Edição 1 656 -5/7/2000

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O veneno da ex de Hugh Grant

 
AFP
Liz e a jibóia: você já viu esta pose antes, mas quer ver de novo

Ponha-se uma linda mulher pouco vestida estirada sensualmente em alguma superfície. Ponha-se enrolada nela uma jibóia. Pronto. Está feita uma receita sempre repetida e sempre irresistível – mais ainda se a mulher é Elizabeth Hurley, 35 anos, a desinibida ex do ator Hugh Grant. Em sua primeira entrevista e sessão de fotos desde a separação, na revista Talk, Liz derrama-se em elogios a Grant, mas faz um veneninho: a decisão de separar-se partiu dela. Por que o romance acabou? "Percebemos que alguma coisa não ia bem quando, depois de treze anos juntos, ainda não queríamos casar nem ter filhos. Era esquisito."

 

A educação de VP continua

Ricardo Fasanello/ Strana

João: "Vou ao Maracanã e dizem 'me vende três papelotes' "


A novela carioca terminou. O documentarista João Moreira Salles, 37 anos, fez um acordo para acabar com o processo por favorecimento desencadeado pela ajuda financeira que dava ao traficante Marcinho VP para que se regenerasse. Do momentoso episódio sobram a teimosia de Salles – "Eu fiz o que fiz porque achei que deveria fazer. E faria de novo" – e toques do humor carioca. "Eu vou ao Maracanã, as pessoas apontam para mim e dizem: 'Aí, me vende três papelotes'.", resigna-se o filho de banqueiro, que promete continuar investindo no processo educacional de VP, agora intramuros.


Ei, alguém viu a modelo nua?

De todas as modelos que tentaram roubar uma migalha da atenção dispensada a Gisele Bündchen em São Paulo, Silene Zepter foi a que jogou mais pesado. Em festa de autopremiação do mundinho da moda, ela recebeu a tarefa de anunciar o prêmio de melhor estilista (Fause Haten). Impávida, envelope na mão, cruzou o palco do Teatro Municipal nuazinha em pêlo. A platéia não teve nem tempo de reagir. "Nunca tive pudor com essa coisa de ficar pelada", diz ela, que malha todos os dias durante três horas para manter a forma, comprovadamente excelente. "Não tenho vergonha do meu corpo."


Linha? Mas que linha?

 
AP
Kournikova mostra o jogo: prestem atenção, juízes


Os juízes de linha do venerado torneio de tênis de Wimbledon receberam uma orientação insólita na semana passada: ater-se rigorosamente às jogadas e não às pernas e demais atributos da loirinha russa Anna Kournikova. Sem nunca ter ganho um torneio, Kournikova, 19 anos, amealhou no ano passado 10 milhões de dólares (quase tudo em publicidade) e é a atleta mais acessada na internet. Tudo graças à beleza, infinitamente superior à qualidade de seus voleios. Em Wimbledon, foi eliminada no segundo jogo.


A nadadora que passou raspando

 
AP
Fabíloa: nadando para Sydney


Reinstalada nos Estados Unidos, onde mora há seis anos e de onde parte para Sydney em agosto, a paulista Fabíola Molina, 25, ainda se belisca para acreditar que é a primeira nadadora brasileira a se classificar para as Olimpíadas desde 1988. A classificação foi raspando – o comitê do Brasil resolveu relevar os 2 centésimos de segundo que faltaram para ela atingir a marca exigida. Nem os pais da moça punham fé. "Eles não compraram ingresso e agora estão correndo atrás", conta Fabíola, que é formada em teatro e quer trabalhar em televisão quando parar de competir.


Verão moderninho

Madonna na ilha grega: barraca compartilhada

Sem maquiagem, cabelo preso num rabinho, barrigão de seis meses à mostra e evidentemente fora de forma (para alívio das invejosas, que nunca suportaram toda aquela malhação), a cantora Madonna, 42 anos, diverte-se em família no verão europeu. Em família mesmo. Numa ilhazinha grega, compartilham a mesma barraca o pai do bebê, o diretor de cinema inglês Guy Ritchie, a filhinha de 3 anos de Madonna, Lourdes, e o pai dela, o personal trainer cubano-americano Carlos León. Isso mesmo: em vez de interromper as férias para que León visse a filha, Madonna, modernamente, optou por levá-lo a reboque.





Abaixo o herói

Para a crítica britânica, não resta dúvida: Hollywood tem birra com a Inglaterra e Mel Gibson é sua irritante personificação. Primeiro foi Coração Valente, em que uma carnificina recíproca virou cruzada dos bonzinhos escoceses contra os ingleses do mal. Agora, em O Patriota, ele transforma em herói sem mácula da luta contra desalmados ingleses um personagem da guerra da independência americana, Francis Marion, uma espécie de bandeirante do Hemisfério Norte. A bronca é atribuída às raízes do ator. Na Austrália, onde ele foi criado, falar mal dos ingleses é esporte nacional.

Columbia Tristar
Gibson: sempre contra os ingleses

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram
Adriana Carranca e Ronaldo França