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Edição 1 780 - 4 de dezembro de 2002
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CINEMA

Divulgação

Stuart: agora com par romântico


Stuart Little 2
(Estados Unidos, 2002. Em cartaz a partir desta sexta-feira) – Com seus movimentos perfeitamente naturais, o ratinho Stuart Little é uma das criações mais felizes da era da animação digital. O personagem está de volta numa seqüência à altura de seu primeiro filme. O ponto de partida da nova aventura é uma crise existencial: ainda que superamado por seus pais adotivos humanos (vividos por Geena Davis e Hugh Laurie), Stuart se sente deslocado. Por ser menor que os garotos da escola, é preterido pelo irmão na hora de brincar. As coisas mudam quando ele conhece uma passarinha – e se apaixona. Ela é ameaçada por um falcão malvado. O duelo travado nos ares por esse vilão e Stuart, a bordo de um avião de brinquedo, garante cenas tão vertiginosas quanto um videogame.

 

LIVRO

Sobre Meninos e Lobos, de Dennis Lehane (tradução de Luciano Vieira Machado; Companhia das Letras; 483 páginas; 39 reais) – O americano Lehane é autor de uma série aclamada de livros policiais, estrelada pelos detetives particulares Angie Gennaro e Patrick Kenzie. Neste seu sexto romance ele se aventura num novo caminho. Sobre Meninos e Lobos começa nos anos 70, com três garotos brincando nas ruas de um subúrbio de Boston. Um carro, que parece ser de polícia, pára ao lado deles e, ao partir, leva um dos meninos no banco de trás. Trata-se de um seqüestro, solucionado alguns dias mais tarde – mas que deixa marcas profundas nos amigos. Essas marcas voltam à superfície 25 anos mais tarde, quando eles se reencontram, por ocasião do assassinato da filha de um deles. Um belo romance de mistério, carregado de tensão – e que já teve seus direitos para o cinema comprados pelo ator e diretor Clint Eastwood.

 

DISCOS

Human Conditions, Richard Ashcroft (EMI) – Contemporâneo de Oasis, Blur e outros rebeldes sem causa do rock inglês, o grupo The Verve estourou nas paradas com a balada Bittersweet Symphony, de 1997. A banda acabou pouco depois de fazer sucesso, mas seu líder, o cantor Richard Ashcroft, saiu dela para uma bela carreira-solo. Seus fãs mais ardorosos chegam a ver no moço uma mistura das qualidades de Mick Jagger e Jim Morrison, dois mitos do rock. Human Conditions, seu segundo disco, traz letras densas com temas como religião. A música, no entanto, é menos complicada. Há bons rocks radiofônicos, como Bright Lights,e baladas melódicas, como Check the Meaning. O destaque do álbum é Nature Is the Law, que traz arranjos e vocais de Brian Wilson, ex-cantor dos Beach Boys.

Daybreaker, Beth Orton (EMI) – Conhecida por suas colaborações nos trabalhos do duo eletrônico Chemical Brothers, a cantora inglesa criou uma maneira inteligente de incorporar os ruídos do tecno a outros gêneros musicais. As canções de Orton são calcadas na música folk de seu país natal e nas baladas de intérpretes como a canadense Joni Mitchell e a americana Carole King. A essa base ela acrescenta batidas discretas e arranjos eletrônicos. Essa bem urdida mistureba musical pode ser apreciada em faixas como Anywhere e Thinking About Tomorrow. Outros grandes momentos do disco ficam por conta da balada acústica Carmella, de Concrete Sky (rock em que Orton divide os vocais com o americano Ryan Adams) e da participação da artista country Emmylou Harris em God Song.

 

TELEVISÃO

Divulgação

Os Simpsons: piadas com o Brasil


Os Simpsons
(segunda a sexta e domingo 8, às 20h30, na Fox) – Há oito meses, quando um episódio dos Simpsons ambientado no Rio de Janeiro estreou na TV americana, uma autoridade carioca julgou que a sátira era ofensiva à cidade e ameaçou processar os produtores da série. Como se comprovará no domingo 8, com a estréia do programa no país, toda essa polêmica não passou de bobagem. Principal atrativo de um especial que reúne as aventuras de Bart Simpson e família longe de seu lar em Springfield, o inédito O Feitiço de Lisa é divertidíssimo. Ao viajarem para o Rio, com a intenção de ajudar um garoto pobre, eles são assaltados por pivetes, topam com cobras pelas ruas e passam mal com as iguarias exóticas. Para completar, o patriarca Homer é seqüestrado. Nos demais episódios, os Simpsons visitam lugares como a África (quinta) e o Japão (sexta).

 

DVD

Band of Brothers (Estados Unidos, 2001. Warner) – Poucas vezes a II Guerra Mundial foi mostrada com tanto realismo e contundência quanto nessa série concebida pelo cineasta Steven Spielberg e pelo astro Tom Hanks. Produção televisiva mais ambiciosa de todos os tempos – foram 120 milhões de dólares de orçamento e mais de três anos de filmagens –, Band of Brothers é um aprofundamento da experiência iniciada pela dupla no sucesso O Resgate do Soldado Ryan. Assim como o filme, a série focaliza o conflito pelo ângulo dos recrutas que viveram o duro dia-a-dia no front, com base na trajetória de uma companhia de pára-quedistas que participou da invasão da Normandia, em 1944. A versão do programa em DVD é saborosa: há cinco discos contendo seus dez episódios e um sexto recheado de extras, entre os quais um making of e depoimentos dos combatentes da vida real que inspiraram os personagens da ficção. Veja cenas.

 

EXPOSIÇÃO


O Abaporu: marco do modernismo

Da Antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950 (em São Paulo, a partir de domingo 1º) – No ano em que se completa o octogésimo aniversário da Semana de 1922, marco inaugural do modernismo no país, essa mostra fornece um alentado panorama das origens e desdobramentos do movimento. Exibida na Espanha antes de chegar ao Museu da Faap, Da Antropofagia a Brasília reúne quase 700 peças de 144 artistas. Contempla os principais expoentes da pintura modernista, como Di Cavalcanti, Lasar Segall, Flávio de Carvalho e Tarsila do Amaral – autora da maior atração do evento, o Abaporu, quadro raras vezes exibido no país desde que foi adquirido pelo colecionador argentino Eduardo Costantini. A mostra traz à luz, ainda, curiosidades. É o caso de uma série de fotografias do escritor Mário de Andrade em suas andanças pelo país. Galeria de imagens.

   
 



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