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"O
ideal é que desde cedo seja iniciado um programa
familiar. As dietas existem porque as pessoas não
aprenderam a se alimentar."
Patricia Fernandes
patypaty@osite.com.br
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Dietas
Desde jovem fui obeso e nunca havia encontrado um regime
que ajudasse a emagrecer e a controlar o peso até
que em maio de 1981 adquiri e li o livro sobre a dieta de
Atkins, que coloquei imediatamente em prática. Naquela
época, eu tinha 35 anos e pesava 103 quilos. Oito
meses depois, estava com 76 havia perdido 27. Encontrava-me
com boa saúde sem sofrer nenhum efeito colateral.
No primeiro mês, perdi nada menos que 10 quilos. Desde
então, tenho conseguido controlar meu peso ("Comer
e emagrecer", 28 de fevereiro).
Antenor S. Pfutzenreuter
Joinville, SC
Sou nutricionista e acompanho todas as reportagens sobre
dieta de VEJA. É interessante que, em geral, a revista
sempre busca mostrar a opinião de médicos,
mas raramente ouve os nutricionistas. No caso da dieta com
redução de carboidratos, muito pode ser feito
pelo paciente se este procurar um profissional de nutrição.
Pode-se montar um esquema alimentar bem menos rígido
e mais realista.
Renata Giudice de Oliveira
giolive@uol.com.br
O
público leigo precisa ser alertado para o fato de
que Atkins e sua famosa dieta são objeto de crítica
da comunidade científica que lida com obesidade.
Está mais que evidenciado em inúmeros estudos
que gorduras são muito mais "engordativas" que carboidratos.
Alfredo Halpern
Chefe do grupo de obesidade e
doenças metabólicas do Hospital das Clínicas
e da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo
São Paulo, SP
Que
retrocesso acreditar nessa visão supersticiosa que
contraria os conceitos de alimentação equilibrada
e saudável.
Marcello D. Bronstein
Professor livre-docente de endocrinologia
do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina
da USP
São Paulo, SP
A
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem)
não referencia a chamada dieta do doutor Atkins e
aconselha aos médicos e pacientes que estejam envolvidos
com o tratamento de excesso de peso que se mantenham dentro
do receituário cientificamente recomendado, com teores
de carboidrato, gorduras e proteínas amplamente conhecidos.
Amélio F. de Godoy Matos
Presidente da Sbem
Rio de Janeiro, RJ
Há mais de dez anos fiz o melhor dos regimes: diminuí
a quantidade de alimento. Como de tudo em porções
racionais no café, no almoço e no jantar.
Com meu 1,83 metro, cheguei aos 95 quilos. Hoje, mantenho
facilmente meus 80 quilos sem deixar de consumir nada. Nosso
estômago é uma bolsa elástica, que cresce
com a gula e reflete um inevitável ganho de peso.
Ser obeso é uma questão puramente racional,
pois faz-se da gula uma fuga do real. Não sinto a
menor fome.
Carlos Tigre
Recife, PE
As
pessoas engordam basicamente por dois motivos: distúrbio
físico ou comida em excesso. Se somos saudáveis,
o motivo da gordura é a falta de critério
na escolha da comida. O regime citado na reportagem mostra
de forma clara que, se educarmos o paladar, dificilmente
seremos gordos.
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP
Estou
acima do peso desde que me conheço por gente. Fui
aquela criança fofinha e boa (demais) de garfo, mas
o excesso de gostosura se transformou em vício de
dietas na adolescência. Tentei de tudo: regimes, jejum,
reeducação alimentar, homeopatia, redutores
de apetite, fitoterapia, endocrinologistas, nutricionistas,
Vigilantes do Peso, e assim vai. Apesar de tudo indicar
que meu problema na verdade é continuar sendo boa
de garfo, a matéria sobre as dietas de baixo carboidrato
me trouxe novas esperanças.
Lucina Zayat Silva
luzayat@hotmail.com
Kenneth
Maxwell
Excelente a entrevista de VEJA com esse grande historiador
inglês, pois nos mostra que cada vez mais o Brasil
está na curva do desenvolvimento (Amarelas, 28 de
fevereiro).
Fábio Mendes Botelho Filho
rocknet@terra.com.br
Kenneth
Maxwell tem razão: precisamos acreditar mais no país.
Nossos dirigentes continuam tratando os estrangeiros como
nossos patrões, e não como iguais. Somos a
maior potência da América Latina. O chamado
Primeiro Mundo precisa nos ouvir com respeito e atenção,
mas isso só depende de nós.
Maria Teresa Baptista
Porto Alegre, RS
Roberto
Pompeu de Toledo
Brilhante e corajoso o Ensaio "O Senado de 1860 e o de 2001",
de Roberto Pompeu de Toledo. Se todos os políticos
tivessem acesso a esse artigo e, além de ler, meditassem
sobre o assunto, quem sabe haveria mais esperança
no futuro deste imenso país. Realmente, hoje o Brasil
não está preparado para abolir a corrupção,
porque grassam os Jader Barbalho e os ACM pelo Brasil afora
(Ensaio, 28 de fevereiro).
Joaquim Ranzani
sranzani@uol.com.br
Há
anos adquiri o hábito de ler a revista VEJA de trás
para a frente. Motivo: os impagáveis ensaios de Roberto
Pompeu de Toledo. Como resistir à fluidez das idéias,
à erudição sempre presente, à
classe de suas colocações? Elogio à
inteligência do leitor, presenteando-nos com aulas
de cidadania, língua portuguesa, literatura e inúmeras
facetas de uma inteligência ímpar, num país
de muitos homens sem cultura e de pouquíssimos com
cultura e sensibilidade. Roberto, tens uma legião
de fãs. Obrigada por nos fazer ter fé ainda
neste país.
Fátima Memória de Andrade
Fortaleza, CE
Cidades
Sabe o que mais me admira? A falta de serviço desse
prefeito de Salvador e de outros que estão tentando
fazer com que não se toque a música Tapa
na Cara. Será que eles ainda não aprenderam
que não adianta proibir? Quanto mais se proíbe,
mais o povo quer fazer... ("Tabefe no ritmo", 28 de fevereiro)
Raquel Jeber Campos
Belo Horizonte, MG
Espantoso!
Quando achei que as letras de música havia muito
tinham atingido o mais alto grau na escala da imbecilidade,
eis que surge o emérito compositor de Tapa na
Cara, e fazendo estrondoso sucesso.
Sandro Morette Araújo
brickstone@bol.com.br
Aids
Foi impossível conter o arroubo de orgulho que senti
ao ler a matéria sobre os resultados positivos do
programa de combate à Aids no Brasil. Espero que
esse programa continue e que ações como essas
sejam uma constante em todos os segmentos da sociedade brasileira.
O povo agradece ("O Brasil domou a Aids", 28 de fevereiro).
Clodoaldo Moreira
clmoreira@uol.com.br
Hipertexto
Foi publicado o artigo "A jogatina oficial está na
rede" (Hipertexto, 10 de janeiro), página 72, a respeito
do lançamento do site www.raspaja.com.br
na internet, fazendo menção à expressão
"raspadinha" como sinônimo de loteria instantânea.
Raspadinha é marca registrada da Impressora Santa
Margarida Ltda., que tem o direito de uso exclusivo no Brasil
e é a única que pode licenciar seu uso para
terceiros.
Gustavo Picanço M.M. Vieira e Luiz
Leonardos
Rio de Janeiro, RJ
Infraero
A propósito da reportagem "Notícias ruins
para a Vasp" (28 de fevereiro), esclareço para
melhor compreensão do leitor que em nenhum momento
a assessoria de comunicação da Infraero ou
o presidente da empresa, Fernando Perrone, foram procurados
por repórter da revista VEJA "para saber que ajuda
o comandante teria dado à Vasp". A Infraero só
foi questionada sobre a dívida da Vasp e prestou
prontamente todas as informações sobre os
acordos com aquela empresa, que são de domínio
público. Por essa razão, o presidente Fernando
Perrone não poderia responder à pergunta que
não foi feita, nem a ele nem a sua assessoria.
João José Forni
Assessor de comunicação
da Infraero
Brasília, DF
Rebelião
A respeito da rebelião das penitenciárias
do Estado, é triste ver cenas como essas, o que mostra
uma incompetência muito grande por parte do governo
e uma omissão descabida de toda uma sociedade. Mostra
ainda uma organização invejável desses
criminosos. Todos nós temos uma parcela de culpa
e deveríamos fazer algo, para nossa própria
sobrevivência. Somente uma sociedade mais organizada
que o crime pode combatê-lo ("Eles tomaram o poder",
28 de fevereiro).
Maria Angélica
Ribeirão Preto, SP
Fiquei estarrecido e indignado com as mordomias do presídio
de Guarapuava, no Paraná. Usufruindo celas com 5
metros quadrados para cada um, todos com uniformes fornecidos
pelo governo, cama confortável, banho quente, sabonete,
vaso sanitário, papel higiênico, rotina diária
trabalhando e estudando, cinco refeições por
dia, visita íntima... Ou seja, muitas das coisas
que as pessoas de bem sonham um dia ter e não têm.
Waldyr Martins Cunha
Londrina, PR
Joaquim
Roriz
Sobre a reportagem "Papai Noel azul" (28 de fevereiro),
não bastasse o Joaquim Roriz acabar com bons programas
de Cristovam Buarque, ele ainda é um dos governadores
mais incompetentes de que se tem notícia. Em seu
primeiro mandato (1990-1994), Roriz prometeu fazer o metrô
da cidade. Pois bem: as construções começaram
na minha 5ª série. Falta um ano para eu terminar
a faculdade e nada de metrô. No atual mandato, ele
prometeu "tolerância zero" com a violência,
e até agora os índices não baixaram.
Thales Alessandro de Carvalho
Brasília, DF
Guia
Trabalhei com um deles. O vampiro em questão preenchia
quatro das cinco características. Definitivamente,
o sujeito é capaz de esvaziar emocionalmente qualquer
pessoa, por mais auto-estima que ela tenha. É instável
emocionalmente, narcisista, obsessivo e paranóico.
Acredita que todo mundo seja seu próprio espelho.
Além de ser um lambe-botas da diretoria. Reduz você
a cacos e ainda a chama de incompetente e encrenqueira quando
você impõe limites ("Vampiros emocionais",
28 de fevereiro).
Ângela Luiza S. Bonacci
Pindamonhangaba, SP
Cartas
Com referência ao que disse o leitor Luiz Antônio
Rodrigues (Cartas, 28 de fevereiro) sobre ofensa aos evangélicos
na novela Porto dos Milagres da Globo, vejamos: as
religiões não foram criadas por Deus e, que
se saiba, o mesmo não passou procuração
a nenhuma delas para representá-lo. Portanto, todo
homem ou comunidade tem o direito de seguir a religião
que mais lhe agradar. Afinal, vivemos num país que
tem liberdade de culto.
Elvino Lopes Soares
Salvador, BA
CORREÇÃO: Diferentemente do que
foi publicado, a foto de Pedro Juan Gutiérrez da
reportagem "Veias abertas" (14 de fevereiro) é de
autoria de Marianne Greber.
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A
BISPA E OS LEITORES
O
perfil da bispa Sonia Hernandes, líder da igreja
Renascer em Cristo ("Grana, glamour e gospel", 21
de fevereiro), motivou dezenas de cartas à
redação. Como sempre ocorre quando o
assunto é religião, as opiniões
dividiram-se radicalmente. André Cervantes,
de São Paulo, escreveu: "Ninguém entrega
dinheiro na igreja ou onde quer que seja se não
há prosperidade em sua vida ao praticar esse
ato". Alessandra Zambelli, que participa da igreja
Renascer em Cristo, reclamou: "Não foram citadas
as obras assistenciais realizadas pela Renascer, como
o centro de recuperação para viciados,
em Santana de Parnaíba, São Paulo, os
ônibus do Expresso da Solidariedade, as casas
lar-abrigo para idosos ou as casas para portadores
de HIV". Andreanni de Carvalho Pinto, bem-humorada,
completou: "Não adianta. Somos como bolo: quanto
mais vocês batem, mais a gente cresce". Inconformada,
Lúcia Albert Canavarro, do Recife, perguntou:
"Como pode alguém em sã consciência
deixar-se enganar por esses falsos religiosos cujo
único Deus é o dinheiro, o poder, vendendo
Jesus Cristo como um produto através de uma
lavagem cerebral em massa? Será que não
existe nada que possa ser feito contra essa rede de
exploração?" De São Caetano do
Sul, Gislene Calore da Mota de Oliveira também
aproveitou para indagar: "Haveria motivos de tristeza
para uma família que, além do binômio
saúde e paz, possui carros importados, casas
confortáveis, legiões de empregados,
cuidados estéticos diários, viagens
constantes e jóias?" Ednaldo Freire, de São
Paulo, atentou: "Como nos mostra a reportagem, o vale-tudo
também impera no 'Shopping Center Deus'. Se
a religião é o ópio, os picaretas
da fé são os traficantes. VEJA viu e
mostrou. Espero que o povo enxergue".
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BALTHUS,
O INDEFINÍVEL
Alguns leitores de VEJA estranharam as poucas linhas
dedicadas à morte do pintor francês Balthus
(Datas, 28 de fevereiro). Também ficaram surpresos
por ele ter sido definido como um "realista". De fato,
Balthasar Klossowski de Rola, o verdadeiro nome de
Balthus, não era um adepto do realismo. Ao
mesmo tempo que reverencia artistas do passado, de
Piero della Francesca a Poussin, sua pintura figurativa
tem por vezes uma composição cênica
que a aproxima do surrealismo. Exemplo disso é
o quadro O Lanche, em que um personagem saído
de um afresco do século XV observa uma natureza-morta
de um equilíbrio antinatural. Nos anos 50,
o pintor foi muito comparado ao escritor Vladimir
Nabokov, autor de Lolita, por causa dos nus
de meninas adolescentes. Na verdade, a arte de Balthus,
o "conde de Rola", título nobiliárquico
inventado por ele, é difícil de ser
classificada. Mas nem por isso deixou de ser sempre
valorizadíssima. O artista morreu na Suíça,
onde morava havia décadas num magnífico
chalé.
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