em condições psicológicas", deprimido com o rompimento do noivado com Eliana Guimarães – talvez fruto do horror da moça ao se ver retratada numa hedionda tatuagem na barriga da perna dele. Depois, Popó reapareceu em Salvador, com o noivado reatado e a psique mais ou menos recuperada. Em autêntico popozês, alegou que o bolo não foi tão grave assim: "A luta era optatória e eu não tinha obrigação de ir". Sobre o casamento, mostra cautela. "Ela ainda está pensando", esquiva-se.

 

Esta motoqueira é de capotar

AP
Katja, em entrevista: convites para posar recusados


Que ronco de motor, que nada. O que causa frisson no campeonato mundial de motociclismo é a alemã Katja Poensgen, 24 anos, loira, olhos verdes, 1,70 metro, 57 quilos, piercing no nariz e, raridade das raridades, única mulher entre os 29 pilotos da categoria 250 cilindradas. Na Espanha, terceira etapa do campeonato, a mais requisitada para entrevistas era Katja – que odeia ser vista só como uma carinha bonita (corpinho também, diga-se). Filha de ex-piloto, campeã alemã aos 18 anos, a loira recusou convites de duas revistas masculinas para posar com sua moto. "Quero ser famosa como piloto, não por tirar fotos de topless", esbraveja.

 

Ron, que era Ronaldo

Oscar Cabral
O diretor, no Rio: muitas identidades


Aviso: Ron Daniels, 58 anos, diretor da montagem de Rei Lear, de Shakespeare, que estreou em São Paulo e acaba de chegar ao Rio de Janeiro, é um simpático niteroiense que há vinte anos não pisava aqui. Ron Daniels, aliás, é versão para o inglês de Ronaldo Daniel, que morou anos na Inglaterra (é até hoje do time de diretores teatrais da Royal Shakespeare Company) e depois se mudou para Nova York. Com tantos nomes e endereços, teme uma crise de identidade. "Às vezes, dá medo de perder minhas raízes", diz. Mas a aposentadoria, quando chegar, deve ser no Brasil. "Quero ficar velho numa praia", avisa.

 

 
Ivan Faria
Yasmin na passarela: modelo, atriz ou cantora

A genética se impõe

Por mais que os pais esperneiem, a herança genética da bela Yasmin insiste em aflorar. Na quarta 25, a filha mais velha de Luiza Brunet, que já fez desfiles, fotos e dois comerciais, subiu mais uma vez à passarela. Abafou, de top curtíssimo, maquiagem, porte de gazela. Aos 12 aninhos, 1,70 metro, 48 quilos, Yasmin já foi assediada por agências brasileiras e americanas. "Às vezes ela se empolga, mas nada melhor que alguém com a experiência da mãe para aconselhá-la", comenta o pai, Armando Fernandez. "Se eu pudesse, escolheria outra carreira para ela", emenda Luiza. Yasmin bate na tecla de todas as meninas: "Quero ser ou modelo, ou atriz, ou cantora".

 

 

O amigo brasileiro de Harry Potter

 
Fernando Cavalcanti/Ag. Atimo
Alfie (no centro), com colegas de escola: acarajé

Ele nem sabe quantas vezes leu os livros de Harry Potter no original, em inglês. Mas Alfred Lewis Enoch, 12 anos, ator mirim que participa do filme inspirado na obra do pequeno bruxo, também adora um bom gibi brasileiro. Filho de uma médica carioca negra casada com um ator inglês "branco feito leite", Alfie, como é chamado, nasceu em Londres e estuda em escola inglesa, mas já passou longas temporadas em Salvador. "Tenho saudade de acarajé com pimenta", diz. Descoberto quando fazia sua primeira peça teatral, Alfie, no filme, será Dean (Dino) Thomas, amigo do bruxo que só tem duas falas, mas aparece o tempo todo.

 

E ela ainda está com 16

Valério Trabanco/VIP
Daniela pára o trânsito e admite: "Sei que mexo com os homens"

Do alto de seus 16 anos de muita saúde, a modelo Daniela Sarahyba parou literalmente o trânsito na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, ao posar para um ensaio para a próxima edição da revista Vip. Nada a que não esteja acostumadíssima. "Sei que mexo com os homens", diz, sem piscar. "Sou muita cantada. Mas os caras da minha idade não têm coragem de chegar perto." Recém-rompida com o namorado, o estudante Carlos Felipe, 23, a moça só quer saber de trabalhar e estudar. Lá pela provecta idade de 22 anos, quando tiver dez de carreira e uma boa poupança, pensa em trocar as passarelas por marido, filhos e um curso de publicidade.



Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Aida Veiga, Bel Moherdaui,
Leonardo Coutinho, Marcelo Camacho e Silvia Rogar


 
 
   
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