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Ancelmo Gois
Nicolielo
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PROPAGANDA
Bola na rede
Exemplo do estrondo
que é o mundo novo da internet. O ZAZ, portal do grupo
Telefónica, comprou por 45 milhões de reais uma
cota de patrocínio do futebol da TV Globo no ano 2000.
Já a Zip.net fechou por 13 milhões de reais uma
cota da cobertura das Olimpíadas de Sydney.
EDUCAÇÃO
Salto de qualidade
Veja como certa
oposição foi cega em condenar a criação
do Provão pelo ministro Paulo Renato, em 1996. De lá
para cá, aumentou em 38% o número de professores
com mestrado ou doutorado nas faculdades particulares. São
os donos das escolas tipo "pagou, passou" com vergonha
da execração pública.
Apartheid no campus
De 1994 a 1998,
a PUC carioca teve 239 alunos pobres negros, quase todos. Cerca
de 60% deles escolheram carreiras em que a competição
com os mais ricos no vestibular é menor. Serviço social,
por exemplo. A constatação é da antropóloga
Marcia de Vasconcelos Contis, numa pesquisa financiada pela Faperj
e pela Fundação Ford.
POLÍTICA
Preconceito
O deputado Salatiel
Carvalho tem feito campanha contra Henri Reichstul. É
seu direito. Mas não pode ficar chamando a toda hora
o presidente da Petrobras de "francês". É um preconceito
tão imperdoável como chamar um nordestino
ele, por exemplo de "paraíba", "baiano", "pau-de-arara",
"cabra da peste" ou "tabaréu".
Tropeço
O ministro Francisco
Dornelles tem fama de bom profissional da política junto
ao governo. Mas o Planalto acha que ele foi amador em deixar circular
como oficial a natimorta idéia de alguns economistas de garfar
os 40% sobre o FGTS a que o trabalhador tem direito na demissão.
Foi um desgaste desnecessário para FHC.
JOGATINA
O império avança
O empresário
Paulo "Poupa Ganha" Guimarães comprou a empresa de capitalização
que pertenceu ao jornal carioca O
Dia. O
rei da jogatina é sócio da família Sarney
em negócios de rádio e TV no Maranhão.
SOCIEDADE
Terra à vista
Não é
só índio que tem direito à posse de terras.
A Constituição estendeu o benefício aos descendentes
de escravos que moram nos antigos quilombos. Nesta semana foi a
vez de os moradores de um lugarejo no Amapá ganharem a titularidade
de 3.321
hectares. É o quarto povoado a ter direito todos no governo
FHC.
ECONOMIA
Caixa alta
A arrecadação
federal em novembro superou a expectativa em l,7 bilhão
de reais.
A França insiste
A francesa
Axa não desistiu de comprar a Bradesco Seguros.
Teimoso
Benjamin Steinbruch
vai lutar até os 45 minutos do segundo tempo para não
vender nada. Nem um prego. Mas precisa de um refresco do BNDES.
A volta de Gustavo
No dia 13 de
janeiro de 2000, um ano depois de deixar o governo, o economista
Gustavo Franco vai anunciar sua volta ao mercado financeiro.
Esteve conversando com o pessoal da Goldman Sachs para ser
um de seus consultores no país. Mas a conversa foi
interrompida por causa de uma pneumonia, que levou o ex-presidente
do BC a um degredo de uma semana no quarto do hotel em Nova
York. Tem também convite para dirigir um fundo ligado
à Swiss Re gigante européia do resseguro.
Duelo de milhões
Vai dar a partida
nesta semana uma batalha judicial de proporção
milionária. Os antigos donos do FonteCindam acionam
o Banque Nationale de Paris. O grupo francês acertou
a compra do banco brasileiro e depois fugiu da raia
quando veio à tona o chamado escândalo das perdas
da instituição na virada do câmbio.
Osso duro
Ainda hoje
é difícil a digestão do Boavista pelos
grupos Espírito Santo, de Portugal, Crédit Agricole,
da França, e Monteiro Aranha, do Brasil. O empresário
Olavo Monteiro de Carvalho tem procurado ajuda do BC
que lhe empurrou o banco em 1997.
Xarope
A Coca-Cola
é o maior exportador da Zona Franca de Manaus onde
produz o xarope. As vendas externas cresceram 43% neste ano
e devem dobrar de 100 milhões para 200 milhões
de dólares em 2000.
NARCOTRÁFICO
Peixe grande
Na sexta-feira,
a Receita Federal conseguiu evitar a remessa para o exterior de
l milhão de dólares. Era de um "laranja" do narcotraficante
Fernandinho Beira-Mar, na cidade de Corumbá.
Réveillon
caseiro
O melhor lugar para passar o réveillon do milênio
é... em casa. Essa é a opinião de 67%
dos brasileiros ouvidos pelo Ipespe. Como nos EUA, o glamour
da virada do ano 2000 aqui também é cadente.
Mas nada parecido com o dos americanos: 15% deles disseram
que vão simplesmente dormir na passagem do ano
o que, convenhamos, já é uma esquisitice.
No Brasil, todos disseram que pretendem comemorar de alguma
forma.
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Colaborou Julio
Cesar de Barros
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