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LIVROS

Modelo de Versace:
intimidade com o pop |
Série Universo da
Moda, vários autores (tradução
de Eloisa Araújo Ribeiro; Cosac & Naify;
29 reais cada volume) Esta coleção
francesa traça um divertido panorama da alta-costura
no século XX, com seus reflexos nas roupas do
dia-a-dia e nos próprios costumes. Cada livro
é dedicado a um estilista e reúne em média
cinqüenta fotografias de suas criações.
Em vez de apenas mostrar figurinos, essas fotos procuram
reproduzir o universo de cada costureiro. No volume
dedicado ao italiano Gianni Versace, por exemplo, que
gostava de circular pelo mundo da música pop,
alguns de seus modelos são envergados por Elton
John e Prince. Já aquele dedicado à francesa
Coco Chanel usa flagrantes seus nos salões parisienses,
para deixar ainda mais evidente que ela foi uma das
mulheres mais chiques de todos os tempos. Cada livro
é acompanhado de uma avaliação
da trajetória do estilista. Alguns desses textos
soam um pouco pretensiosos, mas mesmo assim trazem informações
curiosas. Fica-se sabendo que, quando o presidente americano
John Kennedy foi assassinado, um mal-estar percorreu
a maison Chanel: em suas primeiras fotos como viúva,
ainda com lágrimas nos olhos, Jacqueline aparecia
envergando um tailleur da grife. Péssima propaganda. |
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DISCOS
Livid,
Blondie (Beyond/BMG) Madonna não foi
a primeira pop star americana a combinar inteligência
e sexo. No final dos anos 70, a cantora Debbie Harry
conquistava o público pelo cérebro e
pelo coração. À frente do grupo
de rock Blondie, que se tornou o símbolo do
movimento chamado new wave, ela passeava com maestria
por ritmos como punk, funk, reggae e rap. Trajava
apenas um minúsculo baby-doll. A diferença
é que a música do Blondie era muito
superior à de Madonna. Este CD, gravado ao
vivo durante a turnê que marcou a volta do conjunto
no ano passado, mostra que o talento e o poder de
sedução de Debbie se mantêm intactos.
Ela ostenta alguns quilinhos a mais, mas sua voz ainda
brilha em canções que marcaram época,
como Heart of Glass, Dreaming e The Tide
Is High.
Fuzzy,
Grant Lee Buffalo (London/ WEA) Este disco,
lançado nos Estados Unidos em 1993 e só
agora no Brasil, entrou para a história como
uma das melhores estréias de uma banda de rock.
O trio californiano Grant Lee Buffalo, apesar da forte
inspiração country, não era formado
por cowboys de botas e chapelão. Suas maiores
influências eram o grupo The Byrds e o compositor
Neil Young, que casaram as melodias do Oeste com a
rebeldia do rock. Fuzzy alterna canções
pesadas e rocks áridos. As letras de Grant
Lee Phillips incluem citações de personagens
da história americana, como o gângster
Al Capone. Por causa desse recurso, Phillips chegou
a ser comparado a Bob Dylan. Tais elogios se provaram
exagerados. O Grant Lee Buffalo terminou no ano passado,
sem nunca ter repetido o sucesso da estréia.
Mas Fuzzy permanece como um dos grandes álbuns
de sua época.
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VÍDEO
Ed TV (Edtv,
Estados Unidos, 1999) O sucesso de O
Show de Truman ofuscou esta boa produção,
que trata de tema semelhante: um sujeito tem sua vida
acompanhada por câmaras de televisão
24 horas por dia. A diferença é que
o protagonista desta comédia (vivido por Matthew
McConaghey) sabe que é o astro do insólito
programa, e ganha um bom dinheiro por isso. O difícil,
como ele não demora a descobrir, é dar
um basta na situação quando ela se torna
insustentável. O diretor Ron Howard (de Apollo
13) aproveita para satirizar a sede de celebridade
que acomete a sociedade moderna e também para
distribuir alfinetadas na mídia.
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TELEVISÃO

Easton Ellis: opiniões
provocadoras do escritor americano
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Profiles:
Bret Easton Ellis
(sábado, à 1h30, com reapresentações,
no Film & Arts) No começo dos anos
90, Bret Easton Ellis fez furor com o romance O
Psicopata Americano. O protagonista da história
era um ricaço de Wall Street cujos maiores
prazeres eram o consumo de objetos de grife e o assassinato
de mulheres com requintes de crueldade. Embora seus
romances seguintes não tenham repetido o êxito
do primeiro, Ellis continua sendo uma das personalidades
mais polêmicas da nova geração
de escritores americanos. Vale a pena conferir, neste
programa, suas opiniões provocadoras sobre
assuntos como drogas, a cultura pop e o mundo da moda.
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