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A eleição de Lula é o resultado da maturidade da
maioria dos políticos, da sobriedade de estadista do presidente
FHC, do comportamento equilibrado dos empresários e dos trabalhadores
e da responsabilidade da grande imprensa nacional. Esta conjunção
de valores só engrandece o Brasil, orgulha os brasileiros e dá
exemplo de civilidade ao mundo ("Triunfo histórico", 30 de outubro).
Depois
de 50 milhões de beijos de uma princesa sofrida e esperançosa,
finalmente o sapo se transforma em príncipe. Ele não monta
um cavalo branco, e sim uma estrela; em vez de uma espada, empunha uma
bandeira vermelha. Será que viverão felizes para sempre?
Adorei
a capa da edição 1.775 de VEJA e me orgulho de tê-la
escolhido. Um retrato honesto da mais pura democracia. Talvez
eu não seja brasileiro o bastante para entender por que um ex-operário
que ficou tantos anos sem trabalhar pode ser a melhor alternativa para
governar um país continentalmente complexo como o nosso. A meu
ver, representa apenas a falência da classe política brasileira,
substituída por uma nova utopia. Não vejo otimismo nisso.
Sinto tristeza. Como
em um conto de fadas, o menino pobre de fora dos palácios se torna
"rei". Cabe esperar para ver se além de carisma haverá competência
para levar o Brasil a um final feliz. Só
espero não estarmos jogando no lixo o avanço obtido na área
social e educacional nos últimos anos. Ou será que só
a ONU enxerga esse fato? Seria essa descontinuação a grande
mudança objetivada pelos eleitores?
Eis que o ufanismo tomou conta de todos nós, pobres brasileiros,
e fomos às urnas cumprir o mais nobre dever de cidadão
escolher os responsáveis pelo destino da nação. Nessa
oportunidade aguçamos os sábios dotes analíticos
para eleger o que temos de melhor na nossa comunidade. A expressão
máxima de honradez, capacidade, experiência no trato político
nacional e internacional, sensibilidade humanitária e amor ao torrão
natal. Pois aí está o homem, espelho do que somos. Eleição
também é lição, e tomara que tenhamos aprendido
o suficiente. Gostaria
de cumprimentar VEJA pelo exemplar comportamento demonstrado em todo esse
processo eletivo brasileiro. Um veículo de comunicação
atuante, responsável, imparcial e democrático. Nós
leitores também estamos de parabéns, assim como todos os
brasileiros, pela ímpar oportunidade de poder acompanhar notícias
e informações que nortearam esse evento democrático
que passou e que não deve parar aqui simplesmente em decorrência
de tabulação de números. Todos os brasileiros devem
continuar nessa jornada cívica de discussões, opiniões,
palpites, críticas e sugestões. Aproveitemos
este momento empolgante para tentar corrigir as desigualdades de nosso
país. A resposta sobre como ajudar será encontrada em nossa
mais sincera reflexão. Sobre
termos um presidente de origem popular, Lula é o melhor 1.0 da
categoria!
Gol de Placa! A Edição Especial VEJA Saúde
(novembro de 2002) é um primor de clareza e síntese para
todos os leitores que buscam orientação e melhor qualidade
de vida nos dias atuais. Ao ver a equipe de assessores que trabalhou na
execução dessa edição percebe-se por que ela
agrada é da mais alta qualidade.
A Edição Especial veio tirar muitas dúvidas relacionadas
ao que temos de mais importante na vida: a saúde! Realmente é
uma revista para ser lida mais de uma vez. As
reportagens foram embasadas na opinião de profissionais de alto
nível, com informações honestas, sem falsas ilusões
nem antienvelhecimento ou embelezamento miraculoso. Essa é a verdadeira
prestação de serviço. Se
a saúde ainda permite muitas incertezas, com VEJA Saúde
podemos ter uma certeza absoluta: estamos no caminho certo.
Como representantes de uma das cinco maiores entidades filantrópicas
do país, foi com extrema satisfação que lemos o artigo
"O poder do terceiro setor" (Ponto de vista, 30 de outubro). O papel filantrópico
de milhares de instituições brasileiras não pode
ser ignorado. O atendimento pelo SUS que, em 55 hospitais, oferecemos
a 70% dos pacientes chegou a 2,5 milhões de pessoas em 2001, além
de creches, programas de aleitamento materno e outros projetos. Sem esse
apoio das filantrópicas, o poder público talvez não
tivesse como garantir os direitos básicos firmados na Constituição.
É,
Arc, as pessoas sentem medo das mudanças, mas imagine só
como a Terra seria diferente se aprendêssemos com os erros cometidos
e tentássemos as mudanças, sem medo. Não teríamos
perdido tantas oportunidades. Mas, como diria o poeta, "ainda é
cedo" ("Arc e a rotina", 30 de outubro).
Em seu artigo "O poder do terceiro setor" (30 de outubro), o senhor Stephen
Kanitz diz que o presidente Fernando Henrique "deixou o social mais nas
mãos de dona Ruth Cardoso, sem verbas nem apoio". Esclareço
que o governo federal, por meio dos ministérios e outros órgãos,
desenvolve programas sociais dos mais importantes, com apoio e verbas
que cresceram nesse período, sem que eu tenha qualquer papel de
comando ou função executiva nesse processo. A colaboração
do Conselho da Comunidade Solidária tem sido a promoção
de maior diálogo entre a sociedade civil e as várias áreas
governamentais. Também colaboramos na experimentação
de novas metodologias para a execução de programas sociais
e na coordenação entre os projetos, de forma a evitar sobreposições
e desperdício de recursos. Quanto à minha atuação
na captação de recursos, esclareço que os programas
nascidos do Comunidade Solidária e que hoje funcionam como
organizações não-governamentais, cada qual com coordenação
própria sobrevivem graças às parcerias com
empresas, universidades e governos de todos os níveis. Posso assegurar
que apoios e parcerias surgem em proporção direta à
qualidade dos programas. Assim, não me considero uma ameaça
a entidades sociais, mesmo porque um dos nossos objetivos é o fortalecimento
da sociedade civil que trabalha pelo interesse público.
CORREÇÃO: A empresa Seghers Genetics do Brasil não produz suínos geneticamente modificados, como foi publicado na reportagem "O motor que faz o Brasil andar" (18 de setembro). A empresa faz melhoramento genético de suínos por meio de técnicas clássicas de cruzamentos sucessivos entre os animais mais produtivos.
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