Um
freio no
refri
Luiz Roberto Pereira
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Que o consumo de refrigerantes pode fazer crianças
e adolescentes ficar mais gordinhos não é
novidade. Mas, agora, saiu o tamanho do estrago. A revista
científica inglesa The Lancet traz um estudo
com 548 americanos com média de idade de 11 anos.
Os pesquisadores constataram que à quantidade de
bebidas extras, consumidas regularmente pela garotada durante
dezenove meses, correspondiam uma elevação
em até 60% do risco de ocorrer obesidade e uma alteração
real no índice de massa corporal (IMC), número
usado para medir a gordura no corpo. "O consumo de refrigerantes
deve ser esporádico", aconselha o endocrinologista
Walmir Coutinho, presidente da Associação
Brasileira para o Estudo da Obesidade. Pode parecer tirania,
mas o certo é dar à garotada sucos naturais
e água-de-coco.
Para
contar no bar
Como
medir o impacto de uma deusa
Ricardo Benichio
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Que efeito provoca a modelo ao lado, a gaúcha Luize
Altenhofen, de 21 anos? Para calcular, você pode usar
uma das escalas inventadas pelos cientistas para medir o
impacto dos fenômenos mais diversos.
Escala Richter: mede a magnitude dos terremotos com
base na movimentação do solo e na área
atingida. Vai de 0 a 10. Acima de 6 já provoca enorme
devastação.
Escala de Glasgow: avalia o grau de inconsciência
de um paciente. Vai de 3 (morte cerebral) a 15 (estado normal),
com base em estímulos motores e sinais de comunicação
emitidos pelo paciente.
Escala de Beaufort: descreve a velocidade do vento.
Vai de 0 (calmaria) a 12 (furacão).
Escala de Epworth: determina o grau de sonolência.
Pode ir de 0 a 24. Acima de 12, os especialistas recomendam
tratamento médico.
Escala de Kinsey: foi usada em sexologia para medir
a possibilidade de mudança da opção
sexual. Vai de 0 (exclusivamente heterossexual) a 6 (homossexual
convicto).
Ervas
com efeitos colaterais
Ao
contrário do senso comum, as ervas medicinais podem
apresentar efeitos colaterais. Tida como inofensiva e usada
para gripes, a equinácea está causando polêmica
no meio médico, acusada de provocar nódulos
dolorosos sob a pele. Defensor da erva, o bioquímico
Luis Carlos Marques alerta que ela não deve ser usada
por mais de dois meses seguidos, exigindo sempre indicação
médica.
Parar
de fumar, é
pra valer?
Photo News
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Uma empresa de pesquisa ouviu 1.011 adultos nos Estados
Unidos e comprovou que 80% dos fumantes já tentaram
alguma vez na vida abandonar as tragadas, sem sucesso. Em
média, foram oito vezes. O psiquiatra Montezuma Ferreira,
de São Paulo, dá alguns conselhos. Não
tente suspender abruptamente. Marque uma data para parar.
Antes disso, comece a evitar os cigarros que considerar
desnecessários. Como alguém que vai a uma
maratona, pratique como ficar sem cigarro. Nesse período,
observe as situações que provocam a vontade
de fumar e trace estratégias para evitar que isso
ocorra.
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Preserve
o sono dos justos
Luigi Mamprin
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Escolas primárias das redes pública
e privada dos EUA vão ter um programa educacional
para promover hábitos de sono mais saudáveis
entre as crianças. Os especialistas estimam
em nove o número médio de horas necessárias
para a garotada dormir. Caso se dêem com freqüência,
podem ser reveladores de distúrbios os seguintes
sinais: demorar a pegar no sono, acordar várias
vezes, molhar a cama, ter pesadelo, chorar, ranger
os dentes ou querer dormir durante o dia. Aqueles
que dormem menos são mais propensos a se machucar
e têm o desempenho escolar reduzido. Segundo
o neurologista Rubens Reimão, do Hospital das
Clínicas de São Paulo, entre os 3 e
os 5 anos de idade são necessárias de
dez a onze horas de repouso. Seus conselhos, a seguir.
Nada de TV ligada no quarto da criança, pois
excita. Uma temperatura boa fica entre 15 e 25 graus,
na "faixa de conforto térmico". No calor, deve-se
apelar para o ventilador ou para o ar-condicionado.
Finalmente, evite alimentação excessiva
e refrigerantes antes de a turminha ir para a cama.
BOA
NOTÍCIA
Maçã
da vitalidade
O
caqui e o vinho tinto ganharam um aliado para ajudar
a barrar a aterosclerose, a formação
de placas de gordura nas artérias que conduz
a problemas cardíacos. Trata-se da maçã
(ou sua variante em forma de suco). É o que
descobriram pesquisadores da Universidade da Califórnia.
Num experimento de doze semanas com 25 homens e mulheres
saudáveis que comeram o fruto ou beberam o
suco, verificou-se menor atividade do LDL, o colesterol
ruim, substância que está por trás
da aterosclerose.
MÁ
NOTÍCIA
Garotos
sem rumo
Os adolescentes estão adotando cada vez mais
cedo comportamentos que põem a saúde
em risco: brigas, consumo de cigarro e álcool,
idéias de suicídio, dirigir embriagado
e relações sexuais precoces. Foram ouvidos
1.800 americanos de 11 a 14 anos, em enquete publicada
na revista Journal of School Health. Essa é
a fase em que os pais mais devem buscar canais de
diálogo, evitando atitudes como vasculhar a
mochila ou deixar perguntas sem resposta, adverte
a psicóloga Helena Lima, da PUC de São
Paulo.
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Denúncia,
só com prova
O
que você faria se descobrisse que seu colega
ou até mesmo seu chefe está roubando
na empresa? Em princípio, o dever de todo funcionário
é denunciar quem sai dos trilhos. Mas, para
não dar murro em ponta de faca, os consultores
alertam: só faça isso quando você
tiver provas. É preciso, também, estar
ciente de que as conseqüências da atitude
são imprevisíveis. "O caso pode ter
ramificações que envolvam gente poderosa
dentro da empresa, e, em situações assim,
a corda costuma arrebentar do lado mais fraco", alerta
Luiz Alberto Panelli, diretor da consultoria PMC Amrop
International. Casos do gênero estão
se tornando cada vez mais comuns no Brasil. Pesquisa
da firma KPMG, também de consultoria, mostra
que, de cada dez grandes empresas brasileiras, oito
foram vítimas de fraudes dos funcionários,
em período recente. Os delitos mais comuns
continuam sendo os velhos expedientes de pedir reembolso
por despesas que não ocorreram e levar material
do escritório para casa, mas também
estão aumentando os casos de falsificação
de documentos e desvio de grandes quantias em dinheiro.
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Foto Pedro Rubens
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Coordenado
por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Maurício Oliveira e Angela Nunes
e-mail: parausar@abril.com.br