Para usar

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Um freio no refri

Luiz Roberto Pereira


Que o consumo de refrigerantes pode fazer crianças e adolescentes ficar mais gordinhos não é novidade. Mas, agora, saiu o tamanho do estrago. A revista científica inglesa The Lancet traz um estudo com 548 americanos com média de idade de 11 anos. Os pesquisadores constataram que à quantidade de bebidas extras, consumidas regularmente pela garotada durante dezenove meses, correspondiam uma elevação em até 60% do risco de ocorrer obesidade e uma alteração real no índice de massa corporal (IMC), número usado para medir a gordura no corpo. "O consumo de refrigerantes deve ser esporádico", aconselha o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade. Pode parecer tirania, mas o certo é dar à garotada sucos naturais e água-de-coco.

 

Para contar no bar
Como medir o impacto de uma deusa


Ricardo Benichio


Que efeito provoca a modelo ao lado, a gaúcha Luize Altenhofen, de 21 anos? Para calcular, você pode usar uma das escalas inventadas pelos cientistas para medir o impacto dos fenômenos mais diversos.

Escala Richter: mede a magnitude dos terremotos com base na movimentação do solo e na área atingida. Vai de 0 a 10. Acima de 6 já provoca enorme devastação.

Escala de Glasgow: avalia o grau de inconsciência de um paciente. Vai de 3 (morte cerebral) a 15 (estado normal), com base em estímulos motores e sinais de comunicação emitidos pelo paciente.

Escala de Beaufort: descreve a velocidade do vento. Vai de 0 (calmaria) a 12 (furacão).

Escala de Epworth: determina o grau de sonolência. Pode ir de 0 a 24. Acima de 12, os especialistas recomendam tratamento médico.

Escala de Kinsey: foi usada em sexologia para medir a possibilidade de mudança da opção sexual. Vai de 0 (exclusivamente heterossexual) a 6 (homossexual convicto).

 

Ervas com efeitos colaterais

Ao contrário do senso comum, as ervas medicinais podem apresentar efeitos colaterais. Tida como inofensiva e usada para gripes, a equinácea está causando polêmica no meio médico, acusada de provocar nódulos dolorosos sob a pele. Defensor da erva, o bioquímico Luis Carlos Marques alerta que ela não deve ser usada por mais de dois meses seguidos, exigindo sempre indicação médica.

 

Parar de fumar, é pra valer?

Photo News


Uma empresa de pesquisa ouviu 1.011 adultos nos Estados Unidos e comprovou que 80% dos fumantes já tentaram alguma vez na vida abandonar as tragadas, sem sucesso. Em média, foram oito vezes. O psiquiatra Montezuma Ferreira, de São Paulo, dá alguns conselhos. Não tente suspender abruptamente. Marque uma data para parar. Antes disso, comece a evitar os cigarros que considerar desnecessários. Como alguém que vai a uma maratona, pratique como ficar sem cigarro. Nesse período, observe as situações que provocam a vontade de fumar e trace estratégias para evitar que isso ocorra.

 

Preserve o sono dos justos

Luigi Mamprin


Escolas primárias das redes pública e privada dos EUA vão ter um programa educacional para promover hábitos de sono mais saudáveis entre as crianças. Os especialistas estimam em nove o número médio de horas necessárias para a garotada dormir. Caso se dêem com freqüência, podem ser reveladores de distúrbios os seguintes sinais: demorar a pegar no sono, acordar várias vezes, molhar a cama, ter pesadelo, chorar, ranger os dentes ou querer dormir durante o dia. Aqueles que dormem menos são mais propensos a se machucar e têm o desempenho escolar reduzido. Segundo o neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas de São Paulo, entre os 3 e os 5 anos de idade são necessárias de dez a onze horas de repouso. Seus conselhos, a seguir. Nada de TV ligada no quarto da criança, pois excita. Uma temperatura boa fica entre 15 e 25 graus, na "faixa de conforto térmico". No calor, deve-se apelar para o ventilador ou para o ar-condicionado. Finalmente, evite alimentação excessiva e refrigerantes antes de a turminha ir para a cama.

BOA NOTÍCIA

Maçã da vitalidade

O caqui e o vinho tinto ganharam um aliado para ajudar a barrar a aterosclerose, a formação de placas de gordura nas artérias que conduz a problemas cardíacos. Trata-se da maçã (ou sua variante em forma de suco). É o que descobriram pesquisadores da Universidade da Califórnia. Num experimento de doze semanas com 25 homens e mulheres saudáveis que comeram o fruto ou beberam o suco, verificou-se menor atividade do LDL, o colesterol ruim, substância que está por trás da aterosclerose.

MÁ NOTÍCIA

Garotos sem rumo

Os adolescentes estão adotando cada vez mais cedo comportamentos que põem a saúde em risco: brigas, consumo de cigarro e álcool, idéias de suicídio, dirigir embriagado e relações sexuais precoces. Foram ouvidos 1.800 americanos de 11 a 14 anos, em enquete publicada na revista Journal of School Health. Essa é a fase em que os pais mais devem buscar canais de diálogo, evitando atitudes como vasculhar a mochila ou deixar perguntas sem resposta, adverte a psicóloga Helena Lima, da PUC de São Paulo.

 

Denúncia, só com prova

O que você faria se descobrisse que seu colega ou até mesmo seu chefe está roubando na empresa? Em princípio, o dever de todo funcionário é denunciar quem sai dos trilhos. Mas, para não dar murro em ponta de faca, os consultores alertam: só faça isso quando você tiver provas. É preciso, também, estar ciente de que as conseqüências da atitude são imprevisíveis. "O caso pode ter ramificações que envolvam gente poderosa dentro da empresa, e, em situações assim, a corda costuma arrebentar do lado mais fraco", alerta Luiz Alberto Panelli, diretor da consultoria PMC Amrop International. Casos do gênero estão se tornando cada vez mais comuns no Brasil. Pesquisa da firma KPMG, também de consultoria, mostra que, de cada dez grandes empresas brasileiras, oito foram vítimas de fraudes dos funcionários, em período recente. Os delitos mais comuns continuam sendo os velhos expedientes de pedir reembolso por despesas que não ocorreram e levar material do escritório para casa, mas também estão aumentando os casos de falsificação de documentos e desvio de grandes quantias em dinheiro.

 
Foto Pedro Rubens

 

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Maurício Oliveira e Angela Nunes
e-mail: parausar@abril.com.br

 

Copyright 2001
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Curitiba
Veja BH | Veja Fortaleza | Veja Porto Alegre | Veja Recife
Edições especiais | Especiais on-line | Estação Veja
Arquivos | Próxima VEJA | Fale conosco